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Produção comunicativa de cães (Canis familiaris) para acesso a alimento visível e oculto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Cabral, Francisco Giugliano de Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-13032020-154321/
Resumo: Evidências indicam que os cães exibem comunicação referencial e intencional em situações que exigem cooperação conosco. O sinal comunicativo que ocorre com maior frequência nessas interações é a alternância de olhares entre o receptor (humano) e o referente (alimento de interesse). Nesta pesquisa, além de discutirmos aspectos relativos à relação entre humanos e cães, examinamos a produção comunicativa canina (frequência, duração e tipos de sinais manifestados) em situações nas quais um petisco esteve inacessível em cima de uma mesa de altura regulável e dentro de recipiente apropriado. Variações foram aplicadas, visando a analisar os efeitos da visibilidade do alimento (oculto em recipiente opaco ou visível em transparente - ambos com vedação), da presença (ou ausência) de alimento dentro do recipiente transparente e da presença (ou ausência) do tutor durante a ocultação. Sendo assim a pesquisa discutiu aspectos associados a permanência de objetos, saliência do estímulo visual (alimento) e tomada de perspectiva. Evidenciamos que o principal comportamento comunicativo, a alternância de olhares, não apresentou um declínio significativo na condição em que o alimento esteve oculto, ao compararmos com a condição em que esteve visível. Uma das explicações possíveis diz que os cães mantiveram, na memória, a informação de que o referente era permanente durante o período de sua oclusão (30 segundos). Além disso, corroboramos que a presença do petisco exerceu efeito na comunicação dos cães: ao compararmos a situação de estímulo visual (alimento) com a condição controle (sem comida), pudemos descartar a possibilidade de que o recipiente, a mesa regulável ou a interação do experimentador com tais objetos estavam motivando a comunicação. Os cães conseguiram discriminar visualmente o alimento dentro do recipiente transparente e, por isso, estiveram motivados para a comunicação (foi um estímulo saliente, portanto). Por último, ao analisar as alternâncias de olhares, apresentamos evidências de uma ausência de capacidade discriminativa, por parte dos cães, do nível de conhecimento de seus tutores - os quais entravam no ambiente após a oclusão do petisco. Entretanto, trouxemos à tona um aspecto do experimento que pode ter influenciado o comportamento comunicativo dos cães nessa condição específica (e, consequentemente, essa conclusão): a entrada posterior dos tutores no ambiente experimental possivelmente representou um estímulo mais saliente (dada a relação afetiva tutor-cão), o que resultou na significativa maior duração, em média, de olhar para o tutor, um indicador de captura de atenção
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spelling Produção comunicativa de cães (Canis familiaris) para acesso a alimento visível e ocultoDog (Canis familiaris) communication to access food (hidden or visible)Animal communicationCãesCognição socialComunicação animalDogsObject permanencePermanência de objetoSocial cognitionEvidências indicam que os cães exibem comunicação referencial e intencional em situações que exigem cooperação conosco. O sinal comunicativo que ocorre com maior frequência nessas interações é a alternância de olhares entre o receptor (humano) e o referente (alimento de interesse). Nesta pesquisa, além de discutirmos aspectos relativos à relação entre humanos e cães, examinamos a produção comunicativa canina (frequência, duração e tipos de sinais manifestados) em situações nas quais um petisco esteve inacessível em cima de uma mesa de altura regulável e dentro de recipiente apropriado. Variações foram aplicadas, visando a analisar os efeitos da visibilidade do alimento (oculto em recipiente opaco ou visível em transparente - ambos com vedação), da presença (ou ausência) de alimento dentro do recipiente transparente e da presença (ou ausência) do tutor durante a ocultação. Sendo assim a pesquisa discutiu aspectos associados a permanência de objetos, saliência do estímulo visual (alimento) e tomada de perspectiva. Evidenciamos que o principal comportamento comunicativo, a alternância de olhares, não apresentou um declínio significativo na condição em que o alimento esteve oculto, ao compararmos com a condição em que esteve visível. Uma das explicações possíveis diz que os cães mantiveram, na memória, a informação de que o referente era permanente durante o período de sua oclusão (30 segundos). Além disso, corroboramos que a presença do petisco exerceu efeito na comunicação dos cães: ao compararmos a situação de estímulo visual (alimento) com a condição controle (sem comida), pudemos descartar a possibilidade de que o recipiente, a mesa regulável ou a interação do experimentador com tais objetos estavam motivando a comunicação. Os cães conseguiram discriminar visualmente o alimento dentro do recipiente transparente e, por isso, estiveram motivados para a comunicação (foi um estímulo saliente, portanto). Por último, ao analisar as alternâncias de olhares, apresentamos evidências de uma ausência de capacidade discriminativa, por parte dos cães, do nível de conhecimento de seus tutores - os quais entravam no ambiente após a oclusão do petisco. Entretanto, trouxemos à tona um aspecto do experimento que pode ter influenciado o comportamento comunicativo dos cães nessa condição específica (e, consequentemente, essa conclusão): a entrada posterior dos tutores no ambiente experimental possivelmente representou um estímulo mais saliente (dada a relação afetiva tutor-cão), o que resultou na significativa maior duração, em média, de olhar para o tutor, um indicador de captura de atençãoEvidence indicates that dogs exhibit referential and intentional communication in situations that require cooperation with us. The most frequent communicative signal in these interactions is the gaze alternation between the receptor (human) and the referent (food). In this research, in addition to discussing aspects of the relationship between humans and dogs, we examined canine communicative production (frequency, duration and types of signals) in situations where a snack was inaccessible on a height-adjustable table and inside a container. Variations were applied to analyze the effects of food visibility (hidden in opaque or visible in transparent container - both sealed), presence (or absence) of food inside the transparent container and presence (or absence) of the owner during hiding. Thus, the research discussed aspects associated with object permanence, salience of visual stimulus (food) and perspective taking. We evidenced that the main communicative behavior, gaze alternation, did not show a significant decline in the condition in which the food was hidden, when compared with the condition in which it was visible. One possible explanation is that the dogs kept in memory the information that the referent was permanent during the occlusion period (30 seconds). Furthermore, we corroborate that the presence of the snack had an effect on the dogs\' communication: by comparing the visual stimulus (food) situation with the control condition (without food), we could rule out the possibility that the container, the adjustable table or the interaction of the experimenter with such objects were motivating communication. Dogs were able to visually discriminate food within the transparent container and were therefore motivated to communicate (it was a salient stimulus, therefore). Finally, by analyzing the behavior of gaze alternation, our research indicated a lack of dogs capacity to discriminate the knowledge state of their owners - who entered the environment after the occlusion of the snack. However, we have brought to light an aspect of the experiment that may have influenced the dogs\' communicative behavior under this particular condition (and, consequently, this conclusion): the entering of the owner into the experimental environment possibly represented a more salient stimulus (given the affective relationship between owner and dog) which resulted in a significantly longer duration, on average, of the behavior looking at the owner, an indicator of attention captureBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRedigolo, Carine SavalliCabral, Francisco Giugliano de Souza2019-11-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-13032020-154321/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2022-03-13T13:00:04Zoai:teses.usp.br:tde-13032020-154321Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212022-03-13T13:00:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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