Efeito do bloqueio do receptor AT1 no desfecho cardiovascular após parada cardiorrespiratória: estudo experimental em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Araujo Filho, Elson Alberto Fernandes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5176/tde-01022024-171253/
Resumo: INTRODUÇÃO: recentemente, o uso de antagonistas dos receptores de angiotensina II tipo AT1 (ATI) mostrou-se benéfico em situações de isquemia/reperfusão (I/R) focal. Porém, em situações de I/R global, como na parada cardiorrespiratória (PCR), pouco se sabe sobre o bloqueio desses receptores. OBJETIVO: avaliar o uso de bloqueadores de receptores AT1 da angiotensina II após a PCR. MÉTODOS: após a aprovação do comitê de ética, ratos foram alocados em quatro grupos: grupo sham (GS) - animais submetidos a intervenções cirúrgicas, sem PCR; grupo controle (GC) - animais submetidos à PCR, seguida por manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP); grupo AT1 (GAT1) animais submetidos aos procedimentos descritos para o GC, acrescido 0,2 mg/kg de candesartan intravenoso no início da RCP; Grupo Veículo (GV): animais igualmente induzidos à PCR, sendo administrado 0,2 mL/kg de dimetilsulfóxido (DMSO) a 99%, no início da RCP. Analisou-se taxa de retorno à circulação espontânea, sobrevida, variáveis hemodinâmicas, histopatologia e marcadores de lesão tecidual. RESULTADOS: o GAT1, em relação o grupo controle, apresentou maior taxa de retorno da circulação espontânea (RCE), (62,5% vs. 42,1%, IC: 0,016-0,793; p < 0,0001) e de sobrevida (100% vs. 62,5%, IC: 0,014-0,034; p = 0,027). Esses animais também tiveram menos arritmia após 10 minutos de RCE, (10% vs. 62,5%, IC: 0,001-0,043; p = 0,000). A análise histopatológica demostrou menor escore de lesão neuronal e cardíaca no GAT1 em relação GC (p = 0,025 e p = 0,021, respectivamente). Os grupos não apresentaram diferenças quanto ao tempo de PCR, números de doses de adrenalina ou números de desfibrilações. CONCLUSÃO: o bloqueio do receptor AT1 da angiotensina II foi eficaz para proteção contra lesão neuronal e miocárdica após PCR com maiores taxas de RCE e sobrevida
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