Identificação e manejo de Cercospora spp. associadas à pinta rosa da goiaba

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lima, Julia Carvalho Gomes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-04022025-160539/
Resumo: A pinta rosa da goiaba foi relatada pela primeira vez no Brasil, em 2019, sendo identificada como uma doença biótica, cujo agente causal é um fungo do gênero Cercospora. O trabalho desenvolvido, entretanto, não caracterizou o patógeno em nível de espécie. Para a maior compreensão sobre um novo patossistema, torna-se importante caracterizar o patógeno em espécie, assim como realizar estudos relacionados a condições ambientais favoráveis à doença, sensibilidade do patógeno a fungicidas e métodos de preservação do isolado. O trabalho teve como objetivo identificar a espécie de Cercospora causadora da pinta rosa, assim como avaliar a germinação de esporos em relação à temperatura e período de molhamento, testar a sensibilidade do patógeno a fungicidas in vitro, e avaliar o método de criopreservação de esporos de Cercospora sp. em glicerina. Pela análise genética de 17 isolados monospóricos de Cercospora spp. associados à pinta rosa, foram observadas cinco espécies de Cercospora associadas à doença, das quais uma espécie se agrupou com Cercospora cyperacearum e Cercospora cyperina, e quatro novas espécies ainda não relatadas. As condições ambientais observadas in vitro para a germinação de conídios de Cercospora sp. são similares às condições climáticas onde são plantadas goiabeiras no estado de São Paulo, portanto, as regiões de plantio apresentam condições favoráveis à infecção do patógeno, em condições de campo. Fungicidas químicos como piraclostrobina e propiconazol, in vitro, mostraram-se pouco eficazes no controle de Cercospora sp., enquanto que o fungicida biológico Trichodermil apresentou alta eficácia no controle do crescimento da colônia. A criopreservação de Cercospora em glicerina demonstrou ser um método pouco eficiente, com um período de armazenamento limitado. Os resultados obtidos neste estudo podem servir para auxiliar no desenvolvimento de sistemas de aviso, assim como no manejo dessa nova doença no campo.
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