Estudo da estabilização dinâmica de lastro ferroviário para melhoria das condições operacionais de via permanente.
| Ano de defesa: | 2023 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Escola Politécnica |
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| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3138/tde-06052026-081354/ |
Resumo: | Ao longo do acúmulo de tráfego, a via sofre degradação e perda da qualidade geométrica. Como forma de correção, são empregados processos como a socaria que, em contrapartida, provocam certa desestabilização da camada de lastro. Assim, após algum tempo depois deste processo de manutenção, geralmente são impostas restrições de velocidade operacional da via. Para retornar parcialmente a uma condição mais estável e de maneira mais rápida, podem ser adotados métodos de estabilização dinâmica que induzem vibrações laterais e cargas verticais na via, a fim de se consolidar a camada de lastro. Embora esta técnica venha sendo utilizada por algumas ferrovias, existem poucos estudos relacionados à eficiência deste processo em vias com elevada carga por eixo, como a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Além disso, até o presente momento, nenhum estudo abordou o impacto da estabilização dinâmica na quebra de partículas de lastro. Desta forma, a presente pesquisa objetiva avaliar o comportamento em campo de uma via submetida à socaria e posterior estabilização com o equipamento Dynamic Ground Stabilization (DGS). Como parâmetros da operação de socaria, foram avaliadas inserções únicas ou múltiplas das hastes socadoras. Já os parâmetros de estabilização dinâmica foram de cargas de 170 ou 230 kN e frequências de vibração de 28 ou 35 Hz. O estudo foi dividido em duas etapas, sendo a primeira ocorrida em um pátio ferroviário, onde oito subtrechos experimentais com diferentes combinações de parâmetros operacionais de socaria/estabilização foram monitorados estruturalmente (deflexão vertical e módulo de via), geometricamente (desvio padrão dos parâmetros geométricos) e fisicamente (peso específico aparente do lastro e avaliação da quebra de suas partículas). Esta primeira etapa objetivou selecionar duas combinações operacionais de ambos os equipamentos que gerassem melhores resultados. Inicialmente, constatou-se que a socaria múltipla resultou em ganhos entre 13 a 16% na resistência lateral, 13 a 38% na compacidade do lastro, 20% a 32% em rigidez vertical da via, além de propiciar melhor correção geométrica (em comparação com a inserção única). Estes resultados indicam que, ao se optar por este método de socaria, são esperados maiores níveis de estabilidade logo após a manutenção, destacando-se que não foram observadas degradações perceptíveis no lastro com a aplicação dos diferentes tipos de socarias. No que se refere à estabilização dinâmica, foram selecionadas cargas verticais de 170 e 230 kN e frequência de 35 Hz, uma vez que estes propiciaram elevações na resistência lateral e no peso específico aparente do lastro, melhores qualidades geométricas e não causaram degradações perceptíveis no lastro (em comparação com somente socaria). A segunda etapa do estudo teve o intuito de investigar o comportamento da via socada/estabilizada ao longo do acúmulo do tráfego, empregando-se as duas combinações operacionais otimizadas, determinadas na primeira etapa, em um trecho experimental recém-renovado da linha principal da EFC. Desse modo, foram gerados três subtrechos experimentais de socaria múltipla (referência), múltipla|170kN|35Hz e múltipla|230kN|35Hz que foram monitorados estruturalmente (deflexão vertical, módulo de via e tensões dormente/lastro e lastro/sublastro), logo nos primeiros ciclos de carregamento da via. Além disso, os subtrechos também foram monitorados geometricamente, por meio do desvio padrão dos parâmetros geométricos, durante os seis primeiros meses de operação da via. Como resultados, observou-se que a estabilização dinâmica promoveu melhorias nas condições estruturais da via, uma vez que reduziu a rigidez vertical e tensões na infraestrutura (em comparação com somente socaria). Ainda, a estabilização dinâmica com 230 kN e 35 Hz foi mais efetiva, pois gerou valores de módulo de via dentro das faixas recomendadas pela literatura. Quanto ao monitoramento geométrico, não foi observada uma tendência única de elevação ou redução de qualidade geométrica com a estabilização dinâmica em comparação com somente socaria. Além disso, em alguns casos, a aplicação da estabilização dinâmica proporcionou maiores desvios padrões, corroborando com estudos encontrados na literatura que concluíram que os benefícios da estabilização podem ser mais notáveis em um maior acúmulo de tráfego. Comparando-se os subtrechos estabilizados, nota-se que a aplicação de 230 kN obteve melhores resultados do que 170 kN, mantendo-se a frequência de 35 Hz. A presente pesquisa contribuiu para o avanço no conhecimento da estabilização dinâmica do lastro, principalmente para o cenário das ferrovias de carga nacionais, que possuem procedimentos de manutenção, velocidades de operação, cargas transportadas e características geotécnicas diferentes das observadas nos poucos e únicos estudos internacionais sobre o tema. |
