Estudo químico e fisico-químico da Mimosa hostilis Benth

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2000
Autor(a) principal: Araujo, Gilmar Trindade de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-09022026-114749/
Resumo: A Mimosa hostilis Benth é uma leguminosa de uso múltiplo, ocorrendo principalmente em regiões semiáridas, onde é conhecida como jurema preta. O presente trabalho descreve o estudo químico e físico-químico desta espécie, visando o aproveitamento integral de seus constituintes. A análise química imediata da madeira de Mimosa hostilis revelou teores de extrativos (12,7%), lignina (27,4%), holocelulose (57,2%) e cinzas (0,7%). Os extrativos foram analisados por cromatografia gasosa de alta resolução acoplada à espectrometria de massas (CG-EM), identificando-se a presença de ácidos graxos, esteróis e triterpenos. O estudo da polpação Kraft da madeira mostrou que a espécie é apta para a produção de celulose, com rendimentos de polpa de cerca de 45% e número Kappa variando entre 15 e 20. A cinética da desilignificação Kraft foi investigada, determinando-se os parâmetros cinéticos para as fases inicial, principal e residual. Os resultados indicaram que a energia de ativação para a fase principal é de aproximadamente 130 kJ/mol. Além disso, foram realizados estudos sobre o potencial de utilização da lignina residual e dos taninos presentes na casca, sugerindo aplicações tecnológicas para estes subprodutos no desenvolvimento de adesivos e outros materiais poliméricos.
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