Vigor de híbrido na geração F1 em beringela (Solanum melongena L.)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1961
Autor(a) principal: Ikúta, Hiroshi
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/0/tde-20231122-092924/
Resumo: O presente trabalho refere-se ao estudo do vigor de híbrido na geração F1 de beringela (Solanum melongena L.), onde foram estudadas as manifestações com relação às seguintes características: pêso da produção de fruto, número de fruto, altura e pêso da planta, número de ramas por planta e o diâmetro do caule na região do coleto. Efetuamos, em Piracicaba, em 1960, o ensaio de variedades e o experimento para a obtenção e viabilidade do pólen. Em Mogi das Cruzes, em 1960/61, foi conduzido o ensaio de variedades e híbridos F1. Problemas relacionados com a obtenção de pólen, a técnica de cruzamento e o estudo das variedades também foram abordados. Os dados obtidos suportam as seguintes conclusões: 1 - Para a obtenção de pólen, o meio mais eficiente consiste em manter as plantas da variedade pai numa casa de vidro. Entretanto, usando ambiente sêco (tratamento-1) ou ambiente sem excesso de umidade (tratamento-2) para conservação dos botões colhidos um dia antes do cruzamento, são os dois métodos bastante satisfatórios para obtenção do pólen. 2 - As variedades testadas apresentaram diferenças significativas entre as respectivas produções. As variedades B-4 e B-11 mostraram acentuada interação por local (Piracicaba e Mogi das Cruzes). As variedades estrangeiras testadas em ambos os locais (Piracicaba e Mogi das Cruzes) se classificaram entre as menos produtivas. 3 - Os híbridos, entre as variedades de beringela, exibiram de modo geral pronunciados vigor de híbrido. Alguns híbridos produziram acima de 80% em relação à produção média dos pais, e o híbrido mais produtivo (B-4 x B-24) produziu 43,9% mais do que a variedade B-4, que foi a mais produtiva. O híbrido B-1 x B-4 que satisfaz mais a preferência do mercado produziu 27,2% mais do que a variedade B-4. Entre os 17 híbridos que entraram no experimento, 12 tiveram uma produção estatisticamente superior à variedade mais produtiva. 4 - O aumento da produção dos híbridos F1 do presente estudo foi devido ao aumento do tamanho do fruto, e também devido ao aumento do número de frutos. 5 - Verificou-se também acentuado vigor de híbrido com relação às seguintes características: altura e o pêso da planta, número de ramas por planta e diâmetro do caule na região do coleto. 6 - Há uma fraca correlação (r = 0,69 * gl = 7) entre a produção dos híbridos e a produção média dos respectivos pais. Isso indica que embora haja certa tendência dos melhores híbridos serem obtidos a partir dos pais mais produtivos, essa tendência é, no entanto, muito fraca para permitir previsões seguras. Os melhores híbridos só poderão ser conhecidos a partir de ensaios de produção. 7 - A utilização das gerações F1 de beringela em nosso meio é econômicamente realizável, e é um meio seguro e rápido de aumentar a produção desta hortaliça.
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