Efeitos de diferentes exercícios de força com intensidade preferida ou prescrita sobre a dor em mulheres com fibromialgia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Ribeiro, Roberta Potenza da Cunha
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5164/tde-20022018-094832/
Resumo: Exercícios de força com intensidade preferida ou prescrita resultam em efeitos analgésicos semelhantes em pacientes com FM, sugerindo que o modelo de treinamento deve ser recomendado para melhorar a aderência ao exercício. O objetivo foi comparar o efeito de sessões de exercícios de força com intensidade preferida e prescrita na dor de pacientes com FM. De forma aleatória, as mulheres do sexo feminino (n = 32, idade 20-55 anos) foram submetidas às seguintes sessões de exercício: i) prescrição padrão (STD, 6 x 10 repetições com 60% de uma repetição máxima); ii) carga auto-selecionada com número fixo de repetições (SS); iii) carga auto-selecionada com volume total correspondente ao volume STD (SS-VM); e iii) carga auto-selecionada com um número livre de repetições até atingir o escore 7 na Escala de Percepção ao esforço (SS-PSE). A dor foi avaliada através da Escala Visual Analógica (EVA) e do Questionário de Dor de McGill Short-Form (SF-MPQ) antes imediatamente após e 24, 48, 72 e 96 horas após as sessões de exercícios de força. O humor, escala de afetividade ao exercício e a PSE da sessão também foram medidos. A intensidade foi significativamente menor em SS, SS-VM, SS-PSE do que em STD, enquanto o volume total, humor, afetividade ao exercício e PSE não tiveram diferença entre as sessões. As pontuações de VAS também aumentaram imediatamente após todas as sessões de exercício (p < 0,0001) e, em seguida, reduziram significativamente após 48, 72, 96 h (p < 0,0001), permanecendo elevada em relação aos prévalores. Os valores de SF-MPQ aumentaram significativamente imediatamente após todas as sessões de exercício de resistência (p = 0,025), depois diminuíram gradualmente ao longo do tempo, atingindo os níveis basais às 24 h. Não houve efeito de interação significativa para a dor. As sessões de exercício de força prescrita e preferida não foram capaz de induzir analgesia em pacientes com FM, sugerindo que os modelos de exercícios de força que levem a menores intensidades percebidas podem ser necessários para superar essa resposta anormal nesta síndrome
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De forma aleatória, as mulheres do sexo feminino (n = 32, idade 20-55 anos) foram submetidas às seguintes sessões de exercício: i) prescrição padrão (STD, 6 x 10 repetições com 60% de uma repetição máxima); ii) carga auto-selecionada com número fixo de repetições (SS); iii) carga auto-selecionada com volume total correspondente ao volume STD (SS-VM); e iii) carga auto-selecionada com um número livre de repetições até atingir o escore 7 na Escala de Percepção ao esforço (SS-PSE). A dor foi avaliada através da Escala Visual Analógica (EVA) e do Questionário de Dor de McGill Short-Form (SF-MPQ) antes imediatamente após e 24, 48, 72 e 96 horas após as sessões de exercícios de força. O humor, escala de afetividade ao exercício e a PSE da sessão também foram medidos. A intensidade foi significativamente menor em SS, SS-VM, SS-PSE do que em STD, enquanto o volume total, humor, afetividade ao exercício e PSE não tiveram diferença entre as sessões. As pontuações de VAS também aumentaram imediatamente após todas as sessões de exercício (p < 0,0001) e, em seguida, reduziram significativamente após 48, 72, 96 h (p < 0,0001), permanecendo elevada em relação aos prévalores. Os valores de SF-MPQ aumentaram significativamente imediatamente após todas as sessões de exercício de resistência (p = 0,025), depois diminuíram gradualmente ao longo do tempo, atingindo os níveis basais às 24 h. Não houve efeito de interação significativa para a dor. As sessões de exercício de força prescrita e preferida não foram capaz de induzir analgesia em pacientes com FM, sugerindo que os modelos de exercícios de força que levem a menores intensidades percebidas podem ser necessários para superar essa resposta anormal nesta síndromePreferable and prescribed resistance exercises result similar analgesic effects in FM patients suggesting that the training model should be recommended to improve exercise adherence. Compare the effect of preferred and prescribed resistance exercises on pain in FM patients. In a randomized cross-over fashion, FM female patients (n = 32, age 20-55 years) underwent the following exercise sessions: i) standard prescription (STD; 6 x 10 repetitions at 60% of one-maximum repetition); ii) self-selected load with fixed number of repetitions (SS); iii) self-selected load with total volume matched for STD volume (SS-VM); and iii) self-selected load with a free number of repetitions until achieving score 7 in the rating of perceived exertion (SS-RPE). Pain was assessed through the Visual Analogic Scale (VAS) and the Short-Form McGill Pain Questionnaire (SF-MPQ) before and 0, 24, 48, 72 and 96 hours after the resistance exercise sessions. Mood, affective valence scale and session RPE were also measured. Intensity was significantly lower in SS, SS-VM, SS-RPE than in STD, whereas total volume, mood, affective and RPE were comparable between the sessions. VAS scores equally increased immediately after all the exercise sessions (p < 0.0001), and then significantly reduced after 48, 72, 96 h (p < 0.0001), remaining elevated as compared to pre-values. SF-MPQ values significantly increased immediately after all the resistance exercise sessions (p = 0.025), then gradually reduced across time, reaching baseline levels at 24 h. There was no significant interaction effect for pain. Prescribed and preferable resistance exercise equally failed to induce analgesia in FM patients, suggesting that resistance exercise models leading to lower perceived intensities might be needed to overcome this dysfunctional response in this syndromesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGualano, BrunoRibeiro, Roberta Potenza da Cunha2017-11-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5164/tde-20022018-094832/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2018-07-19T20:50:39Zoai:teses.usp.br:tde-20022018-094832Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212018-07-19T20:50:39Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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