Eficácia da acupuntura auricular nos sintomas ansiosos em indivíduos com sintomas depressivos: ensaio clínico randomizado
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-05052025-160900/ |
Resumo: | Com 18,6 milhões casos (2021), o Brasil é um dos países com maior prevalência de ansiedade no mundo, com uma média de 33,7 dias de afastamento da atividade laboral devido ao problema. O transtorno ansioso é a segunda maior causa de incapacitação em saúde mental globalmente, e o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maiores índices de incapacitação. Depressão e ansiedade frequentemente coexistem; entre 45% e 67% dos pacientes diagnosticados com transtorno depressivo também apresentam critérios clínicos para algum transtorno ansioso. Dentro dos tratamentos possíveis existem as práticas integrativas e complementares em saúde (PICS). Em 2018, elas estavam presentes em 16.007 serviços de saúde do SUS, dos quais 90% foram realizadas na Atenção Primária à Saúde (APS), distribuídos em 74% dos municípios brasileiros e em todas as capitais. Entre as práticas, a acupuntura auricular (AA) foi uma das mais utilizadas em 2019. Este ensaio clínico randomizado é uma análise de dados secundários oriundos de um ensaio clínico que objetivou avaliar a eficácia da AA na redução dos sintomas depressivos. O objetivo foi avaliar a eficácia do protocolo de AA nos sintomas ansiosos, medidos pelo Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). O protocolo de pesquisa foi registrado na plataforma ClinicalTrials.gov sob o número NCT05855421 e aprovado pelo CEP-HCFMUSP sob o nº 6.083.343. A população elegível foi composta por 74 participantes, divididos em dois grupos: intervenção e controle. O protocolo consistiu em 12 sessões de AA, com acompanhamento por três meses. O desfecho primário foi a comparação das medianas do IDATE Traço e Estado entre a avaliação basal e três meses após o início da intervenção, não havendo significância estatística em nenhuma das avaliações (Traço: p=0,975; Estado: p=0,823). Os desfechos secundários incluíram a comparação das medianas do IDATE Traço e Estado entre a avaliação basal e as realizadas após 5 e 7 semanas, análises por intenção de tratar e por protocolo, mas nenhuma dessas análises revelou significância estatística. A análise de sensibilidade com imputação de dados também não demonstrou significância estatística. Conclui-se que os dados deste estudo não mostraram eficácia do protocolo na redução dos sintomas ansiosos avaliados pelo IDATE. Apesar destes resultados, o estudo, por sua robustez metodológica, tem o potencial de contribuir com a controvérsia atual na literatura científica sobre a eficácia da AA no tratamento dos sintomas ansiosos. Esta pesquisa é de grande relevância para a saúde coletiva, dada a urgência de novas possibilidades terapêuticas em saúde mental e o fortalecimento de abordagens centradas na pessoa, alinhadas ao paradigma promocionista e não biomédico |
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Eficácia da acupuntura auricular nos sintomas ansiosos em indivíduos com sintomas depressivos: ensaio clínico randomizadoEfficacy of auricular acupuncture on anxiety symptoms in individuals with depressive symptoms: randomized clinical trialAcupuntura auricularAnxiety DisordersAuriculoterapiaAuriculotherapyDepressãoDepressionEar AcupunctureEnsaio clínico randomizadoMedicina tradicional chinesaMental healthRandomized Clinical TrialSaúde mentalTraditional Chinese MedicineTranstornos ansiososCom 18,6 milhões casos (2021), o Brasil é um dos países com maior prevalência de ansiedade no mundo, com uma média de 33,7 dias de afastamento da atividade laboral devido ao problema. O transtorno ansioso é a segunda maior causa de incapacitação em saúde mental globalmente, e o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maiores índices de incapacitação. Depressão e ansiedade frequentemente coexistem; entre 45% e 67% dos pacientes diagnosticados com transtorno depressivo também apresentam critérios clínicos para algum transtorno ansioso. Dentro dos tratamentos possíveis existem as práticas integrativas e complementares em saúde (PICS). Em 2018, elas estavam presentes em 16.007 serviços de saúde do SUS, dos quais 90% foram realizadas na Atenção Primária à Saúde (APS), distribuídos em 74% dos municípios brasileiros e em todas as capitais. Entre as práticas, a acupuntura auricular (AA) foi uma das mais utilizadas em 2019. Este ensaio clínico randomizado é uma análise de dados secundários oriundos de um ensaio clínico que objetivou avaliar a eficácia da AA na redução dos sintomas depressivos. O objetivo foi avaliar a eficácia do protocolo de AA nos sintomas ansiosos, medidos pelo Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). O protocolo de pesquisa foi registrado na plataforma ClinicalTrials.gov sob o número NCT05855421 e aprovado pelo CEP-HCFMUSP sob o nº 6.083.343. A população elegível foi composta por 74 participantes, divididos em dois grupos: intervenção e controle. O protocolo consistiu em 12 sessões de AA, com acompanhamento por três meses. O desfecho primário foi a comparação das medianas do IDATE Traço e Estado entre a avaliação basal e três meses após o início da intervenção, não havendo significância estatística em nenhuma das avaliações (Traço: p=0,975; Estado: p=0,823). Os desfechos secundários incluíram a comparação das medianas do IDATE Traço e Estado entre a avaliação basal e as realizadas após 5 e 7 semanas, análises por intenção de tratar e por protocolo, mas nenhuma dessas análises revelou significância estatística. A análise de sensibilidade com imputação de dados também não demonstrou significância estatística. Conclui-se que os dados deste estudo não mostraram eficácia do protocolo na redução dos sintomas ansiosos avaliados pelo IDATE. Apesar destes resultados, o estudo, por sua robustez metodológica, tem o potencial de contribuir com a controvérsia atual na literatura científica sobre a eficácia da AA no tratamento dos sintomas ansiosos. Esta pesquisa