Fatores condicionantes da gestão de custos interorganizacionais na cadeia de valor de hospitais privados no Brasil: uma abordagem à luz da Teoria da Contingência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Camacho, Reinaldo Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12136/tde-22012011-164307/
Resumo: Este estudo tem como objetivo investigar e identificar, sob a perspectiva da Teoria da Contingência, os fatores ou circunstâncias que favorecem ou inibem a prática da Gestão de Custos Interorganizacionais (GCI) por parte de hospitais privados no Brasil. Como estratégia de pesquisa, utilizou-se de levantamento, por meio de questionário estruturado, aplicado a uma população de 40 hospitais privados brasileiros. Os dados foram analisados basicamente por meio de recursos da estatística descritiva com cálculos de médias, desvios padrão, mediana, moda e distribuição de frequência. A pesquisa não identificou nenhum novo fator capaz de inibir ou favorecer a GCI que seja configurado como específico do setor hospitalar. Entretanto, alguns fatores condicionantes, reportados na literatura, não se aplicam ou não fazem sentido no setor hospitalar. A análise dos dados revelou que, sob a perspectiva dos hospitais pesquisados, os fatores tipo de cadeia, confiança dos planos de saúde e expectativa de divisão de benefícios econômicos com planos de saúde são inibidores da GCI. Todos os demais fatores investigados sob a mesma perspectiva podem ser considerados favoráveis à GCI. A pesquisa identificou algumas ações realizadas pelos hospitais junto a fornecedores e/ou planos de saúde que se configuram como práticas de GCI, a saber: compras consignadas, compras programadas, e empacotamento de serviços. No tocante à gestão de processos ou atividades, tais como cirurgias, processamento de roupas, esterilização de materiais, exames, etc., nenhuma evidência foi encontrada a respeito da GCI. Os achados permitem afirmar que os hospitais pesquisados confiam mais em seus fornecedores do que nas operadoras de planos de saúde. Em se tratando de cooperação para resolução dos problemas que surgem no dia a dia dos negócios, sob a ótica dos hospitais, os fornecedores estão mais dispostos a cooperar do que os planos de saúde. Os hospitais percebem também que os fornecedores estão mais dispostos a comprometer-se no sentido de manter o relacionamento por longo prazo do que os planos de saúde. No que diz respeito à divisão justa de benefícios econômicos advindos de uma possível parceria com foco na gestão conjunta de custos, na percepção dos hospitais, as expectativas maiores recaem sobre seus fornecedores. Os dados também demonstram que os hospitais percebem seu relacionamento com fornecedores mais estável e maduro do que o relacionamento com os planos de saúde. Corroborando evidências empíricas de pesquisas anteriores, os dados parecem apontar também para uma possível dependência financeira dos hospitais em relação às operadoras de planos de saúde.
