Avaliação das condições de nucleação acústica na terapia sonodinâmica
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/76/76134/tde-31032025-081600/ |
Resumo: | A nucleação acústica é o processo de formação de bolhas induzido por ondas de pressão. Esse fenômeno pode ocorrer de duas formas principais: pela transição de fase do líquido para vapor (bolhas de vapor) ou pela aglomeração de gases dissolvidos no líquido. Na área médica, a nucleação é crucial em vários procedimentos, podendo, por exemplo, desencadear processos importantes envolvidos nos mecanismos propostos para a terapia sonodinâmica (SDT). A SDT é uma técnica acústica não invasiva que pode ser empregada no tratamento do câncer, utilizando ultrassom para induzir efeitos mecânicos e químicos nas células, acrescentados com o uso de um sonosensibilizador, resultando em morte celular. Apesar das evidências diretas e indiretas da nucleação nas células, ainda não existe um modelo teórico que avalie as contribuições da SDT na nucleação acústica. O objetivo deste trabalho é avaliar modelos e condições que expliquem os resultados observados experimentalmente na SDT. Para isso, foram analisados três modelos teóricos de nucleação: um para o aglomerado de bolhas, outro para a transição de fase da água no citosol pela ação do ultrassom, e um novo modelo, que considera as contribuições da supersaturação, do raio da bolha, da pressão acústica e das propriedades mecânicas da membrana, na energia de formação de núcleos instáveis. Foram realizados cálculos de raios críticos, energias críticas, probabilidades não normalizadas dos núcleos críticos e fração de bolhas subcríticas, utilizando o software Python. No primeiro modelo, a energia crítica média foi de 0, 486 × 10⁻20 J para as 8 cabeças lipídicas analisadas. Contudo, a formação de bolhas por ultrassom não foi significativa, o que levou à utilização do segundo modelo. Neste caso, a energia foi estimada em 2, 82 × 10⁻14 J para 1W/cm2 e 0, 20MPa, sugerindo a necessidade de ajustes na tensão superficial e a inclusão do termo de supersaturação. No novo modelo proposto para a SDT, mantendo os valores da pressão e intensidade do ultrassom utilizados do segundo modelo, células cancerígenas necessitaram de 3, 08 × 10⁻20 J para a nucleação, enquanto células saudáveis requereram 5, 55 × 10⁻20 J. Essa disparidade pode ser atribuída às diferenças no teor de colesterol nas membranas das células cancerígenas e saudáveis. A presença de colesterol regula a fluidez das membranas, conferindo rigidez e dificultando a formação de novas bolhas. No modelo proposto, as diferenças na fluidez das membranas contribuem com a maior facilidade de nucleação em tecidos cancerígenos. Esses resultados apoiam à resposta preferencial das células cancerígenas ao tratamento com SDT. |
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Avaliação das condições de nucleação acústica na terapia sonodinâmicaEvaluation of acoustic nucleation conditions in sonodynamic therapyAcoustic nucleationCancer cellsCélulas cancerígenasNucleação acústicaSonodynamic therapyTerapia sonodinâmicaA nucleação acústica é o processo de formação de bolhas induzido por ondas de pressão. Esse fenômeno pode ocorrer de duas formas principais: pela transição de fase do líquido para vapor (bolhas de vapor) ou pela aglomeração de gases dissolvidos no líquido. Na área médica, a nucleação é crucial em vários procedimentos, podendo, por exemplo, desencadear processos importantes envolvidos nos mecanismos propostos para a terapia sonodinâmica (SDT). A SDT é uma técnica acústica não invasiva que pode ser empregada no tratamento do câncer, utilizando ultrassom para induzir efeitos mecânicos e químicos nas células, acrescentados com o uso de um sonosensibilizador, resultando em morte celular. Apesar das evidências diretas e indiretas da nucleação nas células, ainda não existe um modelo teórico que avalie as contribuições da SDT na nucleação acústica. O objetivo deste trabalho é avaliar modelos e condições que expliquem os resultados observados experimentalmente na SDT. Para isso, foram analisados três modelos teóricos de nucleação: um para o aglomerado de bolhas, outro para a transição de fase da água no citosol pela ação do ultrassom, e um novo modelo, que considera as contribuições da supersaturação, do raio da bolha, da pressão acústica e das propriedades mecânicas da membrana, na energia de formação de núcleos instáveis. Foram realizados cálculos de raios críticos, energias críticas, probabilidades não normalizadas dos núcleos críticos e fração de bolhas subcríticas, utilizando o software Python. No primeiro modelo, a energia crítica média foi de 0, 486 × 10⁻20 J para as 8 cabeças lipídicas analisadas. Contudo, a formação de bolhas por ultrassom não foi significativa, o que levou à utilização do segundo modelo. Neste caso, a energia foi estimada em 2, 82 × 10⁻14 J para 1W/cm2 e 0, 20MPa, sugerindo a necessidade de ajustes na tensão superficial e a inclusão do termo de supersaturação. No novo modelo proposto para a SDT, mantendo os valores da pressão e intensidade do ultrassom utilizados do segundo modelo, células cancerígenas necessitaram de 3, 08 × 10⁻20 J para a nucleação, enquanto células saudáveis requereram 5, 55 × 10⁻20 J. Essa disparidade pode ser atribuída às diferenças no teor de colesterol nas membranas das células cancerígenas e saudáveis. A presença de colesterol regula a fluidez das membranas, conferindo rigidez e dificultando a formação de novas bolhas. No modelo proposto, as diferenças na fluidez das membranas contribuem com a maior facilidade de nucleação em tecidos cancerígenos. Esses resultados apoiam à resposta preferencial das células