Evidências e causas da desindustrialização brasileira de 2011 a 2016

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Batista, Alexandre Ricardo de Aragão
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12140/tde-10062025-112430/
Resumo: Este trabalho analisa a desindustrialização do Brasil no intervalo de 2011 a 2016, quando o governo brasileiro passou paulatinamente a enfrentar uma severa crise política, econômica e social, que culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A pesquisa buscou subsídios na literatura teórica acerca da desindustrialização que evidencia seus conceitos e elementos que a originam. Em seguida, buscou-se apreender os principais fatos, relatos e estudos inerentes à economia política da desindustrialização do período. Finalmente, realizou-se uma análise empírica para atender ao objetivo deste trabalho que é examinar o impacto das variáveis que possivelmente apresentaram relação de causa na desindustrialização do período. Para tanto, além da revisão literária, utilizou-se o método econométrico de dados em painéis com a aplicação do Métodos dos Momentos Generalizados (GMM). Pelas métricas tradicionais, verificou-se que o Brasil se desindustrializou tanto em relação ao Valor Adicionado quanto ao Emprego. Dos resultados econométricos, as variáveis relacionadas aos impostos, à participação das famílias e aos comércios de importação e exportação em relação à China não foram significantes no que diz respeito às variáveis dependentes. No entanto, há significância nas variáveis relacionadas à Abertura Comercial, aos Gastos do Governo em manufaturados nacionais, à Produtividade Industrial Relativa, à Demanda de Serviços no Consumo Intermediário Industrial, aos Investimentos manufatureiros, ao Câmbio Real e às defasagens de Valor Adicionado e de Emprego. Além disso, a presente tese apresenta as seguintes conclusões: i) Não obstante algumas medidas do Governo, estas se mostraram sem efeitos como a desoneração de impostos ou de baixo impacto como os gastos governamentais; ii) Há evidências de que a desindustrialização de 2011 a 2016 é multicausal; iii) As variáveis de impacto devem ser analisadas de uma perspectiva dinâmica, pois seus efeitos podem se inverter ao longo do tempo e mudar o diagnóstico da desindustrialização; e iv) As defasagens endógenas proveram fortes indícios estatísticos de que existe desindustrialização inercial
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Finalmente, realizou-se uma análise empírica para atender ao objetivo deste trabalho que é examinar o impacto das variáveis que possivelmente apresentaram relação de causa na desindustrialização do período. Para tanto, além da revisão literária, utilizou-se o método econométrico de dados em painéis com a aplicação do Métodos dos Momentos Generalizados (GMM). Pelas métricas tradicionais, verificou-se que o Brasil se desindustrializou tanto em relação ao Valor Adicionado quanto ao Emprego. Dos resultados econométricos, as variáveis relacionadas aos impostos, à participação das famílias e aos comércios de importação e exportação em relação à China não foram significantes no que diz respeito às variáveis dependentes. No entanto, há significância nas variáveis relacionadas à Abertura Comercial, aos Gastos do Governo em manufaturados nacionais, à Produtividade Industrial Relativa, à Demanda de Serviços no Consumo Intermediário Industrial, aos Investimentos manufatureiros, ao Câmbio Real e às defasagens de Valor Adicionado e de Emprego. Além disso, a presente tese apresenta as seguintes conclusões: i) Não obstante algumas medidas do Governo, estas se mostraram sem efeitos como a desoneração de impostos ou de baixo impacto como os gastos governamentais; ii) Há evidências de que a desindustrialização de 2011 a 2016 é multicausal; iii) As variáveis de impacto devem ser analisadas de uma perspectiva dinâmica, pois seus efeitos podem se inverter ao longo do tempo e mudar o diagnóstico da desindustrialização; e iv) As defasagens endógenas proveram fortes indícios estatísticos de que existe desindustrialização inercialThis paper analyzes the deindustrialization of Brazil from 2011 to 2016, when the Brazilian government gradually faced a severe political, economic, and social crisis that culminated in the impeachment of President Dilma Rousseff. The research sought support in the theoretical literature on deindustrialization that highlights its concepts and elements that give rise to it. Next, it sought to understand the main facts, reports, and studies inherent to the political economy of deindustrialization during the period. Finally, equipped with the theoretical and historical framework raised, an empirical analysis was carried out to meet the objective of this paper, which aimed to examine the impact of variables that possibly presented a causal relationship in the deindustrialization of the period. To this end, the econometric method of panel data was used with the application of the Generalized Method of Moments (GMM). Using traditional metrics, it was found that Brazil deindustrialized in relation to both Value Added and Employment. From the econometric results, the variables related to taxes, household participation and import and export trade in relation to China were not significant with respect to the dependent variables. However, there is significance in the variables related to Trade Openness, Government Spending on domestic manufacturing, Relative Industrial Productivity, Demand for Services in Industrial Intermediate Consumption, Manufacturing Investments, Real Exchange Rate and Value Added and Employment lags. In addition, this thesis presents the following conclusions: i) Despite some government measures, these have shown no effects such as tax relief or have low impact such as government spending; ii) There is evidence that deindustrialization from 2011 to 2016 is multi-causal; iii) The impact variables should be analyzed from a dynamic perspective, since their effects may reverse over time and change the diagnosis of deindustrialization; and iv) Endogenous lags provided strong statistical evidence that there is inertial deindustrializationBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGrandi, GuilhermeBatista, Alexandre Ricardo de Aragão2025-03-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12140/tde-10062025-112430/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-17T12:35:02Zoai:teses.usp.br:tde-10062025-112430Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-17T12:35:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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