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Estudo da estabilização dinâmica de lastro ferroviário para melhoria das condições operacionais de via permanente.Study of the dynamic stabilization of railway ballast to improve the operational conditions of the permanent way.Vias permanentesSocariaMonitoramentoManutençãoFerroviasEstabilização dinâmica do lastroMaintenanceMonitoringRailwaysTamping operationDynamic ballast stabilizationAo longo do acúmulo de tráfego, a via sofre degradação e perda da qualidade geométrica. Como forma de correção, são empregados processos como a socaria que, em contrapartida, provocam certa desestabilização da camada de lastro. Assim, após algum tempo depois deste processo de manutenção, geralmente são impostas restrições de velocidade operacional da via. Para retornar parcialmente a uma condição mais estável e de maneira mais rápida, podem ser adotados métodos de estabilização dinâmica que induzem vibrações laterais e cargas verticais na via, a fim de se consolidar a camada de lastro. Embora esta técnica venha sendo utilizada por algumas ferrovias, existem poucos estudos relacionados à eficiência deste processo em vias com elevada carga por eixo, como a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Além disso, até o presente momento, nenhum estudo abordou o impacto da estabilização dinâmica na quebra de partículas de lastro. Desta forma, a presente pesquisa objetiva avaliar o comportamento em campo de uma via submetida à socaria e posterior estabilização com o equipamento Dynamic Ground Stabilization (DGS). Como parâmetros da operação de socaria, foram avaliadas inserções únicas ou múltiplas das hastes socadoras. Já os parâmetros de estabilização dinâmica foram de cargas de 170 ou 230 kN e frequências de vibração de 28 ou 35 Hz. O estudo foi dividido em duas etapas, sendo a primeira ocorrida em um pátio ferroviário, onde oito subtrechos experimentais com diferentes combinações de parâmetros operacionais de socaria/estabilização foram monitorados estruturalmente (deflexão vertical e módulo de via), geometricamente (desvio padrão dos parâmetros geométricos) e fisicamente (peso específico aparente do lastro e avaliação da quebra de suas partículas). Esta primeira etapa objetivou selecionar duas combinações operacionais de ambos os equipamentos que gerassem melhores resultados. Inicialmente, constatou-se que a socaria múltipla resultou em ganhos entre 13 a 16% na resistência lateral, 13 a 38% na compacidade do lastro, 20% a 32% em rigidez vertical da via, além de propiciar melhor correção geométrica (em comparação com a inserção única). Estes resultados indicam que, ao se optar por este método de socaria, são esperados maiores níveis de estabilidade logo após a manutenção, destacando-se que não foram observadas degradações perceptíveis no lastro com a aplicação dos diferentes tipos de socarias. No que se refere à estabilização dinâmica, foram selecionadas cargas verticais de 170 e 230 kN e frequência de 35 Hz, uma vez que estes propiciaram elevações na resistência lateral e no peso específico aparente do lastro, melhores qualidades geométricas e não causaram degradações perceptíveis no lastro (em comparação com somente socaria). A segunda etapa do estudo teve o intuito de investigar o comportamento da via socada/estabilizada ao longo do acúmulo do tráfego, empregando-se as duas combinações operacionais otimizadas, determinadas na primeira etapa, em um trecho experimental recém-renovado da linha principal da EFC. Desse modo, foram gerados três subtrechos experimentais de socaria múltipla (referência), múltipla|170kN|35Hz e múltipla|230kN|35Hz que foram monitorados estruturalmente (deflexão vertical, módulo de via e tensões dormente/lastro e lastro/sublastro), logo nos primeiros ciclos de carregamento da via. Além disso, os subtrechos também foram monitorados geometricamente, por meio do desvio padrão dos parâmetros geométricos, durante os seis primeiros meses de operação da via. Como resultados, observou-se que a estabilização dinâmica promoveu melhorias nas condições estruturais da via, uma vez que reduziu a rigidez vertical e tensões na infraestrutura (em comparação com somente socaria). Ainda, a estabilização dinâmica com 230 kN e 35 Hz foi mais efetiva, pois gerou valores de módulo de via dentro das faixas recomendadas pela literatura. Quanto ao monitoramento geométrico, não foi observada uma tendência única de elevação ou redução de qualidade geométrica com a estabilização dinâmica em comparação com somente socaria. Além disso, em alguns casos, a aplicação da estabilização dinâmica proporcionou maiores desvios padrões, corroborando com estudos encontrados na literatura que concluíram que os benefícios da estabilização podem ser mais notáveis em um maior acúmulo de tráfego. Comparando-se os subtrechos estabilizados, nota-se que a aplicação de 230 kN obteve melhores resultados do que 170 kN, mantendo-se a frequência de 35 Hz. A presente pesquisa contribuiu para o avanço no conhecimento da estabilização dinâmica do