Canais ativados por ATP extracelular em células de Leydig de camundongos
| Ano de defesa: | 2008 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-08042026-164945/ |
Resumo: | Nos últimos anos, o ATP tem sido alvo de estudo em vários aspectos ligados à sinalização intercelular. Há evidências de que ele possa atuar tanto exercendo a função de mediador de eventos rápidos, como na neurotransmissão, como também em processos celulares de longo prazo, envolvendo mecanismos ligados à proteína G. A ação do ATP na membrana celular se dá por meio de receptores purinérgicos do tipo P2X (canais iônicos ativados por ligantes) e P2Y (receptores acoplados à proteína G). Até o momento, já foram identificados e clonados sete subtipos de receptores P2X (P2X1 - P2X7). O influxo de cálcio (Ca2+) por esses canais justifica em parte o aumento da concentração de Ca2+ intracelular ([Ca2+]i) observado em algumas situações fisiológicas, o que evidencia que esta é uma importante via envolvida nas respostas mediadas por receptores P2X \"in vivo\". O tratamento de células de Leydig de ratos e camundongos, com ATP, causa aumento na [Ca2+]i e na secreção de testosterona, reforçando a hipótese de que a sinalização via Ca2+ pode contribuir para o controle da secreção de testosterona nessas células. Os receptores purinérgicos descritos em células de Leydig de camundongos apresentam perfil farmacológico e eletrofisiológico característico do subtipo P2X2. Além disso, existem evidências de que o influxo de Ca2+ (gerado pela abertura do receptor P2X) ativa canais para K+ de alta condutância (BKCa) e que estes podem influenciar o decurso temporal da dessensibilização dos receptores P2X nessas células. Dessa forma, o presente estudo objetivou identificar os subtipos de receptores purinérgicos P2X em células de Leydig de camundongos adultos, analisando propriedades moleculares e eletrofisiológicas desses receptores, e observar se há interação entre os receptores P2X e a atividade de canais para K+ ativados por Ca2+ de alta condutância (BKCa). Experimentos de \"Western Blot\" e lmunofluorescência mostraram a presença de receptores purinérgicos dos subtipos P2X2, P2X4, P2X6 e P2X7 nas células de Leydig. Registros eletrofisiológicos, utilizando a técnica de \"patch clamp\" sugerem a presença de receptores heteroméricos, possivelmente P2X2/4/6, que exibem perfil farmacológico dominante para a subunidade P2X2 e indicam que há interação entre os canais BKCa e o influxo de Ca2+ decorrente da ativação de receptores P2X. O aumento de atividade dos canais BKCa após o influxo de Ca2+ por abertura de canais P2X é dose-dependente e reversível. Os resultados de captação de corantes fluorescentes mostram que os receptores P2X7 não são funcionais nessas células. |
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Dessa forma, o presente estudo objetivou identificar os subtipos de receptores purinérgicos P2X em células de Leydig de camundongos adultos, analisando propriedades moleculares e eletrofisiológicas desses receptores, e observar se há interação entre os receptores P2X e a atividade de canais para K+ ativados por Ca2+ de alta condutância (BKCa). Experimentos de \"Western Blot\" e lmunofluorescência mostraram a presença de receptores purinérgicos dos subtipos P2X2, P2X4, P2X6 e P2X7 nas células de Leydig. Registros eletrofisiológicos, utilizando a técnica de \"patch clamp\" sugerem a presença de receptores heteroméricos, possivelmente P2X2/4/6, que exibem perfil farmacológico dominante para a subunidade P2X2 e indicam que há interação entre os canais BKCa e o influxo de Ca2+ decorrente da ativação de receptores P2X. O aumento de atividade dos canais BKCa após o influxo de Ca2+ por abertura de canais P2X é dose-dependente e reversível. Os resultados de captação de corantes fluorescentes mostram que os receptores P2X7 não são funcionais nessas células.ln recent years, a large amount of studies were dedicated to understand the role of ATP as an intercellular signaling agent. Several evidences confirm its function as a mediator and/or modulator of both fast events, like the neurotransmission, as well as of long term cellular processes, involving G proteins. ATP acts on cellular membrane by interacting with purinergic receptors P2X (ligand-gated ion channels) and P2Y (G protein-coupled receptors). Until now, seven subtypes of P2X receptors were identified and cloned (P2X1 - P2X7). Calcium influx through these channels is in part responsible for the increase in intracellular [Ca2+] observed in a number of physiological situations, indicating an important role for P2X receptors in vivo. ATP treatment of Leydig cells from mice and rats, leads to an increase in [Ca2+]i and testosterone secretion, supporting the hypothesis that Ca2+ signaling contributes to the process of testosterone secretion in these cells. The purinergic receptors described in mouse Leydig cells have a pharmacological and biophysical profile similar to the P2X2 subtype. Moreover, evidences indicate that Ca2+ influx (elicited by P2X opening) is able to activate high conductance calcium-activated potassium channels (BKCa). ln this work we aimed at identifying the subtypes of P2X purinergic receptors present in mouse Leydig cells by analyzing their molecular and electrophysiological properties. \"Western blot\" and lmmunofluorescence experiments show the presence of P2X2, P2X4, P2X6 and P2X7 subunits of purinergic receptors in mouse Leydig cells. Using the patch clamp technique we also analyzed ATP-activated ionic currents in single isolated cells. The functional results support the hypothesis that heteromeric receptors, probably P2X2/4/6, with a pharmacological profile mainly determined by the P2X2 subunit, are present in Leydig cells. Besides this, P2X1 receptors are present, but certainly non-functional. Our results also show that activation of P2X receptors leads to an increase in the activity of BKCa channels coupled to the calcium influx observed in these circumstances.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVaranda, Wamberto AntonioAntonio, Ligia Subitoni2008-05-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-08042026-164945/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-09T13:09:01Zoai:teses.usp.br:tde-08042026-164945Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-09T13:09:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Nos últimos anos, o ATP tem sido alvo de estudo em vários aspectos ligados à sinalização intercelular. Há evidências de que ele possa atuar tanto exercendo a função de mediador de eventos rápidos, como na neurotransmissão, como também em processos celulares de longo prazo, envolvendo mecanismos ligados à proteína G. A ação do ATP na membrana celular se dá por meio de receptores purinérgicos do tipo P2X (canais iônicos ativados por ligantes) e P2Y (receptores acoplados à proteína G). Até o momento, já foram identificados e clonados sete subtipos de receptores P2X (P2X1 - P2X7). O influxo de cálcio (Ca2+) por esses canais justifica em parte o aumento da concentração de Ca2+ intracelular ([Ca2+]i) observado em algumas situações fisiológicas, o que evidencia que esta é uma importante via envolvida nas respostas mediadas por receptores P2X \"in vivo\". O tratamento de células de Leydig de ratos e camundongos, com ATP, causa aumento na [Ca2+]i e na secreção de testosterona, reforçando a hipótese de que a sinalização via Ca2+ pode contribuir para o controle da secreção de testosterona nessas células. Os receptores purinérgicos descritos em células de Leydig de camundongos apresentam perfil farmacológico e eletrofisiológico característico do subtipo P2X2. Além disso, existem evidências de que o influxo de Ca2+ (gerado pela abertura do receptor P2X) ativa canais para K+ de alta condutância (BKCa) e que estes podem influenciar o decurso temporal da dessensibilização dos receptores P2X nessas células. Dessa forma, o presente estudo objetivou identificar os subtipos de receptores purinérgicos P2X em células de Leydig de camundongos adultos, analisando propriedades moleculares e eletrofisiológicas desses receptores, e observar se há interação entre os receptores P2X e a atividade de canais para K+ ativados por Ca2+ de alta condutância (BKCa). Experimentos de \"Western Blot\" e lmunofluorescência mostraram a presença de receptores purinérgicos dos subtipos P2X2, P2X4, P2X6 e P2X7 nas células de Leydig. Registros eletrofisiológicos, utilizando a técnica de \"patch clamp\" sugerem a presença de receptores heteroméricos, possivelmente P2X2/4/6, que exibem perfil farmacológico dominante para a subunidade P2X2 e indicam que há interação entre os canais BKCa e o influxo de Ca2+ decorrente da ativação de receptores P2X. O aumento de atividade dos canais BKCa após o influxo de Ca2+ por abertura de canais P2X é dose-dependente e reversível. Os resultados de captação de corantes fluorescentes mostram que os receptores P2X7 não são funcionais nessas células. |
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