Intersecções da Rede de Urgência e Emergência com serviços de atendimento à mulher vítima de violência: uma aproximação da situação em Maceió/AL
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-23012025-151823/ |
Resumo: | Introdução: A Rede de Urgência e Emergência (RUE) atende no seu dia a dia mulheres vítimas de violência física, contudo, essa violência nem sempre é verbalizada ou visualizada pelos profissionais. A Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher (REVCM) surge para a construir e consolidar a rede de atendimento à mulher em situação de violência, compreendendo que o enfrentamento dessa violência é complexo e difícil, necessitando de ações, habilidades, intervenções e articulações com todos os setores e serviços, entre eles a RUE, possibilitando um leque amplo de opções assistenciais. Objetivo: compreender as interseções da RUE no atendimento às mulheres vítimas de violência com os serviços de atendimento à mulher em Maceió, Alagoas, Brasil. Método: Trata-se de um estudo de caso exploratório com abordagem qualitativa. Foram utilizados como fontes de dados: documentos legais, dados secundários e dados primários (entrevistas). Resultados e Discussão: De forma geral os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN, da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência caracterizam a mulher vítima de violência como jovem, de baixa escolaridade, parda, vítima de violência física de agressor conhecido, residente em bairros periféricos da cidade. As normas e leis concernentes à RUE e à REVCM regulamentam e orientam a formação das redes. Em Maceió a RUE se encontra com oferta de serviços em expansão, através da construção de complexos Hospitalares e de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) a partir de 2017. A REVCM está em processo de estruturação, especialmente com a conformação da Rede de Atenção a Violências (RAV) em 2023, que se organiza como uma rede de atendimento para articular os serviços voltados às mulheres vítimas de violência. Os resultados da análise das entrevistas evidenciam que a organização das redes está pautada na oferta dos serviços sem articulação e comunicação efetivas. A RAV se apresenta como uma estratégia que pode facilitar as intersecções através do sistema de regulação. A RUE se apresenta como uma das portas de entrada da mulher vítima de violência na rede de atendimento, contudo, os resultados apontam que essa rede não se percebe como parte integrante da rede de enfrentamento à violência contra mulher. Considerações Finais: O estudo sugere que apesar das normativas orientarem as redes integradas e regionalizadas, a prática dessa integralidade ainda apresenta lacunas para o enfretamento da complexidade que a violência contra a mulher exige. As intersecções normativas existem, os dados de caracterização convergem para um mesmo perfil de mulher vítima de violência. No entanto, os encontros efetivos entre as redes são pontuais, os profissionais da saúde se sentem impotentes no cuidado às mulheres vítimas de violência, e a articulação RUE e a REVCM ainda dependente dos profissionais envolvidos, o que dificulta a transformação dos cenários de cuidado a essas mulheres. |
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Intersecções da Rede de Urgência e Emergência com serviços de atendimento à mulher vítima de violência: uma aproximação da situação em Maceió/ALIntersections of the Urgency and Emergency Network with care services for women victims of violence: an approximation of the situation in Maceió/ALEmergênciasEmergenciesHealthcare NetworkHealthcare ServicesRede de SaúdeServiços de SaúdeUrgênciasUrgenciesViolence Against WomenViolência contra a MulherIntrodução: A Rede de Urgência e Emergência (RUE) atende no seu dia a dia mulheres vítimas de violência física, contudo, essa violência nem sempre é verbalizada ou visualizada pelos profissionais. A Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher (REVCM) surge para a construir e consolidar a rede de atendimento à mulher em situação de violência, compreendendo que o enfrentamento dessa violência é complexo e difícil, necessitando de ações, habilidades, intervenções e articulações com todos os setores e serviços, entre eles a RUE, possibilitando um leque amplo de opções assistenciais. Objetivo: compreender as interseções da RUE no atendimento às mulheres vítimas de violência com os serviços de atendimento à mulher em Maceió, Alagoas, Brasil. Método: Trata-se de um estudo de caso exploratório com abordagem qualitativa. Foram utilizados como fontes de dados: documentos legais, dados secundários e dados primários (entrevistas). Resultados e Discussão: De forma geral os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN, da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência caracterizam a mulher vítima de violência como jovem, de baixa escolaridade, parda, vítima de violência física de agressor conhecido, residente em bairros periféricos da cidade. As normas e leis