Avaliação morfométrica e hemodinâmica da placenta canina e sua relação com o desempenho clínico neonatal no período adaptativo inicial
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-20012023-124319/ |
Resumo: | Nos animais eutérios, a placenta é o órgão materno-fetal transitório responsável por permitir a passagem de nutrientes e trocas gasosas entre a circulação materna e fetal. Disfunções placentárias estão relacionadas com desfechos perinatais desfavoráveis, tanto para a mãe como para o concepto, sendo a redução do fluxo sanguíneo útero- placentário a causa mais frequente de insuficiência placentária. O presente estudo teve como objetivos: comparar a hemodinâmica materno-fetal e feto-placentária ao longo da gestação de neonatos que apresentam alta ou baixa vitalidade imediata ao nascimento; comparar a morfologia placentária de neonatos de acordo com a vitalidade ao nascimento e correlacionar a morfo-funcionalidade vascular da placenta com o desempenho e êxito neonatal durante o período adaptativo inicial. Para tanto, foram selecionadas 13 cadelas gestantes, das quais 2 neonatos foram estudados, optando-se por aqueles localizados na extremidade cranial dos cornos uterinos. De acordo com o escore de vitalidade imediatamente ao nascimento, os neonatos foram alocados em dois grupos experimentais: grupo alta vitalidade neonatal (escore de vitalidade superior ou igual a 7, n=10) e Grupo baixa vitalidade neonatal (escore de vitalidade inferior a 7, n=12). Durante a gestação, foram realizadas avaliações ultrassonográficas das artérias uterina e umbilical e monitoramento da frequência cardíaca fetal. As placentas foram avaliadas macroscopicamente quanto ao aspecto geral, coloração, volume e medição da largura e comprimento da faixa zonária. Ademais, as placentas foram preparadas por amostragem sistemática, randômica e uniforme para a avaliação morfológica e morfométrica por estereologia. Os neonatos foram avaliados clinicamente e por saturação periférica de oxigênio ao nascer, aos 10 e 60 minutos de vida, além da lactatemia entre 1 e 5 minutos e 6 horas de vida. Os dados obtidos foram analisados considerando o teste T para comparação entre grupos e tempos (nas variáveis-respostas ultrassonográficas) e teste LSD para comparações entre tempos. As variáveis respostas foram também submetidas à análise de correlação de Pearson. O nível de significância foi de 5%. Nas avaliações ultrassonográficas, houve redução significativa da frequência cardíaca fetal à eminência do parto, independente do grupo experimental. As placentas dos neonatos com alta vitalidade apresentaram maior quantidade de eritrócitos e menor quantidade de grânulos de hemossiderina nos hematomas marginais, maior quantidade de hematoidina na zona glandular e menor quantidade de coágulos na zona juncional. A área de superfície absoluta de contato materno fetal foi maior nas placentas do grupo alta vitalidade neonatal. Os neonatos com baixa vitalidade apresentaram menor peso e temperatura corpórea, mas houve aumento progressivo da saturação periférica de oxigênio até 60 minutos após o parto. Em conclusão, a hemodinâmica materno-fetal não influencia diretamente a vitalidade neonatal no período adaptativo inicial, a despeito da redução na frequência cardíaca fetal próxima ao nascimento. Entretanto, aspectos morfológicos e morfométricos da placenta influenciam a vitalidade neonatal e o desempenho clínico no período de transição inicial. |
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Avaliação morfométrica e hemodinâmica da placenta canina e sua relação com o desempenho clínico neonatal no período adaptativo inicialMorphometric and hemodynamic evaluation of the canine placenta and its relationship with neonatal clinical performance in the early adaptive periodBitchesCadelasHemodinâmicaHemodynamicsNeonatal vitalityPlacentaPlacentaVitalidade neonatalNos animais eutérios, a placenta é o órgão materno-fetal transitório responsável por permitir a passagem de nutrientes e trocas gasosas entre a circulação materna e fetal. Disfunções placentárias estão relacionadas com desfechos perinatais desfavoráveis, tanto para a mãe como para o concepto, sendo a redução do fluxo sanguíneo útero- placentário a causa mais frequente de insuficiência placentária. O presente estudo teve como objetivos: comparar a hemodinâmica materno-fetal e feto-placentária ao longo da gestação de neonatos que apresentam alta ou baixa vitalidade imediata ao nascimento; comparar a morfologia placentária de neonatos de acordo com a vitalidade ao nascimento e correlacionar a morfo-funcionalidade vascular da placenta com o desempenho e êxito