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spelling Fatores condicionantes da gestão de custos interorganizacionais na cadeia de valor de hospitais privados no Brasil: uma abordagem à luz da Teoria da ContingênciaCondictioning factors of interorganizational cost management in value chain of private hospitals in Brazil: a approach from perspective of contingency theoryAdministração estratégica de custoContabilidade gerencialHospitais privadosManagement accountingPrivate hospitalsStrategic cost managementEste estudo tem como objetivo investigar e identificar, sob a perspectiva da Teoria da Contingência, os fatores ou circunstâncias que favorecem ou inibem a prática da Gestão de Custos Interorganizacionais (GCI) por parte de hospitais privados no Brasil. Como estratégia de pesquisa, utilizou-se de levantamento, por meio de questionário estruturado, aplicado a uma população de 40 hospitais privados brasileiros. Os dados foram analisados basicamente por meio de recursos da estatística descritiva com cálculos de médias, desvios padrão, mediana, moda e distribuição de frequência. A pesquisa não identificou nenhum novo fator capaz de inibir ou favorecer a GCI que seja configurado como específico do setor hospitalar. Entretanto, alguns fatores condicionantes, reportados na literatura, não se aplicam ou não fazem sentido no setor hospitalar. A análise dos dados revelou que, sob a perspectiva dos hospitais pesquisados, os fatores tipo de cadeia, confiança dos planos de saúde e expectativa de divisão de benefícios econômicos com planos de saúde são inibidores da GCI. Todos os demais fatores investigados sob a mesma perspectiva podem ser considerados favoráveis à GCI. A pesquisa identificou algumas ações realizadas pelos hospitais junto a fornecedores e/ou planos de saúde que se configuram como práticas de GCI, a saber: compras consignadas, compras programadas, e empacotamento de serviços. No tocante à gestão de processos ou atividades, tais como cirurgias, processamento de roupas, esterilização de materiais, exames, etc., nenhuma evidência foi encontrada a respeito da GCI. Os achados permitem afirmar que os hospitais pesquisados confiam mais em seus fornecedores do que nas operadoras de planos de saúde. Em se tratando de cooperação para resolução dos problemas que surgem no dia a dia dos negócios, sob a ótica dos hospitais, os fornecedores estão mais dispostos a cooperar do que os planos de saúde. Os hospitais percebem também que os fornecedores estão mais dispostos a comprometer-se no sentido de manter o relacionamento por longo prazo do que os planos de saúde. No que diz respeito à divisão justa de benefícios econômicos advindos de uma possível parceria com foco na gestão conjunta de custos, na percepção dos hospitais, as expectativas maiores recaem sobre seus fornecedores. Os dados também demonstram que os hospitais percebem seu relacionamento com fornecedores mais estável e maduro do que o relacionamento com os planos de saúde. Corroborando evidências empíricas de pesquisas anteriores, os dados parecem apontar também para uma possível dependência financeira dos hospitais em relação às operadoras de planos de saúde.This study aims to investigate and identify, from the perspective of Contingency Theory, the factors or circumstances that encourage or inhibit the practice of Interorganizational Cost Management (ICM) by private hospitals in Brazil. As a research strategy was used to survey through structured questionnaire applied to a population of 40 private hospitals in Brazil. Data were analyzed primarily through descriptive statistics resources with averages, standard deviations, median, mode and frequency distribution. The research has not identified a new factor that could inhibit or encourage the ICM that is configured as a specific hospital sector. However, some conditioning factors, as reported in the literature, do not apply or do not make sense in the hospital sector. Data analysis revealed that, from the perspective of the hospitals surveyed, the factors \'type of chain,\' \'trust of health plans\' and \'expectation of sharing economic benefits with health plans\' are inhibitors of ICM. All other factors investigated under the same perspective can be considered favorable to the ICM. The research identified some actions taken by hospitals with suppliers and / or health plans that constitute ICM practices, namely consignment purchase, planned purchases, and packaging services. Regarding the management of processes or activities such as surgeries, laundry, sterilization of materials, examinations, etc., no evidence was found regarding the ICM. The findings show that hospitals surveyed rely more on their suppliers than in the health plan operators. From the perspective of hospitals, considering cooperation as way to solve the problems that arise on day-to-day business, suppliers are more willing to cooperate than the health plans. Hospitals also realize that suppliers are more willing to \'engage\' in order to maintain the relationship for the long-term than the health plans. With regard to the equitable sharing of economic benefits arising from a possible partnership with a focus on joint management of costs, the perception of hospitals, greater expectations weigh on their suppliers. The data also show that hospitals notice that their relationship with suppliers more stable and mature than the relationship with health plans. Corroborating empirical evidence from previous research, the data seem to indicate to a possible financial dependence of the hospitals on the operators of health plans.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRocha, WelingtonCamacho, Reinaldo Rodrigues2010-12-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12136/tde-22012011-164307/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:28Zoai:teses.usp.br:tde-22012011-164307Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:28Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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