concernentes à RUE e à REVCM regulamentam e orientam a formação das redes. Em Maceió a RUE se encontra com oferta de serviços em expansão, através da construção de complexos Hospitalares e de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) a partir de 2017. A REVCM está em processo de estruturação, especialmente com a conformação da Rede de Atenção a Violências (RAV) em 2023, que se organiza como uma rede de atendimento para articular os serviços voltados às mulheres vítimas de violência. Os resultados da análise das entrevistas evidenciam que a organização das redes está pautada na oferta dos serviços sem articulação e comunicação efetivas. A RAV se apresenta como uma estratégia que pode facilitar as intersecções através do sistema de regulação. A RUE se apresenta como uma das portas de entrada da mulher vítima de violência na rede de atendimento, contudo, os resultados apontam que essa rede não se percebe como parte integrante da rede de enfrentamento à violência contra mulher. Considerações Finais: O estudo sugere que apesar das normativas orientarem as redes integradas e regionalizadas, a prática dessa integralidade ainda apresenta lacunas para o enfretamento da complexidade que a violência contra a mulher exige. As intersecções normativas existem, os dados de caracterização convergem para um mesmo perfil de mulher vítima de violência. No entanto, os encontros efetivos entre as redes são pontuais, os profissionais da saúde se sentem impotentes no cuidado às mulheres vítimas de violência, e a articulação RUE e a REVCM ainda dependente dos profissionais envolvidos, o que dificulta a transformação dos cenários de cuidado a essas mulheres.Introduction: The Urgent and Emergency Care Network (UEN) serves women victims of physical violence on a daily basis, however, this violence is not always verbalized or visualized by the professionals. The Network to Combat Violence Against Women (NCVW) was created to build and consolidate the care network for women in situations of violence, understanding that tackling violence is complex and difficult, requiring actions, skills, interventions and articulations with all sectors and services, among them the RUE, thus allowing for a wide range of care options. Objective: understand the intersections between the Urgent and Emergency Care Network in the assistance of women victims of violence with the women support services in Maceió, Alagoas, Brazil. Method: This is an exploratory case study with a qualitative approach. Legal documents, secondary data and interviews were used as data sources. Results and Discussion: In general, data from SINAN, the State Department of Public Safety of Alagoas, and the Mobile Emergency Care Service describe women victims of violence as young, with low education, of mixed race, victims of physical violence by a known aggressor who lives in peripheral neighborhoods of the city. The regulations and laws of the UEN and NCVW standardize and guide the formation of the network. In Maceió, the UEN provides a good availability of services, with the expansion of the hospital complex and emergency care units since 2017. The NCVW is in the process of being structured through the formation of the Violence Care Network (VCN) in 2023. This network is being established as a support network for coordinating services that assist women victims of violence. The interviews were divided into 3 inductive dimensions, which were analyzed considering the assistance axis of the Policy for Addressing Violence Against Women. The results of the analysis reveal that the organization of the networks is based on the supply of services, without effective coordination and communication. The VCN presents itself as a strategy that could facilitate intersections through the regulatory system. The UEN serves as a gateway for women victims of violence, but it does not perceive itself as part of the response network. Conclusions: The study shows that despite the regulations guiding integrated and regionalized networks, the practice of implementing this integrality still presents gaps in addressing the complexity of violence against women. Normative intersections are in place, and the characterization data converge on the same profile of women victims of violence. However, network meetings are sporadic, healthcare professionals feel powerless in caring for women victims of violence, and the EUN- NCVW coordination remains dependent on professionals and fails to transform the care contexts for women victims of violence.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPIozzi, Fabíola LanaMartins, Cleide LavieriLima, Beatriz Santana de Souza2024-10-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-23012025-151823/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-23T17:24:03Zoai:teses.usp.br:tde-23012025-151823Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-23T17:24:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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