Potencialidade do creosoto de Eucalyptus SPP como preservativo para madeiras.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1986
Autor(a) principal: Jankowsky, Ivaldo Pontes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-12092025-112928/
Resumo: Neste trabalho é estudada a possibilidade de se utilizar o creosoto da madeira de Eucalyptus SPP, obtido como sub-produto da produção de carvão, para a preservação de madeiras. Para tanto, alcatr4ões recuperados em três unidades de carbonização, duas industriais e uma piloto, foram destilados em laboratório, sob pressão reduzida (2,3 a 3,3 kPa) para obtenção dos creosotos. O rendimento gravimétrico da destilação variou de 30,4% a 32,9% em relação ao alcatrão anidro, sendo que foi possível identificar, por cromatografia em fase gasosa e espectrometria de massa, cerca de 35,0% das substâncias que compõe o creosoto vegetal, fenólicas em sua maioria. Os creosotos vegetais foram ensaiados comparativamente ao creosoto mineral através dos testes de apodrecimento acelerado e resistência a cupins e a podridão mole. Verificou-se que a madeira tratada com os creosotos vegetais não é resistente à deterioração causada por fungos de podridão mole, mas apresenta boa resistência aos fungos das podridões branca e parda e ao ataque de cupins, sem igualar-se, porém, à madeira tratada com o creosoto mineral. Assim, os creosotos vegetais puros não são indicados para o tratamento de madeiras com função estrutural, como postes, mas podem ser utilizados para a impregnação de peças simples, como moirões de cerca, através de processos sem pressão.
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