Avaliação de ensaios alternativos para a caracterização do comportamento pós-fissuração do concreto com fibras.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Braz, Fábio Cardoso
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3153/tde-28012025-084154/
Resumo: O concreto reforçado com fibras (CRF) tem sido usado no Brasil desde a década de 90, mas a norma brasileira do ensaio de tração na flexão em três pontos com entalhe (3PBT), que é referência para a parametrização do comportamento pós-fissuração, só foi publicada em 2021. Sendo este um ensaio complexo e que necessita de equipamentos específicos, métodos alternativos podem ser adotados para o controle tecnológico, desde que se estabeleça correspondência das resistências residuais com o ensaio de referência. O ensaio de duplo puncionamento (DPT) foi normalizado como um ensaio alternativo ao 3PBT. Além deste, outros métodos de ensaios vêm sendo propostos na literatura, como os ensaios Montevideo (MVD) e DEWS, que ainda não são consolidados e não possuem normalização nacional ou internacional. Assim, este trabalho buscou avaliar a correlação das resistências residuais obtidas com os ensaios alternativos em comparação ao ensaio de flexão (3PBT) para a caracterização e controle tecnológico do comportamento mecânico pós-fissuração do CRF com fibras de aço e polipropileno. O ensaio DEWS apresentou ótimos resultados e, com as simplificações adotadas, torna-se uma excelente opção para o controle tecnológico do CRF. Como vantagem, o DEWS tem mecanismo de fratura tipo I o que facilita a obtenção de equações constitutivas. O ensaio MVD apesar da facilidade de execução não permite a determinação direta de tensões residuais, sendo a correspondência com o 3PBT feita por carga, não permitindo a obtenção de equações constitutivas. Para ser considerado como alternativa para normalização nacional necessita de estudos mais aprofundados.
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