Maus tratos e o desenvolvimento do Hipocampo ao longo da infância e adolescência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Doretto, Victoria Fogaça
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
MRI
RNM
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-08042025-165515/
Resumo: OBJETIVO: Estudos prévios de neuroimagem sugerem que os maus-tratos na infância estão associados ao volume alterado do hipocampo. No entanto, estudos longitudinais são escassos atualmente, dificultando a determinação de como as alterações no volume do hipocampo evoluem ao longo do tempo. MÉTODO: Neste estudo longitudinal, uma amostra comunitária de 795 participantes foi submetida a ressonância magnética de crânio (RNM) em três ondas, abrangendo idades de 6 a 21 anos. Os maus-tratos na infância foram avaliados por meio de relatos dos pais e autorrelatos das crianças na linha de base (6 a 12 anos). Modelos mistos foram aplicados para examinar a relação entre maus-tratos e volume do hipocampo ao longo do tempo. Além disso, investigamos o impacto do transtorno depressivo maior (TDM) e fatores genéticos na relação entre maus-tratos e hipocampo. RESULTADOS: O termo quadrático de idade foi significativamente associado ao desenvolvimento do volume do hipocampo direito e esquerdo. A alta exposição aos maus-tratos na infância foi associada à redução do volume do hipocampo direito e ao volume reduzido persistente ao longo da adolescência. Criticamente, a relação entre maus-tratos na infância e redução do volume do hipocampo direito permaneceu significativa após o ajuste para a presença de TDM durante a infância e adolescência e escores de risco poligênico do volume do hipocampo. As interações de tempo por CM e sexo por CM não foram estatisticamente significativas. CONCLUSÃO: Este estudo demonstra que os maus-tratos na infância estão associados à redução persistente do volume do hipocampo em crianças e adolescentes, mesmo após o ajuste para a presença de transtorno depressivo maior e determinantes genéticos da estrutura do hipocampo
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