Meninas e meninos no poder: a participação das crianças na educação infantil
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59140/tde-10122024-170032/ |
Resumo: | A participação das crianças na Educação Infantil (EI) tem emergido nos últimos anos, sobretudo a partir das discussões sobre gestão democrática, da afirmação do direito de serem ouvidas e de perspectivas pedagógicas que reconhecem as crianças como sujeitos. No entanto, pesquisas ainda relatam crianças em relações de opressão por meio da subordinação etária. Diante disso, o objetivo desta tese é analisar experiências e discursos sobre gestão democrática na EI no Brasil, com ênfase em práticas pedagógicas que têm como proposta romper com a subordinação etária (Rosemberg, 1976). Para essa discussão, partimos da legislação nacional sobre os direitos das crianças e sobre a EI. Propomos um diálogo com o quadro teórico sobre democracia e participação (Bordenave, 1994; Paro, 2012; Freire, 2019b); educação (Paro, 2008; hooks, 2017, Freire, 2019a) e tendo como perspectiva de desenvolvimento, a histórico-cultural (Vigotski, 2000). Buscamos em Moss (2009) as discussões sobre a política na EI. A partir do método de Revisão Sistemática, realizamos a busca e a seleção de 8 dissertações e 7 teses cujo tema é educação infantil e a participação das crianças. Para leitura e análise dos dados, usamos como estratégia a metapesquisa (Mainardes, 2018), das quais emergiram três categorias de análise: 1. Participação formal das crianças, principalmente os Conselhos de Criança, experiências que se mostraram interessantes, mas há limites e questionamentos que suscitam mais reflexão. 2. As formas de escuta das crianças e a participação no cotidiano, categoria central no estudo e nas práticas na EI, uma vez que as crianças têm o que dizer a todo momento, além de ser condição para a construção de relações democráticas e que rompam com a subordinação etária. 3. O papel dos adultos para promover a escuta e construção dessas relações, a partir de investimentos em políticas públicas que promovam a participação, da oferta de formações continuadas que tenham como centralidade as concepções de crianças, a escuta e que possibilitem a reflexão a partir da prática de cada professora. Dessa forma, a partir da análise e discussão sobre os elementos das práticas democráticas na EI, apontamos os caminhos encontrados que podem contribuir para a busca de qualidade, ao proporcionar a participação das crianças nas decisões e organização da escola, além de propiciar um ambiente construído a partir de relações que rompam com a subordinação etária. |
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Propomos um diálogo com o quadro teórico sobre democracia e participação (Bordenave, 1994; Paro, 2012; Freire, 2019b); educação (Paro, 2008; hooks, 2017, Freire, 2019a) e tendo como perspectiva de desenvolvimento, a histórico-cultural (Vigotski, 2000). Buscamos em Moss (2009) as discussões sobre a política na EI. A partir do método de Revisão Sistemática, realizamos a busca e a seleção de 8 dissertações e 7 teses cujo tema é educação infantil e a participação das crianças. Para leitura e análise dos dados, usamos como estratégia a metapesquisa (Mainardes, 2018), das quais emergiram três categorias de análise: 1. Participação formal das crianças, principalmente os Conselhos de Criança, experiências que se mostraram interessantes, mas há limites e questionamentos que suscitam mais reflexão. 2. As formas de escuta das crianças e a participação no cotidiano, categoria central no estudo e nas práticas na EI, uma vez que as crianças têm o que dizer a todo momento, além de ser condição para a construção de relações democráticas e que rompam com a subordinação etária. 3. O papel dos adultos para promover a escuta e construção dessas relações, a partir de investimentos em políticas públicas que promovam a participação, da oferta de formações continuadas que tenham como centralidade as concepções de crianças, a escuta e que possibilitem a reflexão a partir da prática de cada professora. Dessa forma, a partir da análise e discussão sobre os elementos das práticas democráticas na EI, apontamos os caminhos encontrados que podem contribuir para a busca de qualidade, ao proporcionar a participação das crianças nas decisões e organização da escola, além de propiciar um ambiente construído a partir de relações que rompam com a subordinação etária.Children\'s participation in Early Childhood Education (ECE) has emerged in recent years, especially due to discussions on democratic management, the affirmation of their right to be heard, and pedagogical perspectives that recognize children as subjects. However, researchers still report children in oppressive relationships through age subordination. Given this, this thesis aims to analyze experiences and discourses on democratic management in Early Childhood Education in Brazil, emphasizing pedagogical practices that aim to break with age subordination (Rosemberg, 1976). For this discussion, we started with the national legislation on children\'s rights and CE. We propose a dialog with the theoretical framework on democracy and participation (Bordenave, 1994; Paro, 2012; Freire, 2019b), education (Paro, 2008; Hooks, 2017, Freire, 2019a), from a cultural-historical perspective (Vygotsky, 2000). We looked for Moss (2009) to discuss politics in ECE. Using the Systematic Review method, we searched for and selected 8 dissertations and 7 theses on the subject of early childhood education and children\'s participation. To read and analyze the data, we used meta-research as a strategy (Mainardes, 2018), and three categories of analysis emerged: 1. Formal participation by children, especially the Children\'s Councils, experiences that have proved to be interesting, but some limits and questions aim for further reflection. 2. How children listen and participate in everyday life, a central category in the study and practices in ECE, since children have something to say at all times, in addition to being a condition for the construction of democratic relationships that break with age subordination. 3. The role of adults in promoting listening and building these relationships, based on investments in public policies that promote participation, the provision of ongoing training that focuses on conceptions of children, listening, and enabling reflection based on each teacher\'s practice. In this way, based on the analysis and discussion of the elements of democratic practices in ECE, we point out how they can contribute to the search for quality, by providing for the participation of children in the decisions and organization of the school. It also provides an environment built on relationships that break down age subordination.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCorrea, Bianca CristinaBucci, Lorenzza2024-11-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59140/tde-10122024-170032/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-24T14:48:02Zoai:teses.usp.br:tde-10122024-170032Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-24T14:48:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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