Ambiente alimentar urbano em São Paulo, Brasil: avaliação, desigualdades e associação com consumo alimentar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Duran, Ana Clara da Fonseca Leitão
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-02102013-164136/
Resumo: Introdução: Estudos realizados em outros contextos mostram que o acesso a alimentos saudáveis e o consumo alimentar variam conforme o local de residência, podendo contribuir com desigualdades em saúde já existentes em áreas urbanas. Objetivos: O estudo apresenta três objetivos: (1) propor e avaliar a confiabilidade de instrumentos de avaliação do microambiente alimentar urbano adaptado ao contexto do Município de São Paulo, (2) investigar se o acesso a alimentos varia de acordo com o nível socioeconômico da vizinhança, após ajustes para o tipo de estabelecimento, e (3) estudar a associação entre o ambiente alimentar local e o consumo de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas dentre amostra da população adulta do município de São Paulo. Métodos: Estudo transversal conduzido em 2010-2011 em 52 setores censitários do Município de São Paulo selecionados de acordo com o nível socioeconômico e densidade de equipamentos de comercialização de alimentos. Dois instrumentos de avaliação do microambiente alimentar foram desenvolvidos e tiveram suas confiabilidades inter- e intra-avaliador testadas: (1) ESAO-s instrumento de avaliação de estabelecimentos de comercialização de alimentos para consumo no domicílio; e (2) ESAO-r instrumento de avaliação de estabelecimentos de comercialização de alimentos para consumo imediato. O acesso a alimentos saudáveis foi medido a partir de índices que resumiram as medidas coletadas acerca da disponibilidade, variedade e promoção de alimentos. Associações entre o nível de educação da vizinhança e o acesso a alimentos foram testadas com modelos de regressão multinível. Dados coletados em amostra de 1842 adultos residentes nos mesmos setores censitários acerca do consumo regular ( 5 vezes/semana) de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas foram utilizados em modelos multinível de regressão logística com o intuito de estudar as associações entre características do micro- e macro-ambiente alimentar e o consumo de tais alimentos. Para cada participante, disponibilidade, variedade, qualidade, preço e promoção/propaganda de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas foram medidos em todos os estabelecimentos de comercialização de alimentos no setor censitário de residência e em todos os estabelecimentos de comercialização de alimentos em um raio de 1,6 km da residência. Resultados: Os instrumentos foram considerados confiáveis, com coeficientes de kappa para as medidas intra e inter-avaliadores variando de 0,55 a 0,95. Eles também foram capazes de discriminar diferentes tipos de estabelecimentos. Supermercados e feiras-livres, mercados municipais e sacolões apresentaram maior disponibilidade de alimentos saudáveis do que pequenos mercados de bairro. Estabelecimentos de comercialização de alimentos localizados em bairros de maior nível socioeconômico apresentaram um maior número de opções saudáveis, quando comparados a estabelecimentos similares, mas localizados em áreas de menor nível de educação. Após ajustes para medidas individuais de sexo, idade, educação e renda, preços altos de bebidas açucaradas em regiões mais pobres da cidade foram associados a uma menor chance de consumi-las (OR=0,58;IC95%=0,34;0,97); enquanto a associação foi inversa nos bairros mais ricos da cidade (OR=2,33;IC95%=1,12;4,84). Associações significativas entre a disponibilidade e consumo de frutas foram mostradas para três diferentes medidas disponibilidade de frutas próximo à residência; presença de pelo menos um estabelecimento que comercializasse frutas, mesmo que com baixa variedade; e residir em uma área no último quartil do índice de acesso a alimentos saudáveis HFSI. Associações entre medidas de acesso e consumo de hortaliças foram menos consistentes. Conclusão: Encontramos diferenças no acesso a alimentos saudáveis em São Paulo, favorecendo as regiões da cidade de níveis socioeconômicos médio e alto. Aspectos do ambiente alimentar foram associados ao consumo de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas. Políticas públicas e intervenções com o objetivo de diminuir as desigualdades de acesso da população a alimentos saudáveis devem considerar o impacto de aspectos do ambiente alimentar disponibilidade, preço, variedade e qualidade de alimentos saudáveis e não saudáveis
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Objetivos: O estudo apresenta três objetivos: (1) propor e avaliar a confiabilidade de instrumentos de avaliação do microambiente alimentar urbano adaptado ao contexto do Município de São Paulo, (2) investigar se o acesso a alimentos varia de acordo com o nível socioeconômico da vizinhança, após ajustes para o tipo de estabelecimento, e (3) estudar a associação entre o ambiente alimentar local e o consumo de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas dentre amostra da população adulta do município de São Paulo. Métodos: Estudo transversal conduzido em 2010-2011 em 52 setores censitários do Município de São Paulo selecionados de acordo com o nível socioeconômico e densidade de equipamentos de comercialização de alimentos. Dois instrumentos de avaliação do microambiente alimentar foram desenvolvidos e tiveram suas confiabilidades inter- e intra-avaliador testadas: (1) ESAO-s instrumento de avaliação de estabelecimentos de comercialização de alimentos para consumo no domicílio; e (2) ESAO-r instrumento de avaliação de estabelecimentos de comercialização de alimentos para consumo imediato. O acesso a alimentos saudáveis foi medido a partir de índices que resumiram as medidas coletadas acerca da disponibilidade, variedade e promoção de alimentos. Associações entre o nível de educação da vizinhança e o acesso a alimentos foram testadas com modelos de regressão multinível. Dados coletados em amostra de 1842 adultos residentes nos mesmos setores censitários acerca do consumo regular ( 5 vezes/semana) de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas foram utilizados em modelos multinível de regressão logística com o intuito de estudar as associações entre características do micro- e macro-ambiente alimentar e o consumo de tais alimentos. Para cada participante, disponibilidade, variedade, qualidade, preço e promoção/propaganda de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas foram medidos em todos os estabelecimentos de comercialização de alimentos no setor