Análise da frequência de consumo alimentar e das rotinas dietéticas e sua associação com o risco de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de pediatria do Centro de Saúde Escola Samuel B. Pessoa
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-30012026-155455/ |
Resumo: | A obesidade infantil tornou-se, nas últimas décadas, um problema mundial de saúde pública. Essa condição multifatorial é resultado de uma série complexa de fatores genéticos, individuais/comportamentais e ambientais que atuam em múltiplos contextos. Considerando as especificidades regionais, culturais e socioeconômicas do país e visando compreender os fatores de risco que influenciam as taxas de excesso de peso e outras condições relacionadas à alimentação e saúde na população pediátrica atendida no ambulatório de pediatria de uma Unidade Básica de Saúde no município de São Paulo SP, este estudo investigou a frequência do consumo alimentar de crianças e adolescentes, suas rotinas dietéticas e de estilo de vida e a sua relação com o risco de sobrepeso e obesidade, por meio de um Questionário de Frequência Alimentar. A adolescência destacou-se como um período crítico para o excesso de peso, o que pode refletir mudanças fisiológicas e comportamentais típicas da puberdade, além do resultado do acúmulo da adiposidade e de maus hábitos adquiridos na infância. O excesso de tempo de tela foi positivamente associado ao risco de obesidade, provavelmente devido ao impacto do comportamento sedentário e do maior consumo de lanches e alimentos ultraprocessados, tanto durante essa atividade quanto pela exposição à publicidade. A análise do consumo alimentar, apontou que a maior ingestão de cereais, leguminosas e tubérculos teve efeito protetor contra o excesso de peso, reforçando a importância das tradições culinárias e culturais da dieta brasileira, corroborando com as atuais diretrizes do Guia Alimentar para População Brasileira. Alinhado a essa abordagem, a leitura frequente de rótulos pelos pais revelou-se como um hábito protetor para a prevenção do excesso de peso, sugerindo que a educação nutricional e a consciência alimentar exercem papel essencial na promoção da saúde. Por fim, dentre as variáveis clínicas, o elevado peso ao nascer associou-se a um aumento significativo no risco de sobrepeso/obesidade. Os dados sustentam a importância do: controle do tempo de tela como componente essencial das estratégias preventivas, do incentivo aos alimentos tradicionais da cultura brasileira desde o período da infância, bem como o incentivo da leitura dos rótulos de alimentos seja por meio de campanhas educativas, seja pela interação entre usuários e profissionais de saúde, visando a realização de escolhas alimentares mais saudáveis, além da necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso a alimentos saudáveis e que regulamentem a publicidade de produtos ultraprocessados voltada ao público infantil e incentivem práticas de educação nutricional desde os primeiros anos de vida. |
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Análise da frequência de consumo alimentar e das rotinas dietéticas e sua associação com o risco de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de pediatria do Centro de Saúde Escola Samuel B. PessoaAnalysis of food consumption frequency and dietary routines and their association with the risk of overweight and obesity in children and adolescents treated at the pediatric outpatient clinic of the Samuel B. Pessoa School of Health CenterAdolescentesAdolescentsAtenção BásicaChildrenCriançasEating habitsHábito alimentarObesidadeObesityOverweightPrevençãoPreventionPrimary Health CareSobrepesoA obesidade infantil tornou-se, nas últimas décadas, um problema mundial de saúde pública. Essa condição multifatorial é resultado de uma série complexa de fatores genéticos, individuais/comportamentais e ambientais que atuam em múltiplos contextos. Considerando as especificidades regionais, culturais e socioeconômicas do país e visando compreender os fatores de risco que influenciam as taxas de excesso de peso e outras condições relacionadas à alimentação e saúde na população pediátrica atendida no ambulatório de pediatria de uma Unidade Básica de Saúde no município de São Paulo SP, este estudo investigou a frequência do consumo alimentar de crianças e adolescentes, suas rotinas dietéticas e de estilo de vida e a sua relação com o risco de sobrepeso e obesidade, por meio de um Questionário de Frequência Alimentar. A adolescência destacou-se como um período crítico para o excesso de peso, o que pode refletir mudanças fisiológicas e comportamentais típicas da puberdade, além do resultado do acúmulo da adiposidade