é de grande relevância para a saúde coletiva, dada a urgência de novas possibilidades terapêuticas em saúde mental e o fortalecimento de abordagens centradas na pessoa, alinhadas ao paradigma promocionista e não biomédicoWith 18.6 million cases (2021), Brazil is one of the countries with the highest prevalence of anxiety in the world, with an average of 33.7 days of work leave due to the condition. Anxiety disorder is the second leading cause of mental health disability globally, and Brazil ranks third among countries with the highest disability rates. Depression and anxiety often coexist; between 45% and 67% of patients diagnosed with depressive disorder also meet clinical criteria for an anxiety disorder. Among the possible treatments are integrative and complementary health practices (PICS). In 2018, they were present in 16,007 health services of the SUS, 90% of which were performed in Primary Health Care, distributed in 74% of Brazilian municipalities and in all capitals. Among these practices, auricular acupuncture (AA) was one of the most used in 2019. This randomized clinical trial is a secondary data analysis, with population eligibility based on depressive symptoms (PHQ-9). The objective was to evaluate the effectiveness of the AA protocol on anxiety symptoms, measured by the State-Trait Anxiety Inventory (STAI). The research protocol was registered on the ClinicalTrials.gov platform under number NCT05855421 and approved by the CEPHCFMUSP under number 6.083.343. The eligible population consisted of 74 participants, divided into two groups: intervention and control. The protocol consisted of 12 AA sessions, with follow-up for three months. The primary outcome was the comparison of the median STAI Trait and State scores between baseline and three months after the start of the intervention, with no statistical significance found in any of the assessments (Trait: p=0.975; State: p=0.823). Secondary outcomes included comparing the median STAI Trait and State scores between baseline and those measured after 5 and 7 weeks, intention-to-treat and per-protocol analyses, but none of these analyses showed statistical significance. Sensitivity analysis with data imputation also did not demonstrate significant hypotheses. It is concluded that the data from this study did not show the effectiveness of the protocol in reducing anxiety symptoms as assessed by the STAI, in contrast to the existing scientific literature. The study has high internal validity, but results are only partially generalizable due to the selected method and population. This research is of great relevance to public health, given the urgency of new therapeutic possibilities in mental health and the strengthening of person-centered approaches, aligned with the health promotion and non-biomedical paradigmBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCury, Alexandre FaisalHeps, Artur2024-12-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-05052025-160900/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-14T17:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-05052025-160900Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-14T17:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Com 18,6 milhões casos (2021), o Brasil é um dos países com maior prevalência de ansiedade no mundo, com uma média de 33,7 dias de afastamento da atividade laboral devido ao problema. O transtorno ansioso é a segunda maior causa de incapacitação em saúde mental globalmente, e o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maiores índices de incapacitação. Depressão e ansiedade frequentemente coexistem; entre 45% e 67% dos pacientes diagnosticados com transtorno depressivo também apresentam critérios clínicos para algum transtorno ansioso. Dentro dos tratamentos possíveis existem as práticas integrativas e complementares em saúde (PICS). Em 2018, elas estavam presentes em 16.007 serviços de saúde do SUS, dos quais 90% foram realizadas na Atenção Primária à Saúde (APS), distribuídos em 74% dos municípios brasileiros e em todas as capitais. Entre as práticas, a acupuntura auricular (AA) foi uma das mais utilizadas em 2019. Este ensaio clínico randomizado é uma análise de dados secundários oriundos de um ensaio clínico que objetivou avaliar a eficácia da AA na redução dos sintomas depressivos. O objetivo foi avaliar a eficácia do protocolo de AA nos sintomas ansiosos, medidos pelo Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). O protocolo de pesquisa foi registrado na plataforma ClinicalTrials.gov sob o número NCT05855421 e aprovado pelo CEP-HCFMUSP sob o nº 6.083.343. A população elegível foi composta por 74 participantes, divididos em dois grupos: intervenção e controle. O protocolo consistiu em 12 sessões de AA, com acompanhamento por três meses. O desfecho primário foi a comparação das medianas do IDATE Traço e Estado entre a avaliação basal e três meses após o início da intervenção, não havendo significância estatística em nenhuma das avaliações (Traço: p=0,975; Estado: p=0,823). Os desfechos secundários incluíram a comparação das medianas do IDATE Traço e Estado entre a avaliação basal e as realizadas após 5 e 7 semanas, análises por intenção de tratar e por protocolo, mas nenhuma dessas análises revelou significância estatística. A análise de sensibilidade com imputação de dados também não demonstrou significância estatística. Conclui-se que os dados deste estudo não mostraram eficácia do protocolo na redução dos sintomas ansiosos avaliados pelo IDATE. Apesar destes resultados, o estudo, por sua robustez metodológica, tem o potencial de contribuir com a controvérsia atual na literatura científica sobre a eficácia da AA no tratamento dos sintomas ansiosos. Esta pesquisa é de grande relevância para a saúde coletiva, dada a urgência de novas possibilidades terapêuticas em saúde mental e o fortalecimento de abordagens centradas na pessoa, alinhadas ao paradigma promocionista e não biomédico |
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