A distração por conversa na direção veicular de pessoas idosas : influência do envelhecimento e do sexo no desempenho e segurança

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ayama, Sergio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-22082025-140604/
Resumo: Introdução: Dirigir distraído envolve qualquer atividade que desvie a atenção do motorista, comprometendo seu desempenho e colocando em risco a segurança no trânsito. Objetivo: Analisar o efeito da conversa, como distração, no desempenho entre motoristas idosos, investigar a influência da idade, do sexo no tempo de frenagem, e identificar, via análise de cluster, preditores de acidente e os grupos mais vulneráveis. Métodos: Foram avaliados 101 motoristas de ambos os sexos: 51 pessoas idosas com média de idade de 69,5 (5,9) e 50 adultos com idade média de 33,38 (8,8). O tempo de frenagem foi avaliado em um simulador de direção veicular, o rastreio cognitivo pelo Mini Exame do Estado Mental e a mobilidade e equilíbrio postural pelo Timed-Up and Go Test com e sem tarefa cognitiva. Resultados: A conversa não alterou o tempo de frenagem, mas causou diminuição da velocidade no grupo de pessoas idosas (p = 0,011). Na comparação intergrupos, os motoristas idosos demoraram significantemente mais tempo para frear o carro com (p = 0,046) e sem (p < 0,001)) distrator e dirigem mais devagar reduzindo a velocidade com (p = 0,012) e sem (p = 0,003) distrator. Em relação ao sexo as mulheres apresentaram significantemente maior tempo de frenagem com (P < 0,001) e sem (p = 0,025). Na análise de cluster, 64 (63%) dos participantes foram agrupados no Cluster 1 e 37 (37%) no Cluster 2. Maior quantidade de motoristas idosos, menos escolarizados, TUG e tempo de frenagem maiores e velocidade menores (com e sem distrator) foram agrupados no Cluster 2. Conclusão: O envelhecimento e o sexo feminino influenciam negativamente o desempenho na direção, especialmente no tempo de frenagem. A presença de uma conversa, atuando como fator de distração, não alterou o tempo de frenagem, no entanto, esses motoristas demonstram uma estratégia compensatória ao reduzirem a velocidade, aumentando assim sua margem de segurança. O grupo com maior risco de acidentes, medidos por maior tempo de frenagem, é composto por pessoas mais velhas, com menor nível de escolaridade e mobilidade funcional reduzida, demoram mais tempo para frear o carro e dirigem mais lentamente, embora tenham mais tempo de direção veicular
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O tempo de frenagem foi avaliado em um simulador de direção veicular, o rastreio cognitivo pelo Mini Exame do Estado Mental e a mobilidade e equilíbrio postural pelo Timed-Up and Go Test com e sem tarefa cognitiva. Resultados: A conversa não alterou o tempo de frenagem, mas causou diminuição da velocidade no grupo de pessoas idosas (p = 0,011). Na comparação intergrupos, os motoristas idosos demoraram significantemente mais tempo para frear o carro com (p = 0,046) e sem (p < 0,001)) distrator e dirigem mais devagar reduzindo a velocidade com (p = 0,012) e sem (p = 0,003) distrator. Em relação ao sexo as mulheres apresentaram significantemente maior tempo de frenagem com (P < 0,001) e sem (p = 0,025). Na análise de cluster, 64 (63%) dos participantes foram agrupados no Cluster 1 e 37 (37%) no Cluster 2. Maior quantidade de motoristas idosos, menos escolarizados, TUG e tempo de frenagem maiores e velocidade menores (com e sem distrator) foram agrupados no Cluster 2. Conclusão: O envelhecimento e o sexo feminino influenciam negativamente o desempenho na direção, especialmente no tempo de frenagem. A presença de uma conversa, atuando como fator de distração, não alterou o tempo de frenagem, no entanto, esses motoristas demonstram uma estratégia compensatória ao reduzirem a velocidade, aumentando assim sua margem de segurança. O grupo com maior risco de acidentes, medidos por maior tempo de frenagem, é composto por pessoas mais velhas, com menor nível de escolaridade e mobilidade funcional reduzida, demoram mais tempo para frear o carro e dirigem mais lentamente, embora tenham mais tempo de direção veicularIntroduction: Distracted driving refers to any activity that diverts the drivers attention, compromising their performance and endangering road safety. Objective: To analyze the effect of conversation, as a distraction, on performance among elderly drivers, investigate the influence of age and gender on braking time, and identify, via cluster analysis, predictors of accidents and the most vulnerable groups. Methods: A total of 101 drivers of both sexes were evaluated: 51 elderly individuals with a mean age of 69.5 (5.9) and 50 adults with a mean age of 33.38 (8.8). Braking time was assessed using a driving simulator, cognitive screening was conducted using the Mini-Mental State Examination, and mobility and postural balance were measured by the Timed-Up and Go Test (TUG) with and without a cognitive task. Results: Conversations did not alter braking time but led to reduced speed in the elderly group (p = 0.011). In the intergroup comparison, elderly drivers took significantly longer to brake both with (p = 0.046) and without (p < 0.001) a distractor and reduced their speed both with (p = 0.012) and without (p = 0.003) a distractor. Regarding sex, women showed significantly longer braking times with (p < 0.001) and without (p = 0.025) a distractor. In the cluster analysis, 64 participants (63%) were grouped in Cluster 1, and 37 (37%) in Cluster 2. A higher number of elderly drivers, lower educational levels, higher TUG times, longer braking times, and slower speeds (with and without distractors) were grouped in Cluster 2. Conclusion: Aging and female sex negatively affect driving performance, especially braking time. While conversations did not impact braking time, elderly drivers adopted a compensatory strategy by reducing their speed, thus increasing their safety margin. The group at higher risk for accidents, as indicated by longer braking times, consists of older individuals with lower educational levels and reduced functional mobility. They take longer to brake and drive more slowly, despite having more driving experienceBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAlonso, Angelica CastilhoAyama, Sergio2025-04-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-22082025-140604/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-02T15:27:01Zoai:teses.usp.br:tde-22082025-140604Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-02T15:27:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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