Avaliação de toxicidade aguda e crônica em águas do Rio Jundiaí e em afluentes e efluentes da ETE Novo Horizonte,Jundiaí, São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Nogueira Neto, Antonio Carlos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85131/tde-05112009-150922/
Resumo: A cidade de Jundiaí está localizada a aproximadamente 60 Km de São Paulo e tem uma população de 342.983 mil habitantes sendo que 94,37% residem na zona urbana. A cidade está inserida na bacia hidrográfica do Rio Jundiaí, rio que é formado a partir da confluência do Rio Jundiaizinho com o Ribeirão das Taipas e possui uma extensão de 123 quilômetros e sua foz está situada em Salto, na confluência do Rio Jundiaí com o Rio Tietê. Está é menor bacia hidrográfica do estado de São Paulo e também uma das mais industrializadas. A cidade de Jundiaí conta com a Estação de Tratamento de Esgotos Novo Horizonte (ETE Jundiaí), que coleta 98% dos esgotos da cidade, trata 100% de todo esgoto coletado, com eficiência de remoção de 92% de carga orgânica, esgoto que depois do tratamento é lançado no Rio Jundiaí. O objetivo deste trabalho foi utilizar ensaios de toxicidade com organismos aquáticos para avaliar a carga tóxica que chega à ETE, bem como a eficiência do tratamento biológico e a influência da estação no seu entorno. Foram coletadas amostras em 6 pontos distintos; à montante da ETE (P1), na entrada da ETE (P2), na calha de distribuição das lagoas de aeração (P3), nas 2 saídas da ETE (P4 e P5) e à jusante da ETE (P6). As amostras de afluente da ETE foram mais tóxicas que os efluentes da ETE; já os resultados das amostras do rio não apresentaram diferença. Para Vibrio fischeri os valores de CE(i)50 variaram entre 2,23% e 9,39% para a calha de entrada das lagoas de aeração, enquanto que para Daphnia similis variaram entre 15,52% e 89,95%; para a entrada da ETE os valores variaram entre 4,63% e 8,31% para Vibrio fischeri , e 17,68% e não tóxico para Daphnia similis. Nas campanhas onde foram amostradas as saídas da ETE e águas do rio, os ensaios realizados com Vibrio fischeri apresentaram resultados entre 53,55% e não tóxico para águas do rio e 29,46% e não tóxico para o efluente da ETE, já para Daphnia similis, os resultados estão entre 55,92% e não tóxico para águas do rio e 70,97% e não tóxico para o efluente da ETE. Nos ensaios realizados com Ceriodaphnia dubia, a média de nascimentos para águas do rio esteve entre 4,60 e 15,00 enquanto que para o efluente da ETE esteve entre 4,50 e 10,35 para amostra bruta. Os resultados de toxicidade comprovam a eficiência da ETE na remoção de toxicidade porém outros parâmetros devem ser observados para se comprovar o impacto de seus efluentes sobre as águas do rio.
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spelling Avaliação de toxicidade aguda e crônica em águas do Rio Jundiaí e em afluentes e efluentes da ETE Novo Horizonte,Jundiaí, São PauloAcute and chronic toxicity evaluation at Jundiaí river, influent and effluent from Novo Horizonte Wastewater Treatment Plant (NHWWP), Jundiaí, São PauloDaphnia similisDaphnia similisEcotoxicologiaEcotoxicologiaETE Novo HorizoneETE Novo HorizonteRio JundiaíRio JundiaíVibrio fischeri.Vibrio fischeri.A cidade de Jundiaí está localizada a aproximadamente 60 Km de São Paulo e tem uma população de 342.983 mil habitantes sendo que 94,37% residem na zona urbana. A cidade está inserida na bacia hidrográfica do Rio Jundiaí, rio que é formado a partir da confluência do Rio Jundiaizinho com o Ribeirão das Taipas e possui uma extensão de 123 quilômetros e sua foz está situada em Salto, na confluência do Rio Jundiaí com o Rio Tietê. Está é menor bacia hidrográfica do estado de São Paulo e também uma das mais industrializadas. A cidade de Jundiaí conta com a Estação de Tratamento de Esgotos Novo Horizonte (ETE Jundiaí), que coleta 98% dos esgotos da cidade, trata 100% de todo esgoto coletado, com eficiência de remoção de 92% de carga orgânica, esgoto que depois do tratamento é lançado no Rio Jundiaí. O objetivo deste trabalho foi utilizar ensaios de toxicidade com organismos aquáticos para avaliar a carga tóxica que chega à ETE, bem como