neonatal durante o período adaptativo inicial. Para tanto, foram selecionadas 13 cadelas gestantes, das quais 2 neonatos foram estudados, optando-se por aqueles localizados na extremidade cranial dos cornos uterinos. De acordo com o escore de vitalidade imediatamente ao nascimento, os neonatos foram alocados em dois grupos experimentais: grupo alta vitalidade neonatal (escore de vitalidade superior ou igual a 7, n=10) e Grupo baixa vitalidade neonatal (escore de vitalidade inferior a 7, n=12). Durante a gestação, foram realizadas avaliações ultrassonográficas das artérias uterina e umbilical e monitoramento da frequência cardíaca fetal. As placentas foram avaliadas macroscopicamente quanto ao aspecto geral, coloração, volume e medição da largura e comprimento da faixa zonária. Ademais, as placentas foram preparadas por amostragem sistemática, randômica e uniforme para a avaliação morfológica e morfométrica por estereologia. Os neonatos foram avaliados clinicamente e por saturação periférica de oxigênio ao nascer, aos 10 e 60 minutos de vida, além da lactatemia entre 1 e 5 minutos e 6 horas de vida. Os dados obtidos foram analisados considerando o teste T para comparação entre grupos e tempos (nas variáveis-respostas ultrassonográficas) e teste LSD para comparações entre tempos. As variáveis respostas foram também submetidas à análise de correlação de Pearson. O nível de significância foi de 5%. Nas avaliações ultrassonográficas, houve redução significativa da frequência cardíaca fetal à eminência do parto, independente do grupo experimental. As placentas dos neonatos com alta vitalidade apresentaram maior quantidade de eritrócitos e menor quantidade de grânulos de hemossiderina nos hematomas marginais, maior quantidade de hematoidina na zona glandular e menor quantidade de coágulos na zona juncional. A área de superfície absoluta de contato materno fetal foi maior nas placentas do grupo alta vitalidade neonatal. Os neonatos com baixa vitalidade apresentaram menor peso e temperatura corpórea, mas houve aumento progressivo da saturação periférica de oxigênio até 60 minutos após o parto. Em conclusão, a hemodinâmica materno-fetal não influencia diretamente a vitalidade neonatal no período adaptativo inicial, a despeito da redução na frequência cardíaca fetal próxima ao nascimento. Entretanto, aspectos morfológicos e morfométricos da placenta influenciam a vitalidade neonatal e o desempenho clínico no período de transição inicial.In eutherian animals, the placenta is the transient maternal-fetal organ responsible for allowing the passage of nutrients and gas exchange between the maternal and fetal circulation. Placental dysfunctions are related to unfavorable perinatal outcomes for both the mother and the fetus, with reduced uteroplacental blood flow being the most frequent cause of placental insufficiency. The present study aimed to: compare maternal-fetal and fetal-placental hemodynamics throughout pregnancy in neonates who present high or low vitality immediately at birth; to compare placental morphology of neonates according to vitality at birth and to correlate placental vascular morpho- functionality with neonatal performance and success during the early adaptive period. For that, 13 pregnant bitches were selected, of which 2 neonates were studied, opting for those located at the cranial portion of the uterine horns. According to the vitality score immediately at birth, the neonates were allocated in two experimental groups: high neonatal vitality group (vitality score greater than or equal to 7, n=10) and low neonatal vitality group (vitality score less than 7, n=12). During pregnancy, ultrasound evaluations of the uterine and umbilical arteries and monitoring of fetal heart rate were performed. The placentas were macroscopically evaluated for general appearance, color, volume and measurement of the width and length of the zonary placental region. Furthermore, the placentas were prepared by systematic, random and uniform sampling for morphological and morphometric evaluation by stereology. The neonates were evaluated clinically and by peripheral oxygen saturation at birth, at 10 and 60 minutes of life, in addition to blood lactate levels between 1 and 5 minutes and 6 hours of life. The data obtained were analyzed considering the T test for comparison between groups and times (in the ultrasound response variables) and the LSD test for comparisons between times. The response variables were also submitted to Pearson\'s correlation analysis. The significance level was 5%. In the ultrasound evaluations, there was a significant reduction in fetal heart rate at the