Biossensor condutométrico sem contato para detecção de cisplatina: fabricação e desenvolvimento de método de baixo custo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75135/tde-22092025-135135/ |
Resumo: | Este trabalho descreve o desenvolvimento de um biossensor baseado na técnica de detecção condutométrica sem contato acoplada capacitivamente (C4D, do inglês capacitively coupled contactless conductivity detection) e a utilização da enzima Glutationa-S-Transferase (GST) como biorreceptor para a determinação do fármaco antitumoral cisplatina. O biossensor é capaz de detectar a cisplatina, por meio da reação de catálise mediada pela GST na formação do complexo com a Glutationa reduzida (GSH) e cisplatina. A utilização da técnica baseada em C4D, é vantajosa nesse contexto, pois evita problemas comuns de deterioração dos eletrodos e contaminação das amostras, além de não necessitar de reagentes adicionais ou etapas complexas de limpeza dos eletrodos. Esse método destaca-se por sua simplicidade, portabilidade e baixo custo, tornando o dispositivo adequado para análises ambientais de rotina. Na construção do biossensor, foram utilizados eletrodos de cobre, em placas de circuito impresso (PCB), isolados eletricamente por uma camada de poli(dimetilsiloxano) (PDMS), sobre a qual a fase biossensora foi construída. Com o intuito de melhorar os níveis de detecção, estudos de sensibilidade com base em parâmetros da curva analítica foram conduzidos, tais como espessura do dielétrico e utilização de agentes dopantes como TiO2 e óxido de grafeno reduzido (rGO). Foram obtidas mínimas variações entre medições (3,77%) e entre dispositivos (6,65%). Os parâmetros para os ensaios de interações biomoleculares posteriores foram: filme de PDMS como dielétrico, dopado com TiO2, reagente 3- aminopropil(trietoxisilano) responsável pela silanização da superfície, glutaraldeído como agente reticulante e imobilização da enzima GST. Posteriormente, estudos de caracterização foram realizados para as superfícies modificadas, utilizando Espectroscopia de Fotoelétrons Excitados por Raios-X (XPS) para investigar as ligações químicas na superfície do PDMS após a construção da fase biossensora e Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier de Refletância Total (ATR-FTIR) para identificar os grupos funcionais na superfície do PDMS, fornecendo informações detalhadas sobre as mudanças estruturais resultantes da funcionalização e imobilização. O biossensor desenvolvido quantificou cisplatina na concentração entre 2,0 nmol L-1 a 4,5 nmol L-1, obtendo limites de detecção e quantificação de 0,142 e 0,473 nmol L-1, respectivamente. Adicionalmente, o biossensor demonstrou grande potencial para o uso em amostras de água superficial, com taxas de recuperação de cisplatina variando entre 73% e 108%. Em ensaio de seletividade, o biossensor demonstrou que a reação de catálise entre GST, GSH e cisplatina gerou perturbações mensuráveis de maior intensidade em comparação com os fármacos acetaminofeno e amoxicilina. Por fim, a aplicação da C4D como técnica de transdução em biossensores mostrou-se uma alternativa promissora para a análise do fármaco cisplatina. Entre as principais vantagens do dispositivo, destaca-se a possibilidade de reutilização dos eletrodos fabricados em PCB, viabilizada pela remoção e reposição da camada dielétrica, o que permite a imobilização de diferentes fases biossensoras e amplia sua aplicabilidade para uma variedade de análises analíticas. |
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Biossensor condutométrico sem contato para detecção de cisplatina: fabricação e desenvolvimento de método de baixo custoContactless conductometric biosensor for cisplatin detection: fabrication and development of a low-cost methodbiosensorbiossensorC4DC4DcisplatincisplatinaGlutathione-S-TransferaseGlutationa-S-TransferaseEste trabalho descreve o desenvolvimento de um biossensor baseado na técnica de detecção condutométrica sem contato acoplada capacitivamente (C4D, do inglês capacitively coupled contactless conductivity detection) e a utilização da enzima Glutationa-S-Transferase (GST) como biorreceptor para a determinação do fármaco antitumoral cisplatina. O biossensor é capaz de detectar a cisplatina, por meio da reação de catálise mediada pela GST na formação do complexo com a Glutationa reduzida (GSH) e cisplatina. A utilização da técnica baseada em C4D, é vantajosa nesse contexto, pois evita problemas comuns de deterioração dos eletrodos e contaminação das amostras, além de não necessitar de reagentes adicionais ou etapas complexas de limpeza dos eletrodos. Esse