a eficiência do tratamento biológico e a influência da estação no seu entorno. Foram coletadas amostras em 6 pontos distintos; à montante da ETE (P1), na entrada da ETE (P2), na calha de distribuição das lagoas de aeração (P3), nas 2 saídas da ETE (P4 e P5) e à jusante da ETE (P6). As amostras de afluente da ETE foram mais tóxicas que os efluentes da ETE; já os resultados das amostras do rio não apresentaram diferença. Para Vibrio fischeri os valores de CE(i)50 variaram entre 2,23% e 9,39% para a calha de entrada das lagoas de aeração, enquanto que para Daphnia similis variaram entre 15,52% e 89,95%; para a entrada da ETE os valores variaram entre 4,63% e 8,31% para Vibrio fischeri , e 17,68% e não tóxico para Daphnia similis. Nas campanhas onde foram amostradas as saídas da ETE e águas do rio, os ensaios realizados com Vibrio fischeri apresentaram resultados entre 53,55% e não tóxico para águas do rio e 29,46% e não tóxico para o efluente da ETE, já para Daphnia similis, os resultados estão entre 55,92% e não tóxico para águas do rio e 70,97% e não tóxico para o efluente da ETE. Nos ensaios realizados com Ceriodaphnia dubia, a média de nascimentos para águas do rio esteve entre 4,60 e 15,00 enquanto que para o efluente da ETE esteve entre 4,50 e 10,35 para amostra bruta. Os resultados de toxicidade comprovam a eficiência da ETE na remoção de toxicidade porém outros parâmetros devem ser observados para se comprovar o impacto de seus efluentes sobre as águas do rio.Jundiaí is located approximately 60 kilometers from São Paulo and has a population of 342,983 habitants which 94.37% lives in urban areas. Jundiaí is included in the Jundiaí River basin witch is formed from the confluence of River Jundiaizinho with Ribeirão das Taipas, it has a length of 123 kilometers and its mouth is located in Salto, at the confluence of Jundiaí River with Tietê River. This is the smaller basin of the state and also one of the most industrialized. Jundiaí has the Novo Horizonte Wastewater Treatment Plant (NHWWP) which collects 98% of the city sewage, and treats 100% of it, with the removal of organic load efficiency 92%, which waste is drainage in Jundiaí River. The present work used toxicity tests with aquatic organisms to assess the toxic effect that comes form the station, the efficiency of biological treatment, and the influence of the station on its surroundings. Samples were collected at 6 different points, the upstream of NHWWP (P1), the entry of NHWWP (P2), in the pipeline for distribution to the aeration lagoons (P3), in the 2 outputs (P4 and P5) and downstream of NHWWP (P6). The samples of the influents were more toxic than the effluent of NHWWP and the results from the river samples did not show difference. The effective toxic concentrations EC 50 ranged between 2.23% and 9.39% for Vibrio fischeri on the pipeline entry to and lagoons, and varied between 15.52% and 89.95% for Daphnia similis, for the NHWWP enter the values ranged between 4.63% and 8.31% for Vibrio fischeri, and 17.68% and not toxic to Daphnia similis. In campaigns where sampled the outputs of NHWWP and river waters, the tests with Vibrio fischeri performed between 53.55% and not toxic to the river water and 29.46% and not toxic to the effluent of NHWWP, for while to Daphnia similis, the results were between 55.92% and not toxic to the river water and 70.97% and not toxic to the effluent of ETE. In tests conducted with Ceriodaphnia dubia, the average of births for the river water was between 4.60 and 15.00 while for the effluent of NHWWP was between 4.50 and 10.35 for crude sample. The results show the efficiency of NHWWP in the removal of toxicity but other parameters should be observed to demonstrate the impact of their effluents on the River waters.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBorrely, Sueli IvoneNogueira Neto, Antonio Carlos2009-07-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85131/tde-05112009-150922/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:00Zoai:teses.usp.br:tde-05112009-150922Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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