lastro, principalmente para o cenário das ferrovias de carga nacionais, que possuem procedimentos de manutenção, velocidades de operação, cargas transportadas e características geotécnicas diferentes das observadas nos poucos e únicos estudos internacionais sobre o tema.Along the traffic accumulation, the track degrades and loses its geometric quality. For correction, alignment, leveling and tampIng processes are generally used which, on the other hand, cause a certain destabilization of the ballast layer. Thus, after this maintenance process, restrictions are generally imposed on the operational speed of the track. To return to more stable condition, dynamic stabilization methods can be adopted that induce lateral vibrations and vertical loads on the track, consolidating the ballast layer. Although this technique has been used by some railways, there are few studies related to its efficiency in heavy haul conditions, such as the Carajas Railway (EFC). Furthermore, to date, no research has addressed the impact of dynamic stabilization on ballast particle breakage. In this way, this research aims to assess the behavior of the track subject to tamping and subsequent stabilization with the Dynamic Ground Stabilization (DGS) machine. As parameters of the tamping operation, single or multiple insertions of tamping tines were evaluated. The dynamic stabilization parameters were loads of 1 70 or 230 kN and vibration frequencies of 28 or 35 Hz. The study was divided into two stages, the first taking place in a railway yard, where eight experimental subsections with different combinations of tamping/stabilization operating parameters were monitored structurally (vertical deflection and track modulus), geometrically (standard deviation of geometric parameters) and physically (apparent specific weight of the ballast and evaluation of the breakage of its particles).This first stage aimed to select two operational combinations of both equipment that would generate better results. Initially,i t was found that multiplet amping resulted in gains between 13 to 16% in lateral resistance, 13 to 38% in ballast compactness, 20% to 32% in track vertical stiffness, in additjon to providing better geometric correction (compared to single insertion). These resujts indicate that, when opting for this tamping method, higher levels of stability are expected soon after maintenance, highlighting that no perceptible degradations were obgerved in the ballast with the application of different types of tamping. Regarding dynamic stabilization, the vertical loads of 170 and 230 kN and frequency of 35 Hz were selected, since these provided increases in lateral resistance and in the apparent specific weight of the ballast, better geometrical qualities and did not cause noticeable degradations in the ballast (compared to only tamping), The second stage of the study aimed to investigate the behavior of the tamped/stabilized track during the traffic accumulation, using the two optimized operational combinations, determined in the first stage, in a recently renovated experimental section of the EFC main line.Thus, three experimental subsections of multiple tamping (reference), multiplej170kNj35Hz and rnuItipleI230kNl35Hz were generated, which were structurally monitored (vertical deflection, track modulus and sleeper/ballast and ballast/subballast stresses) in the first track loading cycles. In addition, the subsections were also monitored geometrically, through the standard deviation of geometric parameters, during the first six months of track operation. As a result, it was observed that the dynamic stabilization promoted improvements in the structuralc onditionso f the track, since it reduced the track verticals tiffnessa nd stresses in the infrastructure (compared to only tamping). Still, dynamic stabilization with 230 kN and 35 Hz was more effective, as it generated track modulus values within the ranges recommended by the literature. Regarding geometric monitoring, there was no single trend of increasing or decreasing geometric quality with dynamic stabilization when compared to only tamping. In addition, in some cases, the application of dynamic stabilization provided greater standard deviations, corroborating with studies found in the literature that concluded that the benefits of stabilization may be more notable in a greater traffic accumulation. Comparing the stabilized subsections, it is noted that the application of 230 kN obtained better results than 170 kN, maintaining the frequency of 35 Hz. The present research contributed to advance knowledge of dynamic ballast stabilization, mainly for the scenario of national freight railways, which have maintenance procedures, operating speeds, transported loads, and geotechnical characteristics different from those observed in the few and only international studies on the theme.