método destaca-se por sua simplicidade, portabilidade e baixo custo, tornando o dispositivo adequado para análises ambientais de rotina. Na construção do biossensor, foram utilizados eletrodos de cobre, em placas de circuito impresso (PCB), isolados eletricamente por uma camada de poli(dimetilsiloxano) (PDMS), sobre a qual a fase biossensora foi construída. Com o intuito de melhorar os níveis de detecção, estudos de sensibilidade com base em parâmetros da curva analítica foram conduzidos, tais como espessura do dielétrico e utilização de agentes dopantes como TiO2 e óxido de grafeno reduzido (rGO). Foram obtidas mínimas variações entre medições (3,77%) e entre dispositivos (6,65%). Os parâmetros para os ensaios de interações biomoleculares posteriores foram: filme de PDMS como dielétrico, dopado com TiO2, reagente 3- aminopropil(trietoxisilano) responsável pela silanização da superfície, glutaraldeído como agente reticulante e imobilização da enzima GST. Posteriormente, estudos de caracterização foram realizados para as superfícies modificadas, utilizando Espectroscopia de Fotoelétrons Excitados por Raios-X (XPS) para investigar as ligações químicas na superfície do PDMS após a construção da fase biossensora e Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier de Refletância Total (ATR-FTIR) para identificar os grupos funcionais na superfície do PDMS, fornecendo informações detalhadas sobre as mudanças estruturais resultantes da funcionalização e imobilização. O biossensor desenvolvido quantificou cisplatina na concentração entre 2,0 nmol L-1 a 4,5 nmol L-1, obtendo limites de detecção e quantificação de 0,142 e 0,473 nmol L-1, respectivamente. Adicionalmente, o biossensor demonstrou grande potencial para o uso em amostras de água superficial, com taxas de recuperação de cisplatina variando entre 73% e 108%. Em ensaio de seletividade, o biossensor demonstrou que a reação de catálise entre GST, GSH e cisplatina gerou perturbações mensuráveis de maior intensidade em comparação com os fármacos acetaminofeno e amoxicilina. Por fim, a aplicação da C4D como técnica de transdução em biossensores mostrou-se uma alternativa promissora para a análise do fármaco cisplatina. Entre as principais vantagens do dispositivo, destaca-se a possibilidade de reutilização dos eletrodos fabricados em PCB, viabilizada pela remoção e reposição da camada dielétrica, o que permite a imobilização de diferentes fases biossensoras e amplia sua aplicabilidade para uma variedade de análises analíticas.This work describes the development of a biosensor based on capacitively coupled contactless conductivity detection (C4D) and the use of the enzyme Glutathione-S- Transferase (GST) as a bioreceptor for the determination of the antitumor drug cisplatin. The biosensor is capable of detecting cisplatin through a GST-mediated catalysis reaction in the formation of a complex with reduced glutathione (GSH) and cisplatin. The use of C4D-based technology is advantageous in this context as it avoids common issues with electrode degradation or sample contamination and does not require additional reagents or complex electrode-cleaning steps. This method is distinguished by its simplicity, portability, and low cost, making the device suitable for routine environmental analyses. In the construction of the biosensor, copper electrodes on printed circuit boards (PCB) were electrically insulated by a layer of poly(dimethylsiloxane) (PDMS), on which the biosensing phase was constructed. To improve detection levels, sensitivity studies based on analytical curve parameters were conducted, including variations in dielectric thickness and the use of dopants such as TiO2 and reduced graphene oxide (rGO). Minimal variations were observed between measurements (3.77%) and between devices (6.65%). The following parameters were set for subsequent biomolecular interaction assays: PDMS film as the dielectric, doped with TiO2, with 3-aminopropyl(triethoxysilane) as the silanizing agent, glutaraldehyde as the cross-linking agent, and GST enzyme immobilization. Subsequently, characterization studies were performed on the modified surfaces, using X-ray Photoelectron Spectroscopy (XPS) to investigate the chemical bonds on the PDMS surface after biosensing phase construction, and Attenuated Total Reflectance Fourier Transform Infrared Spectroscopy (ATR-FTIR) to identify functional groups on the PDMS surface, providing detailed information on structural changes resulting from functionalization and immobilization. The biosensor quantified cisplatin at concentrations ranging from 2.0 nmol L-1 to 4.5 nmol L-1, achieving