Labareda, teu nome é mulher: análise etnopsicológica do feminino à luz de pombagiras.
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-18012011-111738/ |
Resumo: | Na história das mulheres do ocidente, os corpos femininos, regidos e interpelados por normas que regulavam, sobretudo, sua sexualidade, foram compreendidos em pares de oposição: as mães e as prostitutas, as santas e as satanizadas. A umbanda, religião afro-brasileira detentora da capacidade de acolher os discursos e práticas da sociedade brasileira, incluiu essa dualidade em sua religiosidade, mas de maneira peculiar: a pombagira foi corporificada na figura de uma prostituta sagrada e passou a ser cultuada em lugar de destaque por seus fieis. A partir de trabalho de campo em terreiros de umbanda do estado de São Paulo, foram realizadas entrevistas com médiuns, pais e mães-de-santo, bem como com as próprias pombagiras incorporadas para compreender os sentidos associados ao culto das pombagiras. A análise dos dados contou com a combinação do método etnográfico a uma escuta psicanalítica lacaniana para investigar a participação da pombagira na vida dos adeptos da religião. O trabalho apresenta como, na interação com a pombagira, o ser mulher é associado à sedução, à força, à beleza, ao sexo, ao desejo, à inteligência e, inclusive, à maternidade, integrando sentidos dissociados pelas dicotomias mencionadas. Por meio de uma narrativa atenta ao sensível e incluindo a vivência da própria pesquisadora na interação com os grupos pesquisados, o trabalho apresenta uma compreensão etnopsicológica de gênero ao dar ouvidos a sentidos que se elaboram no contexto umbandista, circulam socialmente e ressoam intimamente. |
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Labareda, teu nome é mulher: análise etnopsicológica do feminino à luz de pombagiras.Flame, your name is woman: ethnopsychological analysis of the feminine in the light of umbandas pombagira in Brazil.afrobrazilian culture.cultura afro-brasileiraethnopsychoanalysis womanEthnopsychologyetnopsicanáliseetnopsicologiafeminilidadefeminitygendergêneromulherpombagirapombagirapombogirapossessãopossessionumbandaumbandaNa história das mulheres do ocidente, os corpos femininos, regidos e interpelados por normas que regulavam, sobretudo, sua sexualidade, foram compreendidos em pares de oposição: as mães e as prostitutas, as santas e as satanizadas. A umbanda, religião afro-brasileira detentora da capacidade de acolher os discursos e práticas da sociedade brasileira, incluiu essa dualidade em sua religiosidade, mas de maneira peculiar: a pombagira foi corporificada na figura de uma prostituta sagrada e passou a ser cultuada em lugar de destaque por seus fieis. A partir de trabalho de campo em terreiros de umbanda do estado de São Paulo, foram realizadas entrevistas com médiuns, pais e mães-de-santo, bem como com as próprias pombagiras incorporadas para compreender os sentidos associados ao culto das pombagiras. A análise dos dados contou com a combinação do método etnográfico a uma escuta psicanalítica lacaniana para investigar a participação da pombagira na vida dos adeptos da religião. O trabalho apresenta como, na interação com a pombagira, o ser mulher é associado à sedução, à força, à beleza, ao sexo, ao desejo, à inteligência e, inclusive, à maternidade, integrando sentidos dissociados pelas dicotomias mencionadas. Por meio de uma narrativa atenta ao sensível e incluindo a vivência da própria pesquisadora na interação com os grupos pesquisados, o trabalho apresenta uma compreensão etnopsicológica de gênero ao dar ouvidos a sentidos que se elaboram no contexto umbandista, circulam socialmente e ressoam intimamente.In the history of the western women, female bodies, especially governed by their sexuality, were conceived in opposite pairs: the mothers and the prostitutes, the saints and the demoness. The umbanda, an afrobrazilian religion that holds the discourses and practices of Brazilian society, included this duality in its religiosity, but in a peculiar way: the pombagira is embodied in the figure of a sacred prostitute and is worshiped in prominent place by faithfuls of this religion. In umbandas terreiros in the state of São Paulo, we interviewed spiritualist mediuns as well as embodied pombagiras to understand the meanings associated with the cult of the pombagiras. The data were analyzed from a combination of the ethnographic method and the lacanian psychoanalytic listening to investigate how pombagiras participate in the life of the supporters of this religion. This work presents how, through the relationship with the pombagira, the woman being is associated with the seduction, the strength, the beauty, the sex, the desire, the intelligence and even the maternity, integrating the decoupled senses with the mentioned dichotomy. The pombagiras meanings produce senses that build the personal experiences of their faithfuls. Using a narrative that concerns the sensible and by the researchers experience in the relationship with the surveyed groups, this work presents an ethnopsychological comprehension of the gender and considers the senses that are elaborated in the umbanda and that circulate socially.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBairrao, Jose Francisco Miguel HenriquesSilva, Vagner Goncalves daBarros, Mariana Leal de2010-11-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-18012011-111738/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:26Zoai:teses.usp.br:tde-18012011-111738Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:26Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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