Ação do azul de metileno em vesículas gigantes de membrana plasmática de Leishmania amazonensis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Souza, Maressa Donato Ferreira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85134/tde-13022026-140312/
Resumo: A leishmaniose é uma importante doença negligenciada causada por protozoários do gênero Leishmania, que pode ser transmitida pela picada de flebotomíneos. É uma doença endêmica em mais de 97 países, incluindo o Brasil. O tratamento convencional da leishmaniose envolve o uso de fármacos que promovem efeitos clínicos adversos e resistência ao tratamento. Assim, a compreensão e o desenvolvimento de novas técnicas para o tratamento desta doença são cruciais. Recentemente, tem havido um interesse crescente na aplicação de terapia fotodinâmica (PDT) na leishmaniose cutânea, que mostra bons resultados e parece ser bem tolerada pelos pacientes. Aqui, nosso objetivo foi desenvolver um protocolo para produzir vesículas gigantes de membrana plasmática (GPMVs) a partir da membrana de promastigotas de Leishmania amazonensis, para entendimento dos mecanismos de ação da PDT mediada por azul de metileno (AM) na membrana celular de parasitas do gênero Leishmania. A extração da membrana foi feita por centrifugações com diferentes gradientes de sacarose. Dosagens de fosfato e proteína foram realizadas para confirmar a extração das membranas. As GPMVs foram então preparadas pela técnica de eletroformação usando diferentes frequências e tensões em 4 ciclos. As GPMVs reconstituídas foram observadas por microscopia óptica com contraste de fase. Na sequência, a PDT foi aplicada em GPMVs dispersas em solução aquosa contendo 50 μM de azul de metileno e verificamos as mudanças na permeabilidade antes e depois da exposição à luz. O mesmo processo foi aplicado em vesículas unilamelares gigantes (GUVs). Em células de Leishmania foi possível observar mudança de morfologia.
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