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O que labirintos podem revelar sobre a arquitetura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Perrota Bosch, Francesco Bruno
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-03072024-081619/
Resumo: Esta não é uma tese sobre o labirinto como metáfora. Este é um doutorado sobre o labirinto como projeto. O interesse reside na investigação das intenções de se imaginar um labirinto, dos princípios contidos no projeto de um labirinto, dos propósitos de se construir um labirinto, da experiência de estar no interior de um labirinto. Para tanto, fez-se aqui uma genealogia das formas e dos significados dos labirintos ao longo de milênios. A tese está organizada em quatro partes, sendo a primeira delas dedicada aos personagens e às interpretações do mito grego do Labirinto de Creta. A segunda parte mostra como uma narrativa popular converteu-se em desenho por meio de moedas da Grécia Antiga, mosaicos romanos, pavimentos de pedra de catedrais medievais e até mapas venezianos. A terceira parte abarca o período dos séculos 15 ao 18, nos quais os labirintos de cercas vivas difundiram-se por jardins europeus, codificaram-se em tratados arquitetônicos e adquiriram sentidos contraditórios que convergiam na denominação \"labirinto do amor\". A quarta e última parte é o estudo de caso do labirinto verde do jardim da Villa Barbarigo, em Valsanzibio, na região do Vêneto, na Itália. A partir de uma pormenorizada cronologia sobre esse jardim, impõem-se as duas perguntas centrais: quem projetou o labirinto e quem encomendou o labirinto? Questionando o que se correlaciona a um bispo católico do Seiscentos que virou santo - São Gregório Barbarigo -, apresenta-se uma nova hipótese alicerçada em diversos documentos coletados em diferentes arquivos históricos venezianos: o labirinto de Valsanzibio como uma intervenção paisagística settecentesca, que não foi fruto do desejo ou encomenda de um clérigo, mas sim de duas mulheres - a mãe Caterina Sagredo Barbarigo e a filha Contarina Barbarigo. Cada parte deste trabalho acadêmico é ultimado por um ensaio em que se examina uma questão teórica atemporal extraída da pesquisa histórica do respectivo segmento: (1) de que modo a fábula mitológica não se petrificou em uma narrativa unívoca, mas se tornou uma fonte literária infinita; (2) como labirintos ajudam a compreender a conversão, na arquitetura, de uma intenção mental em imagem; (3) o porquê de labirintos desafiarem o paradigma cultural atual a respeito da prerrogativa do autor; (4) como a desorientação pode ser um objetivo do arquiteto. Não se pode esquecer que a mitologia grega indicou Dédalo como o primeiro arquiteto da humanidade. Qual foi sua obra-prima? Um labirinto. O que a arquitetura preservou de seu advento?
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A segunda parte mostra como uma narrativa popular converteu-se em desenho por meio de moedas da Grécia Antiga, mosaicos romanos, pavimentos de pedra de catedrais medievais e até mapas venezianos. A terceira parte abarca o período dos séculos 15 ao 18, nos quais os labirintos de cercas vivas difundiram-se por jardins europeus, codificaram-se em tratados arquitetônicos e adquiriram sentidos contraditórios que convergiam na denominação \"labirinto do amor\". A quarta e última parte é o estudo de caso do labirinto verde do jardim da Villa Barbarigo, em Valsanzibio, na região do Vêneto, na Itália. A partir de uma pormenorizada cronologia sobre esse jardim, impõem-se as duas perguntas centrais: quem projetou o labirinto e quem encomendou o labirinto? Questionando o que se correlaciona a um bispo católico do Seiscentos que virou santo - São Gregório Barbarigo -, apresenta-se uma nova hipótese alicerçada em diversos documentos coletados em diferentes arquivos históricos venezianos: o labirinto de Valsanzibio como uma intervenção paisagística settecentesca, que não foi fruto do desejo ou encomenda de um clérigo, mas sim de duas mulheres - a mãe Caterina Sagredo Barbarigo e a filha Contarina Barbarigo. Cada parte deste trabalho acadêmico é ultimado por um ensaio em que se examina uma questão teórica atemporal extraída da pesquisa histórica do respectivo segmento: (1) de que modo a fábula mitológica não se petrificou em uma narrativa unívoca, mas se tornou uma fonte literária infinita; (2) como labirintos ajudam a compreender a conversão, na arquitetura, de uma intenção mental em imagem; (3) o porquê de labirintos desafiarem o paradigma cultural atual a respeito da prerrogativa do autor; (4) como a desorientação pode ser um objetivo do arquiteto. Não se pode esquecer que a mitologia grega indicou Dédalo como o primeiro arquiteto da humanidade. Qual foi sua obra-prima? Um labirinto. O que a arquitetura preservou de seu advento?This is not a thesis about the labyrinth as a metaphor. This is a Ph. D. on the labyrinth as a design project. The interest lies in investigating the intentions of imagining a labyrinth, the principles contained in the design of a labyrinth, the purposes of building a labyrinth, the experience of being inside a labyrinth. Thats