Cinema, museus imaginários e visitas guiadas
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-10122025-165102/ |
Resumo: | A tese compreende o cinema como uma prática que resiste à clausura dos museus, reinscrevendo o seu patrimônio em operações fílmicas. O estudo mostra como os filmes narram, elaboram pedagogias, configuram sujeitos de enunciação e participam de uma (re)escrita tanto da história da arte quanto da própria história, transformando o museu, entendido num sentido largo, em um espaço de disputa. Os temas discutidos ao longo do texto derivam do método de análise fílmica, que os incorporou no curso da pesquisa. O museu imaginário de André Malraux é referência recorrente nos capítulos iniciais, funcionando como eixo que orienta a reflexão. Nos capítulos posteriores, a figura narrativa da visita guiada orientou a interrogação não apenas da fruição das obras, mas também dos sujeitos implicados no contexto dos museus, ora do ponto de vista visual ou da enunciação fílmica, ora por meio das personagens engendradas pela ficção. Cada filme analisado reconstrói o museu por meios que, na maioria dos casos, tensionam ou contradizem abertamente as convenções da linguagem cinematográfica. Alguns o fazem de maneira mais discreta como Viagem à Itália (Viaggio in Italia, Roberto Rossellini, 1954), Centro de arte e cultura Georges Pompidou (Beaubourg, Centre dart et culture Georges Pompidou, Roberto Rossellini, 1977) e Horas de museu (Museum hours, Jem Cohen, 2012) enquanto outros adotam abordagens mais incisivas como As estátuas também morrem (Les statues meurent aussi, Alain Resnais, Chris Marker, Ghislain Cloquet, 1953), O velho lugar (The old place, Jean-Luc Godard e Anne-Marie Miéville, 1999) e Uma visita ao Louvre (Une visite au Louvre, Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, 2003). Os aspectos estéticos indicam questões políticas que podem ser sintetizadas na chave das histórias suprimidas, de modo que a intervenção dos filmes atua como reposição ou reativação de passados obliterados pelas instituições. |
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