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloEscola PolitécnicaMotta, Rosângela dos SantosPereira, Paulo André Moraes2023-07-132026-05-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3138/tde-06052026-081354/doi:10.11606/T.3.2023.tde-06052026-081354Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-05-07T11:55:03Zoai:teses.usp.br:tde-06052026-081354Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-07T11:55:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Ao longo do acúmulo de tráfego, a via sofre degradação e perda da qualidade geométrica. Como forma de correção, são empregados processos como a socaria que, em contrapartida, provocam certa desestabilização da camada de lastro. Assim, após algum tempo depois deste processo de manutenção, geralmente são impostas restrições de velocidade operacional da via. Para retornar parcialmente a uma condição mais estável e de maneira mais rápida, podem ser adotados métodos de estabilização dinâmica que induzem vibrações laterais e cargas verticais na via, a fim de se consolidar a camada de lastro. Embora esta técnica venha sendo utilizada por algumas ferrovias, existem poucos estudos relacionados à eficiência deste processo em vias com elevada carga por eixo, como a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Além disso, até o presente momento, nenhum estudo abordou o impacto da estabilização dinâmica na quebra de partículas de lastro. Desta forma, a presente pesquisa objetiva avaliar o comportamento em campo de uma via submetida à socaria e posterior estabilização com o equipamento Dynamic Ground Stabilization (DGS). Como parâmetros da operação de socaria, foram avaliadas inserções únicas ou múltiplas das hastes socadoras. Já os parâmetros de estabilização dinâmica foram de cargas de 170 ou 230 kN e frequências de vibração de 28 ou 35 Hz. O estudo foi dividido em duas etapas, sendo a primeira ocorrida em um pátio ferroviário, onde oito subtrechos experimentais com diferentes combinações de parâmetros operacionais de socaria/estabilização foram monitorados estruturalmente (deflexão vertical e módulo de via), geometricamente (desvio padrão dos parâmetros geométricos) e fisicamente (peso específico aparente do lastro e avaliação da quebra de suas partículas). Esta primeira etapa objetivou selecionar duas combinações operacionais de ambos os equipamentos que gerassem melhores resultados. Inicialmente, constatou-se que a socaria múltipla resultou em ganhos entre 13 a 16% na resistência lateral, 13 a 38% na compacidade do lastro, 20% a 32% em rigidez vertical da via, além de propiciar melhor correção geométrica (em comparação com a inserção única). Estes resultados indicam que, ao se optar por este método de socaria, são esperados maiores níveis de estabilidade logo após a manutenção, destacando-se que não foram observadas degradações perceptíveis no lastro com a aplicação dos diferentes tipos de socarias. No que se refere à estabilização dinâmica, foram selecionadas cargas verticais de 170 e 230 kN e frequência de 35 Hz, uma vez que estes propiciaram elevações na resistência lateral e no peso específico aparente do lastro, melhores qualidades geométricas e não causaram degradações perceptíveis no lastro (em comparação com somente socaria). A segunda etapa do estudo teve o intuito de investigar o comportamento da via socada/estabilizada ao longo do acúmulo do tráfego, empregando-se as duas combinações operacionais otimizadas, determinadas na primeira etapa, em um trecho experimental recém-renovado da linha principal da EFC. Desse modo, foram gerados três subtrechos experimentais de socaria múltipla (referência), múltipla|170kN|35Hz e múltipla|230kN|35Hz que foram monitorados estruturalmente (deflexão vertical, módulo de via e tensões dormente/lastro e lastro/sublastro), logo nos primeiros ciclos de carregamento da via. Além disso, os subtrechos também foram monitorados geometricamente, por meio do desvio padrão dos parâmetros geométricos, durante os seis primeiros meses de operação da via. Como resultados, observou-se que a estabilização dinâmica promoveu melhorias nas condições estruturais da via, uma vez que reduziu a rigidez vertical e tensões na infraestrutura (em comparação com somente socaria). Ainda, a estabilização dinâmica com 230 kN e 35 Hz foi mais efetiva, pois gerou valores de módulo de via dentro das faixas recomendadas pela literatura. Quanto ao monitoramento geométrico, não foi observada uma tendência única de elevação ou redução de qualidade geométrica com a estabilização dinâmica em comparação com somente socaria. Além disso, em alguns casos, a aplicação da estabilização dinâmica proporcionou maiores desvios padrões, corroborando com estudos encontrados na literatura que concluíram que os benefícios da estabilização podem ser mais notáveis em um maior acúmulo de tráfego. Comparando-se os subtrechos estabilizados, nota-se que a aplicação de 230 kN obteve melhores resultados do que 170 kN, mantendo-se a frequência de 35 Hz. A presente pesquisa contribuiu para o avanço no conhecimento da estabilização dinâmica do lastro, principalmente para o cenário das ferrovias de carga nacionais, que possuem procedimentos de manutenção, velocidades de operação, cargas transportadas e características geotécnicas diferentes das observadas nos poucos e únicos estudos internacionais sobre o tema. |
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