Avaliação agronômica e morfoanatômica de poliploides de framboeseiras

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Collusso, Gabriel Tornisielo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-03022026-171924/
Resumo: A framboeseira (Rubus idaeus L.) é uma espécie de clima temperado amplamente valorizada por seu elevado teor de compostos bioativos, como antocianinas, vitamina C e fenóis, sendo destinada tanto ao consumo in natura quanto ao processamento industrial. No Brasil, seu cultivo enfrenta limitações edafoclimáticas e genéticas, o que demanda estratégias de melhoramento capazes de ampliar a base genética e gerar genótipos mais adaptados. Entre essas estratégias, a poliploidização artificial destaca-se como alternativa promissora, por induzir modificações morfofisiológicas nas plantas, conhecidas como efeito giga, possibilitando o desenvolvimento de indivíduos com maior vigor e potencial produtivo. O presente estudo teve como objetivo verificar diferenças morfológicas e agronômicas entre plantas diploides e autotetraploides da cultivar remontante Heritage, além de identificar o evento tetraploide com maior potencial para uso agronômico. Foram avaliados dois genótipos diploides e quatro eventos tetraploides induzidos por colchicina e orizalina, previamente confirmados por citometria de fluxo. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições por tratamento. As variáveis analisadas incluíram crescimento vegetativo, anatomia e área foliar, densidade foliar, fenologia, sobrevivência de ramos, produção de brotos, flores e frutos, além de parâmetros biométricos e físico-químicos dos frutos (massa, dimensões, número e massa de drupéolas, sólidos solúveis, acidez titulável, pH, antocianinas e vitamina C). Os eventos tetraploides apresentaram ciclos fenológicos mais longos, com atraso no florescimento e na colheita, menor número de flores e frutos por planta e taxa de crescimento inferior. Em contrapartida, os frutos das plantas tetraploides exibiram maior massa individual de drupéolas, indicando efeito de gigantismo celular. A qualidade química dos frutos tetraploides foi semelhante à dos diploides em termos de °Brix, antocianinas e vitamina C, reforçando sua viabilidade para consumo e processamento, embora a produtividade total tenha sido reduzida. O genótipo tetraploide 79 não foi apenas vigoroso (vegetativamente), mas também manteve qualidade química dos frutos em bom nível, sendo considerado o mais promissor para uso agronômico. Conclui-se que a poliploidização é uma ferramenta viável para o melhoramento genético da framboeseira, permitindo o desenvolvimento de materiais com novas características morfofisiológicas e bioquímicas. Entretanto, a adoção desses materiais requer a avaliação criteriosa do desempenho individual de cada evento tetraploide, sendo indispensáveis experimentos de validação agronômica em múltiplas safras e ambientes.
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Entre essas estratégias, a poliploidização artificial destaca-se como alternativa promissora, por induzir modificações morfofisiológicas nas plantas, conhecidas como efeito giga, possibilitando o desenvolvimento de indivíduos com maior vigor e potencial produtivo. O presente estudo teve como objetivo verificar diferenças morfológicas e agronômicas entre plantas diploides e autotetraploides da cultivar remontante Heritage, além de identificar o evento tetraploide com maior potencial para uso agronômico. Foram avaliados dois genótipos diploides e quatro eventos tetraploides induzidos por colchicina e orizalina, previamente confirmados por citometria de fluxo. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições por tratamento. As variáveis analisadas incluíram crescimento vegetativo, anatomia e área foliar, densidade foliar, fenologia, sobrevivência de ramos, produção de brotos, flores e frutos, além de parâmetros biométricos e físico-químicos dos frutos (massa, dimensões, número e massa de drupéolas, sólidos solúveis, acidez titulável, pH, antocianinas e vitamina C). Os eventos tetraploides apresentaram ciclos fenológicos mais longos, com atraso no florescimento e na colheita, menor número de flores e frutos por planta e taxa de crescimento inferior. Em contrapartida, os frutos das plantas tetraploides exibiram maior massa individual de drupéolas, indicando efeito de gigantismo celular. A qualidade química dos frutos tetraploides foi semelhante à dos diploides em termos de °Brix, antocianinas e vitamina C, reforçando sua viabilidade para consumo e processamento, embora a produtividade total tenha sido reduzida. O genótipo tetraploide 79 não foi apenas vigoroso (vegetativamente), mas também manteve qualidade química dos frutos em bom nível, sendo considerado o mais promissor para uso agronômico. Conclui-se que a poliploidização é uma ferramenta viável para o melhoramento genético da framboeseira, permitindo o desenvolvimento de materiais com novas características morfofisiológicas e bioquímicas. Entretanto, a adoção desses materiais requer a avaliação criteriosa do desempenho individual de cada evento tetraploide, sendo indispensáveis experimentos de validação agronômica em múltiplas safras e ambientes.Raspberry (Rubus idaeus L.) is a temperate-climate fruit species widely valued for its high content of bioactive compounds, such as anthocyanins, vitamin C, and phenolics, making it suitable for both fresh consumption and industrial processing. In Brazil, its cultivation faces edaphoclimatic and genetic