time of parturition, regardless of the experimental group. The placentas of neonates with high vitality had a greater number of erythrocytes and a smaller amount of hemosiderin granules in the marginal hematomas, a greater amount of hematoidine in the glandular zone and a smaller quantity of clots in the junctional zone. The absolute surface area of maternal-fetal contact was higher in the placentas of the high neonatal vitality group. Neonates with low vitality had lower weight and body temperature, but there was a progressive increase in peripheral oxygen saturation up to 60 minutes after delivery. In conclusion, maternal-fetal hemodynamics do not directly influence neonatal vitality in the early adaptive period, despite the reduction in fetal heart rate close to birth. However, morphological and morphometric aspects of the placenta influence neonatal vitality and clinical performance in the initial transition period.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVannucchi, Camila InfantosiMarchetti, Patricia Monteiro2022-10-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-20012023-124319/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2023-02-23T18:47:52Zoai:teses.usp.br:tde-20012023-124319Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212023-02-23T18:47:52Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Nos animais eutérios, a placenta é o órgão materno-fetal transitório responsável por permitir a passagem de nutrientes e trocas gasosas entre a circulação materna e fetal. Disfunções placentárias estão relacionadas com desfechos perinatais desfavoráveis, tanto para a mãe como para o concepto, sendo a redução do fluxo sanguíneo útero- placentário a causa mais frequente de insuficiência placentária. O presente estudo teve como objetivos: comparar a hemodinâmica materno-fetal e feto-placentária ao longo da gestação de neonatos que apresentam alta ou baixa vitalidade imediata ao nascimento; comparar a morfologia placentária de neonatos de acordo com a vitalidade ao nascimento e correlacionar a morfo-funcionalidade vascular da placenta com o desempenho e êxito neonatal durante o período adaptativo inicial. Para tanto, foram selecionadas 13 cadelas gestantes, das quais 2 neonatos foram estudados, optando-se por aqueles localizados na extremidade cranial dos cornos uterinos. De acordo com o escore de vitalidade imediatamente ao nascimento, os neonatos foram alocados em dois grupos experimentais: grupo alta vitalidade neonatal (escore de vitalidade superior ou igual a 7, n=10) e Grupo baixa vitalidade neonatal (escore de vitalidade inferior a 7, n=12). Durante a gestação, foram realizadas avaliações ultrassonográficas das artérias uterina e umbilical e monitoramento da frequência cardíaca fetal. As placentas foram avaliadas macroscopicamente quanto ao aspecto geral, coloração, volume e medição da largura e comprimento da faixa zonária. Ademais, as placentas foram preparadas por amostragem sistemática, randômica e uniforme para a avaliação morfológica e morfométrica por estereologia. Os neonatos foram avaliados clinicamente e por saturação periférica de oxigênio ao nascer, aos 10 e 60 minutos de vida, além da lactatemia entre 1 e 5 minutos e 6 horas de vida. Os dados obtidos foram analisados considerando o teste T para comparação entre grupos e tempos (nas variáveis-respostas ultrassonográficas) e teste LSD para comparações entre tempos. As variáveis respostas foram também submetidas à análise de correlação de Pearson. O nível de significância foi de 5%. Nas avaliações ultrassonográficas, houve redução significativa da frequência cardíaca fetal à eminência do parto, independente do grupo experimental. As placentas dos neonatos com alta vitalidade apresentaram maior quantidade de eritrócitos e menor quantidade de grânulos de hemossiderina nos hematomas marginais, maior quantidade de hematoidina na zona glandular e menor quantidade de coágulos na zona juncional. A área de superfície absoluta de contato materno fetal foi maior nas placentas do grupo alta vitalidade neonatal. Os neonatos com baixa vitalidade apresentaram menor peso e temperatura corpórea, mas houve aumento progressivo da saturação periférica de oxigênio até 60 minutos após o parto. Em conclusão, a hemodinâmica materno-fetal não influencia diretamente a vitalidade neonatal no período adaptativo inicial, a despeito da redução na frequência cardíaca fetal próxima ao nascimento. Entretanto, aspectos morfológicos e morfométricos da placenta influenciam a vitalidade neonatal e o desempenho clínico no período de transição inicial. |
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