Estudo de infecções por flavivírus em roedores silvestres do nordeste do Estado de São Paulo.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Maia, Felipe Gonçalves Motta
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42132/tde-26062018-105908/
Resumo: As arboviroses acometem centenas de milhares de pessoas anualmente no Brasil, levando, muitas delas, à morte. O Brasil apresenta uma das maiores biodiversidades em arbovírus do planeta, tendo mais de uma centena de espécies já isoladas e documentadas. Estudos prévios revelaram que espécies de arbovírus estão circulando no país de modo velado em áreas urbanas, rurais e florestais. O conhecimento de aspectos da epidemiologia e biologia viral como ciclo silvestre mantenedor, gama de hospedeiros, sazonalidade, disseminação, área de ocorrência, história evolutiva e diversidade genética, são fundamentais para a definição de estratégias de prevenção e controle pelos órgãos públicos de saúde e vigilância epidemiológica. Nesse sentido, tivemos como objetivo pesquisar a ocorrência de flavivírus em pequenos roedores silvestres. Para tal finalidade, capturamos esses animais em fragmentos de Cerrado e propriedades rurais localizadas nas cidades de Ribeirão Preto, Batatais, Cajuru e Luiz Antônio, no nordeste do estado de São Paulo. Amostras de sangue foram coletadas e submetidas ao ensaio sorológico ELISA indireto para detectar anticorpos IgG contra os flavivírus Rocio, Oeste do Nilo e da Encefalite de Saint Louis. Nosso método utilizou peptídeos recombinantes correspondentes ao domínio III da proteína de envelope de cada um desses 3 vírus. Adicionalmente, realizamos RT-PCR com primers gênero-específicos e espécie-específicos para a detecção de genoma de flavivírus. Altas soroprevalências foram encontradas nas diversas espécies de roedores capturadas, para um ou mais dos vírus testados. Esse achado sustenta a hipótese de que esses vírus são capazes de infectar também pequenos mamíferos selvagens, o que, por sua vez, pode indicar a existência de novos atores em um ciclo silvestre mantenedor.
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