why a genealogy of the labyrinths by forms and meanings over millennia was created. The thesis is organized in four parts, the first of which is dedicated to the characters and interpretations of the mythological Labyrinth of Crete. The second part explain how a popular narrative became an illustration through Ancient Greek coins, Roman mosaics, stone pavements from medieval cathedrals and even Venetian maps. The third part covers the period from the 15th to the 18th centuries, in which hedge mazes spread throughout European gardens and were codified in architectural treatises, taking on contradictory meanings that converged in the name labyrinth of love. The fourth and final part is the case study of the green labyrinth at the garden of Villa Barbarigo, in Valsanzibio, in the Italian region of Veneto. From a detailed chronology of this garden, two central questions arise: who designed the labyrinth and who commissioned the labyrinth? Questioning its correlation with the 16th century Catholic bishop who became a saint Saint Gregorio Barbarigo , a new hypothesis is presented based on several documents collected in different Venetian historical archives: the labyrinth of Valsanzibio as a 17th century landscape intervention, which was not the result of the desire or order of a cleric, but of two women the mother Caterina Sagredo Barbarigo and the daughter Contarina Barbarigo. Each part of this academic thesis is completed by an essay that examines a timeless theoretical question drawn from the historical research of the respective segment: (1) how the mythological fable did not petrify itself into a univocal narrative, but became an infinite literary source; (2) how labyrinths help to understand the architectural conversion of a mental intention into an image; (3) why labyrinths challenge the current cultural paradigm regarding the author\'s prerogative; (4) how disorientation can be an architect\'s goal. It cannot be forgotten that Greek mythology indicated Daedalus as the first architect of humanity. What was his masterpiece? A labyrinth. What has architecture preserved from its advent?Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSpadoni, FranciscoPerrota Bosch, Francesco Bruno2024-06-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-03072024-081619/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-10T17:48:48Zoai:teses.usp.br:tde-03072024-081619Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-10T17:48:48Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description Esta não é uma tese sobre o labirinto como metáfora. Este é um doutorado sobre o labirinto como projeto. O interesse reside na investigação das intenções de se imaginar um labirinto, dos princípios contidos no projeto de um labirinto, dos propósitos de se construir um labirinto, da experiência de estar no interior de um labirinto. Para tanto, fez-se aqui uma genealogia das formas e dos significados dos labirintos ao longo de milênios. A tese está organizada em quatro partes, sendo a primeira delas dedicada aos personagens e às interpretações do mito grego do Labirinto de Creta. A segunda parte mostra como uma narrativa popular converteu-se em desenho por meio de moedas da Grécia Antiga, mosaicos romanos, pavimentos de pedra de catedrais medievais e até mapas venezianos. A terceira parte abarca o período dos séculos 15 ao 18, nos quais os labirintos de cercas vivas difundiram-se por jardins europeus, codificaram-se em tratados arquitetônicos e adquiriram sentidos contraditórios que convergiam na denominação \"labirinto do amor\". A quarta e última parte é o estudo de caso do labirinto verde do jardim da Villa Barbarigo, em Valsanzibio, na região do Vêneto, na Itália. A partir de uma pormenorizada cronologia sobre esse jardim, impõem-se as duas perguntas centrais: quem projetou o labirinto e quem encomendou o labirinto? Questionando o que se correlaciona a um bispo católico do Seiscentos que virou santo - São Gregório Barbarigo -, apresenta-se uma nova hipótese alicerçada em diversos documentos coletados em diferentes arquivos históricos venezianos: o labirinto de Valsanzibio como uma intervenção paisagística settecentesca, que não foi fruto do desejo ou encomenda de um clérigo, mas sim de duas mulheres - a mãe Caterina Sagredo Barbarigo e a filha Contarina Barbarigo. Cada parte deste trabalho acadêmico é ultimado por um ensaio em que se examina uma questão teórica atemporal extraída da pesquisa histórica do respectivo segmento: (1) de que modo a fábula mitológica não se petrificou em uma narrativa unívoca, mas se tornou uma fonte literária infinita; (2) como labirintos ajudam a compreender a conversão, na arquitetura, de uma intenção mental em imagem; (3) o porquê de labirintos desafiarem o paradigma cultural atual a respeito da prerrogativa do autor; (4) como a desorientação pode ser um objetivo do arquiteto. Não se pode esquecer que a mitologia grega indicou Dédalo como o primeiro arquiteto da humanidade. Qual foi sua obra-prima? Um labirinto. O que a arquitetura preservou de seu advento?
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