Processos de memória e medo condicionado no transtorno obsessivo-compulsivo
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-23052025-115522/ |
Resumo: | O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), assim como transtornos da ansiedade e transtornos relacionados às experiências traumáticas tem, como um dos principais meios de tratamento, as técnicas de psicoterapia que visam a quebra de pareamento entre respostas reflexas de medo/ansiedade e estímulos desencadeantes do ambiente. Essas técnicas, no entanto, não são efetivas em todos os casos. Portanto, a compreensão do processo de quebra de pareamento aversivo pode ajudar a construir intervenções com o potencial de intensificar o efeito do tratamento com essas técnicas. Nesse sentido, o paradigma de medo condicionado adaptado para uso em humanos pode ser um instrumento relevante para a melhor compreensão dos processos subjacentes à quebra de pareamento. Deste modo, o objetivo do presente projeto é analisar se a memória explícita, mensurada por meio de testes neuropsicológicos, como o teste de Memória Lógica da Escala Wechsler e da Figura Complexa de ReyOsterrieth, além de um questionário desenvolvido a partir do contexto e voltado para o aprendizado explícito no paradigma de medo condicionado, poderia prever o aprendizado implícito no paradigma de medo condicionado (em suas diferentes fases, a saber: condicionamento, extinção, renovação e recuperação) em pacientes com TOC e em voluntários saudáveis. Os resultados revelaram, durante a fase de condicionamento, uma correlação positiva entre o índice de aprendizado implícito e o aprendizado explícito medido pelo questionário na amostra total (p=0,005; rho=0,410). A mesma correlação foi percebida no grupo controle (p=0,001; rho=0,605), mas não no grupo dos pacientes (p=0,305; rho=0,177). Por outro lado, não houve nenhuma correlação entre este índice de aprendizado implícito e o índice de memória explícita (média do escore z dos pontos brutos nos testes neuropsicológicos) durante o condicionamento. Também não foram encontradas correlações entre o índice de aprendizado implícito e as medidas de memória explícita ou de aprendizado explícito nas fases de extinção, recuperação e renovação considerando tanto a amostra total como os grupos separadamente. Os resultados obtidos indicam a existência de uma relação entre o aprendizado explícito (conhecimento consciente) e as respostas fisiológicas de medo antecipatório (aprendizado implícito), sugerindo que a consciência cognitiva pode influenciar diretamente a manifestação das respostas de medo. Diante disso, é fundamental que estudos futuros se dediquem a investigar mais detalhadamente como os processos cognitivos conscientes podem impactar a aprendizagem e a extinção das respostas de medo condicionado |
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Processos de memória e medo condicionado no transtorno obsessivo-compulsivoMemory Process and conditioned fear in obsessive-compulsive disorderFear conditioningMedo condicionadoMemóriaMemoryNeuropsicologiaNeuropsychologyObsessive-Compulsive DisorderTranstorno obsessivo-compulsivoO transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), assim como transtornos da ansiedade e transtornos relacionados às experiências traumáticas tem, como um dos principais meios de tratamento, as técnicas de psicoterapia que visam a quebra de pareamento entre respostas reflexas de medo/ansiedade e estímulos desencadeantes do ambiente. Essas técnicas, no entanto, não são efetivas em todos os casos. Portanto, a compreensão do processo de quebra de pareamento aversivo pode ajudar a construir intervenções com o potencial de intensificar o efeito do tratamento com essas técnicas. Nesse sentido, o paradigma de medo condicionado adaptado para uso em humanos pode ser um instrumento relevante para a melhor compreensão dos processos subjacentes à quebra de pareamento. Deste modo, o objetivo do presente projeto é analisar se a memória explícita, mensurada por meio de testes neuropsicológicos, como o teste de Memória Lógica da Escala Wechsler e da Figura Complexa de ReyOsterrieth, além de um questionário desenvolvido a partir do contexto e voltado para o aprendizado explícito no paradigma de medo condicionado, poderia prever o aprendizado implícito no paradigma de medo condicionado (em suas diferentes fases, a saber: condicionamento, extinção, renovação e recuperação) em pacientes com TOC e em voluntários saudáveis. Os resultados revelaram, durante a fase de condicionamento, uma correlação positiva entre o índice de aprendizado implícito e o aprendizado explícito medido pelo questionário na amostra total (p=0,005; rho=0,410). A mesma correlação foi percebida no grupo controle (p=0,001; rho=0,605), mas não no grupo dos pacientes (p=0,305; rho=0,177). Por outro lado, não houve nenhuma correlação entre este índice de aprendizado implícito e o índice de memória explícita (média do escore z dos pontos brutos nos testes neuropsicológicos) durante o condicionamento. Também não foram encontradas correlações entre o índice de aprendizado implícito e as medidas de memória explícita ou de aprendizado explícito nas fases de extinção, recuperação e renovação considerando tanto a amostra total como os grupos separadamente. Os resultados obtidos indicam a existência de uma relação entre o aprendizado explícito (conhecimento consciente) e as respostas fisiológicas de medo antecipatório (aprendizado implícito), sugerindo que a consciência cognitiva pode influenciar diretamente a manifestação das respostas de medo. Diante disso, é fundamental que estudos futuros se dediquem a investigar mais detalhadamente como os processos cognitivos conscientes podem impactar a aprendizagem e a extinção das respostas de medo condicionadoObsessive-compulsive disorder (OCD), as well as anxiety disorders and disorders related to traumatic experiences, are commonly treated with psychotherapy techniques that aim to break the pairing between reflexive fear/anxiety responses and triggering stimuli in the environment. These techniques, however, are not effective in all cases. Therefore, understanding the process of breaking the aversive pairing can help to design interventions with the potential to intensify the effect of treatment with these techniques. In this regard, the conditioned fear paradigm adapted for humans can serve as a relevant instrument for better understanding the underlying processes of pairing disruption, specially when associated with explicit learning. Thus, the present project aims to analyze whether explicit memory, measured by neuropsychological tests such as the Logical Memory (Wechsler scale) and the ReyOsterrieth Complex Figure Test, in addition to a questionnaire developed based on the context and focused on explicit learning whitin the fear conditioning paradigm, could predict implicit learning (across its different phases: conditioning, extinction, renewal, and recovery) in patients with OCD and in healthy volunteers. The results revealed a positive correlation during the conditioning phase between the implicit learning index and the explicit learning measured by the questionnaire in the total sample (p=0.005; rho=0.410). The same correlation was observed in the control group (p=0.001; rho=0.605), but not in the patient group (p=0.305; rho=0.177). On the other hand, no correlation was found between this implicit learning index and the explicit memory index (mean z-score of raw points in neuropsychological tests) during conditioning. Additionally, no correlations were found between the implicit learning index and explicit memory or the explicit learning measures in the extinction, recovery, and renewal phases, when considering both the total sample and groups separately. The obtained results indicate the existence of a relationship between explicit learning (conscious knowledge) and anticipatory fear physiological responses (implicit learning), suggesting that cognitive awareness may directly influence the manifestation of fear responses. Therefore, it is essential that future studies investigate in more detail how conscious cognitive processes can impact the learning and extinction of conditioned fear responsesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBatistuzzo, Marcelo CamargoCamargo, Paula Roberta2024-11-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-23052025-115522/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-27T14:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-23052025-115522Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-27T14:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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