detection and quantification limits of 0.142 and 0.473 nmol L-1, respectively. Additionally, the biosensor demonstrated significant potential for use in surface water samples, with cisplatin recovery rates ranging from 73% to 108%. In selectivity assays, the biosensor showed that the catalytic reaction between GST, GSH, and cisplatin produced measurable disturbances of greater intensity compared to the drugs acetaminophen and amoxicillin. Finally, the application of C4D as a transduction technique in biosensors proved to be a promising alternative for cisplatin analysis. Among the main advantages of the device is the possibility of reusing the PCB-fabricated electrodes, enabled by the removal and replacement of the dielectric layer, allowing for the immobilization of different biosensing phases and expanding its applicability for a variety of analytical analyses.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarrilho, EmanuelMichilini, Larissa Meneghin2025-06-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75135/tde-22092025-135135/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-23T14:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-22092025-135135Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-23T14:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Este trabalho descreve o desenvolvimento de um biossensor baseado na técnica de detecção condutométrica sem contato acoplada capacitivamente (C4D, do inglês capacitively coupled contactless conductivity detection) e a utilização da enzima Glutationa-S-Transferase (GST) como biorreceptor para a determinação do fármaco antitumoral cisplatina. O biossensor é capaz de detectar a cisplatina, por meio da reação de catálise mediada pela GST na formação do complexo com a Glutationa reduzida (GSH) e cisplatina. A utilização da técnica baseada em C4D, é vantajosa nesse contexto, pois evita problemas comuns de deterioração dos eletrodos e contaminação das amostras, além de não necessitar de reagentes adicionais ou etapas complexas de limpeza dos eletrodos. Esse método destaca-se por sua simplicidade, portabilidade e baixo custo, tornando o dispositivo adequado para análises ambientais de rotina. Na construção do biossensor, foram utilizados eletrodos de cobre, em placas de circuito impresso (PCB), isolados eletricamente por uma camada de poli(dimetilsiloxano) (PDMS), sobre a qual a fase biossensora foi construída. Com o intuito de melhorar os níveis de detecção, estudos de sensibilidade com base em parâmetros da curva analítica foram conduzidos, tais como espessura do dielétrico e utilização de agentes dopantes como TiO2 e óxido de grafeno reduzido (rGO). Foram obtidas mínimas variações entre medições (3,77%) e entre dispositivos (6,65%). Os parâmetros para os ensaios de interações biomoleculares posteriores foram: filme de PDMS como dielétrico, dopado com TiO2, reagente 3- aminopropil(trietoxisilano) responsável pela silanização da superfície, glutaraldeído como agente reticulante e imobilização da enzima GST. Posteriormente, estudos de caracterização foram realizados para as superfícies modificadas, utilizando Espectroscopia de Fotoelétrons Excitados por Raios-X (XPS) para investigar as ligações químicas na superfície do PDMS após a construção da fase biossensora e Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier de Refletância Total (ATR-FTIR) para identificar os grupos funcionais na superfície do PDMS, fornecendo informações detalhadas sobre as mudanças estruturais resultantes da funcionalização e imobilização. O biossensor desenvolvido quantificou cisplatina na concentração entre 2,0 nmol L-1 a 4,5 nmol L-1, obtendo limites de detecção e quantificação de 0,142 e 0,473 nmol L-1, respectivamente. Adicionalmente, o biossensor demonstrou grande potencial para o uso em amostras de água superficial, com taxas de recuperação de cisplatina variando entre 73% e 108%. Em ensaio de seletividade, o biossensor demonstrou que a reação de catálise entre GST, GSH e cisplatina gerou perturbações mensuráveis de maior intensidade em comparação com os fármacos acetaminofeno e amoxicilina. Por fim, a aplicação da C4D como técnica de transdução em biossensores mostrou-se uma alternativa promissora para a análise do fármaco cisplatina. Entre as principais vantagens do dispositivo, destaca-se a possibilidade de reutilização dos eletrodos fabricados em PCB, viabilizada pela remoção e reposição da camada dielétrica, o que permite a imobilização de diferentes fases biossensoras e amplia sua aplicabilidade para uma variedade de análises analíticas. |
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