Efeitos hepáticos da ingestão de própolis verde brasileira com uma dieta hiperlipídica em camundongos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Vercesi, Bárbara Ferreira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17162/tde-26052025-103407/
Resumo: A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) caracteriza-se pelo acúmulo excessivo de gordura nos hepatócitos e está fortemente associada à obesidade, Resistência à Insulina (RI), Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e Síndrome Metabólica (SM). A Própolis Verde Brasileira (PVB) possui um potencial antioxidante eficaz contra os efeitos do estresse oxidativo, componente presente na esteatose hepática. O presente estudo teve como objetivo avaliar o papel da suplementação de PVB no desenvolvimento da esteatose hepática e seus efeitos no estresse oxidativo, parâmetros bioquímicos e composição corporal dos animais. Durante 8 semanas, 48 camundongos C57BL foram submetidos a dietas normolipídicas e hiperlipídicas, sem a adição de própolis. Após esse período inicial, a PVB foi suplementada durante mais 8 semanas nas seguintes proporções: controle (C), controle com 0,2% de própolis (C 0.2%), controle com 0,5% de própolis (C 0.5%), hiperlipídica (HL), hiperlipídica com 0,2% de própolis (HL 0.2%) e hiperlipídica com 0,5% de própolis (HL 0.5%). Ao final do experimento, os animais foram eutanasiados para a coleta de amostras destinadas à análise do peso corporal, composição corporal e consumo alimentar, bem como à realização de avaliações bioquímicas, de parâmetros de estresse oxidativo e de histologia hepática. A análise estatística foi realizada por meio de análise de variância (ANOVA), seguida pelo teste pós-hoc de Tukey para múltiplas comparações entre os grupos. Ao término do período experimental, não foram observadas alterações significativas no consumo calórico ou no peso final entre os grupos. Entretanto, os animais que receberam 0,5% de PVB em uma dieta hiperlipídica apresentaram redução no grau de esteatose e melhora de parâmetros antioxidantes.Esses benefícios não foram evidentes no grupo HL 0.2%, sugerindo que doses maiores de própolis são mais eficientes.
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