limitations, requiring breeding strategies that broaden the genetic base and promote the development of more adapted genotypes. Among these strategies, artificial polyploidization stands out as a promising tool, as it induces morphophysiological modifications in plants referred to as the gigas effect and enables the development of individuals with greater vigor and productivity. This study aimed to verify morphological and agronomic differences between diploid and autotetraploid plants of the remontant cultivar Heritage and to identify the tetraploid event with the greatest agronomic potential. Two diploid genotypes and four tetraploid events, previously induced with colchicine and oryzalin and confirmed by flow cytometry, were evaluated under greenhouse conditions in a completely randomized design with five replicates. The assessed traits included plant height, weekly growth, internode number and length, leaf anatomy, leaf area and density, shoot production, phenology, cane survival, flower and fruit production, biometric characteristics of fruits (number, mass, and dimensions of drupelets and infructescences), and physicochemical quality (soluble solids, titratable acidity, pH, anthocyanins, and vitamin C). The tetraploids had longer phenological cycles, with delayed flowering and harvest, fewer flowers and fruits per plant, and lower growth rates. However, fruits from tetraploid plants exhibited larger drupelet mass, suggesting cellular gigantism. Fruit quality in terms of soluble solids, anthocyanins, and vitamin C was comparable to diploids, confirming their suitability for consumption and processing, although overall yield was lower. Tetraploid genotype 79 was not only vigorous (vegetatively) but also maintained good fruit biochemical quality, being considered the most promising for agronomic use. In conclusion, polyploidization represents a viable strategy for raspberry breeding, enabling the development of materials with novel morphophysiological and biochemical attributes. Nevertheless, the adoption of tetraploid genotypes should be based on individual performance, and broader multiseason agronomic evaluations are required to validate their field potential.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMourao Filho, Francisco de Assis AlvesCollusso, Gabriel Tornisielo2025-12-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-03022026-171924/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-04T12:54:02Zoai:teses.usp.br:tde-03022026-171924Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-04T12:54:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Rubus idaeus L.
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Bioquímica de frutos
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description A framboeseira (Rubus idaeus L.) é uma espécie de clima temperado amplamente valorizada por seu elevado teor de compostos bioativos, como antocianinas, vitamina C e fenóis, sendo destinada tanto ao consumo in natura quanto ao processamento industrial. No Brasil, seu cultivo enfrenta limitações edafoclimáticas e genéticas, o que demanda estratégias de melhoramento capazes de ampliar a base genética e gerar genótipos mais adaptados. Entre essas estratégias, a poliploidização artificial destaca-se como alternativa promissora, por induzir modificações morfofisiológicas nas plantas, conhecidas como efeito giga, possibilitando o desenvolvimento de indivíduos com maior vigor e potencial produtivo. O presente estudo teve como objetivo verificar diferenças morfológicas e agronômicas entre plantas diploides e autotetraploides da cultivar remontante Heritage, além de identificar o evento tetraploide com maior potencial para uso agronômico. Foram avaliados dois genótipos diploides e quatro eventos tetraploides induzidos por colchicina e orizalina, previamente confirmados por citometria de fluxo. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições por tratamento. As variáveis analisadas incluíram crescimento vegetativo, anatomia e área foliar, densidade foliar, fenologia, sobrevivência de ramos, produção de brotos, flores e frutos, além de parâmetros biométricos e físico-químicos dos frutos (massa, dimensões, número e massa de drupéolas, sólidos solúveis, acidez titulável, pH, antocianinas e vitamina C). Os eventos tetraploides apresentaram ciclos fenológicos mais longos, com atraso no florescimento e na colheita, menor número de flores e frutos por planta e taxa de crescimento inferior. Em contrapartida, os frutos das plantas tetraploides exibiram maior massa individual de drupéolas, indicando efeito de gigantismo celular. A qualidade química dos frutos tetraploides foi semelhante à dos diploides em termos de °Brix, antocianinas e vitamina C, reforçando sua viabilidade para consumo e processamento, embora a produtividade total tenha sido reduzida. O genótipo tetraploide 79 não foi apenas vigoroso (vegetativamente), mas também manteve qualidade química dos frutos em bom nível, sendo considerado o mais promissor para uso agronômico. Conclui-se que a poliploidização é uma ferramenta viável para o melhoramento genético da framboeseira, permitindo o desenvolvimento de materiais com novas características morfofisiológicas e bioquímicas. Entretanto, a adoção desses materiais requer a avaliação criteriosa do desempenho individual de cada evento tetraploide, sendo indispensáveis experimentos de validação agronômica em múltiplas safras e ambientes.
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