e de maus hábitos adquiridos na infância. O excesso de tempo de tela foi positivamente associado ao risco de obesidade, provavelmente devido ao impacto do comportamento sedentário e do maior consumo de lanches e alimentos ultraprocessados, tanto durante essa atividade quanto pela exposição à publicidade. A análise do consumo alimentar, apontou que a maior ingestão de cereais, leguminosas e tubérculos teve efeito protetor contra o excesso de peso, reforçando a importância das tradições culinárias e culturais da dieta brasileira, corroborando com as atuais diretrizes do Guia Alimentar para População Brasileira. Alinhado a essa abordagem, a leitura frequente de rótulos pelos pais revelou-se como um hábito protetor para a prevenção do excesso de peso, sugerindo que a educação nutricional e a consciência alimentar exercem papel essencial na promoção da saúde. Por fim, dentre as variáveis clínicas, o elevado peso ao nascer associou-se a um aumento significativo no risco de sobrepeso/obesidade. Os dados sustentam a importância do: controle do tempo de tela como componente essencial das estratégias preventivas, do incentivo aos alimentos tradicionais da cultura brasileira desde o período da infância, bem como o incentivo da leitura dos rótulos de alimentos seja por meio de campanhas educativas, seja pela interação entre usuários e profissionais de saúde, visando a realização de escolhas alimentares mais saudáveis, além da necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso a alimentos saudáveis e que regulamentem a publicidade de produtos ultraprocessados voltada ao público infantil e incentivem práticas de educação nutricional desde os primeiros anos de vida.In recent decades, childhood obesity has become a global public health problem. This multifactorial condition results from a complex interplay of genetic, individual/behavioral, and environmental factors that act in multiple contexts. Considering the regional, cultural and socioeconomic specificities of the country and covering the risk factors that influence rates of overweight and other nutrition- and health-related conditions in the pediatric population attending primary care pediatric clinic of a Basic Health Unit in the city of São Paulo, Brazil, this study investigated the frequency of food consumption among children and adolescents, their dietary and lifestyle routines and their relationship with overweight and obesity risk, through a Food Frequency Questionnaire. Adolescence stood out as a critical period for excess weight, likely reflecting the physical and behavioral changes typical of puberty, in addition to the cumulative effect of adiposity and poor habits acquired during childhood. Excessive screen time was positively associated with obesity risk, probably due to the impact of sedentary behavior and increased consumption of snacks and ultra-processed foods, both during screen use and due to exposure to advertising. Dietary intake analysis indicated that a higher consumption of cereals, legumes and tubers had a protective effect against excess weight, reinforcing the importance of culinary and cultural traditions of the Brazilian diet, and aligning with the current recommendations of the Brazilian Dietary Guidelines. In line with this approach, frequent label reading by parents proved to be a protective habit for the prevention of excess weight, indicating that nutritional education and food awareness play an essential role in health promotion. Finally, among the clinical variables, high birth weight was significantly associated with increased risk of overweight/obesity. These findings support the importance of controlling screen time as an essential component of preventive strategies, encouraging the consumption of traditional Brazilian foods starting in childhood, as well as encouragement of food label reading, whether through educational campaigns or through interaction between users and health professionals, aimed at making safer food choices. The results also highlight the need for public policies that expand access to resilient foods, regulate advertising of ultra-processed products to children and promote nutritional education practices from the earliest years of life.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFernandes, Maria Teresa BechereAngelis, Karina Guimarães de2025-08-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-30012026-155455/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-02T17:27:06Zoai:teses.usp.br:tde-30012026-155455Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-02T17:27:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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