cancerígenas ao tratamento com SDT.Acoustic nucleation is the process of bubble formation induced by pressure waves. This phenomenon can occur in two main forms: by the phase transition from liquid to vapor (vapor bubbles) or by the agglomeration of gases dissolved in the liquid. In the medical field, nucleation is crucial in various procedures, potentially triggering important processes involved in the mechanisms proposed for sonodynamic therapy (SDT). SDT is a noninvasive acoustic technique that can be employed in cancer treatment, using ultrasound to induce mechanical and chemical effects on cells, supplemented by the use of a sonosensitizer, resulting in cell death. Despite direct and indirect evidence of nucleation in cells, there is still no theoretical model that evaluates the contributions of SDT in acoustic nucleation. The objective of this work is to assess models and conditions that explain what has been experimentally observed in SDT. For this purpose, three theoretical nucleation models were analyzed: one for the agglomeration of bubbles, another for the phase transition of water in the cytosol due to ultrasound action, and a new model that considers the contributions of supersaturation, bubble radius, acoustic pressure, and the mechanical properties of the membrane in the energy of formation of unstable nuclei. Calculations of critical radii, critical energies, unnormalized probabilities of critical nuclei, and the fraction of subcritical bubbles were performed using Python software. In the first model, the average critical energy was 0.486 × 10⁻20 J for the 8 lipid heads analyzed. However, bubble formation by ultrasound was not significant, which led to the use of the second model. In this case, the energy was estimated at 2.82 × 10⁻14 J for 1W/cm2 and 0.20MPa, suggesting the need for adjustments in surface tension and the inclusion of the supersaturation term. In the new model proposed for SDT, maintaining the values of pressure and ultrasound intensity used in the second model, cancer cells required 3.08 × 10⁻20 J for nucleation, while healthy cells required 5.55 × 10⁻20 J. This disparity can be attributed to differences in cholesterol content in the membranes of cancerous and healthy cells. The presence of cholesterol regulates membrane fluidity, conferring rigidity and hindering the formation of new bubbles. In the proposed model, differences in membrane fluidity contribute to the greater ease of nucleation in cancerous tissues. These results support the preferential response of cancer cells to treatment with SDT.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPratavieira, SebastiãoCumpalli, Alejandra Ayulo2025-02-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/76/76134/tde-31032025-081600/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-31T12:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-31032025-081600Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-31T12:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A nucleação acústica é o processo de formação de bolhas induzido por ondas de pressão. Esse fenômeno pode ocorrer de duas formas principais: pela transição de fase do líquido para vapor (bolhas de vapor) ou pela aglomeração de gases dissolvidos no líquido. Na área médica, a nucleação é crucial em vários procedimentos, podendo, por exemplo, desencadear processos importantes envolvidos nos mecanismos propostos para a terapia sonodinâmica (SDT). A SDT é uma técnica acústica não invasiva que pode ser empregada no tratamento do câncer, utilizando ultrassom para induzir efeitos mecânicos e químicos nas células, acrescentados com o uso de um sonosensibilizador, resultando em morte celular. Apesar das evidências diretas e indiretas da nucleação nas células, ainda não existe um modelo teórico que avalie as contribuições da SDT na nucleação acústica. O objetivo deste trabalho é avaliar modelos e condições que expliquem os resultados observados experimentalmente na SDT. Para isso, foram analisados três modelos teóricos de nucleação: um para o aglomerado de bolhas, outro para a transição de fase da água no citosol pela ação do ultrassom, e um novo modelo, que considera as contribuições da supersaturação, do raio da bolha, da pressão acústica e das propriedades mecânicas da membrana, na energia de formação de núcleos instáveis. Foram realizados cálculos de raios críticos, energias críticas, probabilidades não normalizadas dos núcleos críticos e fração de bolhas subcríticas, utilizando o software Python. No primeiro modelo, a energia crítica média foi de 0, 486 × 10⁻20 J para as 8 cabeças lipídicas analisadas. Contudo, a formação de bolhas por ultrassom não foi significativa, o que levou à utilização do segundo modelo. Neste caso, a energia foi estimada em 2, 82 × 10⁻14 J para 1W/cm2 e 0, 20MPa, sugerindo a necessidade de ajustes na tensão superficial e a inclusão do termo de supersaturação. No novo modelo proposto para a SDT, mantendo os valores da pressão e intensidade do ultrassom utilizados do segundo modelo, células cancerígenas necessitaram de 3, 08 × 10⁻20 J para a nucleação, enquanto células saudáveis requereram 5, 55 × 10⁻20 J. Essa disparidade pode ser atribuída às diferenças no teor de colesterol nas membranas das células cancerígenas e saudáveis. A presença de colesterol regula a fluidez das membranas, conferindo rigidez e dificultando a formação de novas bolhas. No modelo proposto, as diferenças na fluidez das membranas contribuem com a maior facilidade de nucleação em tecidos cancerígenos. Esses resultados apoiam à resposta preferencial das células cancerígenas ao tratamento com SDT. |
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