censitário de residência e em todos os estabelecimentos de comercialização de alimentos em um raio de 1,6 km da residência. Resultados: Os instrumentos foram considerados confiáveis, com coeficientes de kappa para as medidas intra e inter-avaliadores variando de 0,55 a 0,95. Eles também foram capazes de discriminar diferentes tipos de estabelecimentos. Supermercados e feiras-livres, mercados municipais e sacolões apresentaram maior disponibilidade de alimentos saudáveis do que pequenos mercados de bairro. Estabelecimentos de comercialização de alimentos localizados em bairros de maior nível socioeconômico apresentaram um maior número de opções saudáveis, quando comparados a estabelecimentos similares, mas localizados em áreas de menor nível de educação. Após ajustes para medidas individuais de sexo, idade, educação e renda, preços altos de bebidas açucaradas em regiões mais pobres da cidade foram associados a uma menor chance de consumi-las (OR=0,58;IC95%=0,34;0,97); enquanto a associação foi inversa nos bairros mais ricos da cidade (OR=2,33;IC95%=1,12;4,84). Associações significativas entre a disponibilidade e consumo de frutas foram mostradas para três diferentes medidas disponibilidade de frutas próximo à residência; presença de pelo menos um estabelecimento que comercializasse frutas, mesmo que com baixa variedade; e residir em uma área no último quartil do índice de acesso a alimentos saudáveis HFSI. Associações entre medidas de acesso e consumo de hortaliças foram menos consistentes. Conclusão: Encontramos diferenças no acesso a alimentos saudáveis em São Paulo, favorecendo as regiões da cidade de níveis socioeconômicos médio e alto. Aspectos do ambiente alimentar foram associados ao consumo de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas. Políticas públicas e intervenções com o objetivo de diminuir as desigualdades de acesso da população a alimentos saudáveis devem considerar o impacto de aspectos do ambiente alimentar disponibilidade, preço, variedade e qualidade de alimentos saudáveis e não saudáveisIntroduction: Previous studies carried out in different settings have shown that access to healthy foods and diet patterns vary across neighborhoods, contributing to already present health disparities within urban settings. Objectives: This study comprises three objectives: (1) to develop and examine the reliability of two observational tools to measure the availability, variety, quality, pricing, and signage/promotion of healthy and unhealthy foods in retail food stores, specialized fruits and vegetables (FV) markets/stores, open-air food markets, and restaurants; (2) to examine whether food access varies across neighborhoods of different socioeconomic statuses, adjusted by store types; and (3) to examine the relationships between the neighborhood food environment and the consumption of fruits, vegetables, and sugar-sweetened beverages (SSB) among an adult sample from the city of Sao Paulo, Brazil. Methods: Cross-sectional study conducted in 2010-2011 across 52 census tracts in Sao Paulo city. We selected tracts according to socioeconomic characteristics and density of retail food stores and fast food restaurants. Two comprehensive microlevel food environment tools were developed and had their inter-rater and test-retest reliability tested: (1) ESAO-s to assess retail food stores and open-air food markets; and (2) ESAO-r to assess all types of restaurants. Food access was measured as the availability, variety, and promotion/signage of healthy and unhealthy foods, and was summarized into two indexes developed for retail food stores and restaurants. Multilevel models were used to examine associations of store type and neighborhood characteristics with food access indexes. Data on food intake of 1842 adults from the same sampled 52 different census tracts were collected. For each participant, the availability, variety, quality, price, and promotion/signage of fruits, vegetables, and SSB were directly assessed in all food stores/restaurants within 1.6 km of their residence. Multilevel logistic regression models were used to examine the associations of consumption of fruits 5 days/week, vegetables 5 days/week, and SSB 5 days/week with stores density and fresh fruits, vegetables, and SSB in-store measures. Results: Tools were reliable and able to discriminate across store types. Kappa coefficients varied from 0.55 to 0.95. Supermarkets and FV specialized stores/markets had a higher availability of healthy foods than corner stores/local grocery stores. Fast-food restaurants, bars and, corner stores were more likely to be located in low socioeconomic level neighborhoods, though supermarkets and FV specialized markets/stores were more likely to be located in neighborhoods in the 2 tertile of education. Multilevel analyses showed that supermarkets and full-service restaurants carried more healthy items adjusted for local and surrounding education levels. Stores with better food access, regardless of the type, were more likely to be found in high socioeconomic status neighborhoods. After adjustment for age, gender, income, and education, a higher price of SSB in low-income neighborhoods was associated with a lower odds of consuming SSB (OR=0.58;95%CI=0.34,0.97), whereas for those living in a high-income neighborhood, an inverse pattern was found (OR=2.33;IC95%=1.12,4.84). A positive association between fruit availability and consumption was consistent and significant using three different measures of neighborhood fruit availability. Living near retail food stores in the upper HFSI quartile increased in 52% the odds of consuming fruits (OR=1.52;95%CI=1.03,2.26). We observed less consistent associations for vegetables. Conclusion: We found differences in the accessibility of healthy foods in Sao Paulo, favoring middle and high socioeconomic status neighborhoods. Our findings suggest that the neighborhood food environment influences fruit, vegetable, and SSB consumption. Policies and interventions aimed at reducing disparities in food access in the city should consider characteristics of the food environment availability, price, variety, and quality of healthy and unhealthy foodsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJaime, Patrícia ConstanteDuran, Ana Clara da Fonseca Leitão2013-07-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-02102013-164136/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:37Zoai:teses.usp.br:tde-02102013-164136Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:37Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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