| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Direito de Ribeirão Preto |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-08052026-075541/ |
Resumo: | A presente dissertação analisa criticamente o fenômeno da violência religiosa no Brasil contemporâneo, com ênfase nas religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. O estudo adota uma metodologia interdisciplinar, aliando teoria jurídico-filosófica, revisão normativa, análise de dados empíricos e observações etnográficas. Partindo de uma conceituação ampliada de violência religiosa que integra suas dimensões direta, simbólica e estrutural , investiga-se como o Estado brasileiro, sob o pretexto da laicidade inclusiva, tem sido omisso ou cúmplice na reprodução do racismo religioso contra as religiões de matriz africana e, também, da violência religiosa em sentido amplo. A pesquisa utiliza dados do Disque 100 e observações de campo realizadas em municípios do interior paulista, revelando padrões de subnotificação, marginalização simbólica e estigmatização das práticas afro-brasileiras. O trabalho também examina decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal, evidenciando a distância entre a proteção formal da liberdade religiosa e sua efetividade para grupos historicamente minorizados. Nossos resultados sugerem que o Brasil, em termos gerais, falha em garantir materialmente a liberdade religiosa para as religiões de matriz africana em todas as dimensões e âmbitos, tanto no espaço público quanto no privado, sendo possível identificar falhas em todas as esferas da federação e nos três poderes, além de demais players (atores) relevantes, como as organizações religiosas da sociedade civil, entre outras. Como referência para o enfrentamento do problema, são indicadas experiências internacionais como o Processo de Istambul da ONU e as diretrizes da União Europeia bem como políticas públicas nacionais inovadoras, como as Casas SP Afro e observatórios estaduais e municipais, que podem inspirar estratégias futuras de combate à violência religiosa e promoção da liberdade religiosa de forma equitativa para as religiões de matriz africana. |
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Violencia Religiosa no Brasil Contemporaneo: caminhos para garantir a liberdade religiosa as religioes de matriz africanaReligious Violence in Contemporary Brazil: pathways to ensure religious freedom for Afro-Brazilian religions.Barlow, Victor LuchesiBeçak, Rubensviolência religiosaracismo religiosopolíticas públicaspluralismo.liberdade religiosaDisque 100religiões de matriz africanareligious racismreligious freedomreligious violencepublic policiespluralism.Afro-Brazilian religionsA presente dissertação analisa criticamente o fenômeno da violência religiosa no Brasil contemporâneo, com ênfase nas religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. O estudo adota uma metodologia interdisciplinar, aliando teoria jurídico-filosófica, revisão normativa, análise de dados empíricos e observações etnográficas. Partindo de uma conceituação ampliada de violência religiosa que integra suas dimensões direta, simbólica e estrutural , investiga-se como o Estado brasileiro, sob o pretexto da laicidade inclusiva, tem sido omisso ou cúmplice na reprodução do racismo religioso contra as religiões de matriz africana e, também, da violência religiosa em sentido amplo. A pesquisa utiliza dados do Disque 100 e observações de campo realizadas em municípios do interior paulista, revelando padrões de subnotificação, marginalização simbólica e estigmatização das práticas afro-brasileiras. O trabalho também examina decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal, evidenciando a distância entre a proteção formal da liberdade religiosa e sua efetividade para grupos historicamente minorizados. Nossos resultados sugerem que o Brasil, em termos gerais, falha em garantir materialmente a liberdade religiosa para as religiões de matriz africana em todas as dimensões e âmbitos, tanto no espaço público quanto no privado, sendo possível identificar falhas em todas as esferas da federação e nos três poderes, além de demais players (atores) relevantes, como as organizações religiosas da sociedade civil, entre outras. Como referência para o enfrentamento do problema, são indicadas experiências internacionais como o Processo de Istambul da ONU e as diretrizes da União Europeia bem como políticas públicas nacionais inovadoras, como as Casas SP Afro e observatórios estaduais e municipais, que podem inspirar estratégias futuras de combate à violência religiosa e promoção da liberdade religiosa de forma equitativa para as religiões de matriz africana.The present research critically examines the phenomenon of religious violence in modern-day Brazil, with a particular focus on African religions such as Candomblé and Umbanda. Our approach consisted of an interdisciplinary methodology combining legal-philosophical theory, normative review, empirical data analysis, and ethnographic observation. We engage with a broad concept of religious violence that encompasses direct, symbolic, and structural dimensions, exploring how the Brazilian state, under the guise of inclusive secularism, has been complicit or negligent in the growth and spread of religious racism and religious violence in general, especially against African religions. Drawing on data from the Disque 100 platform and fieldwork in municipalities in São Paulo state, the study identifies patterns of underreporting, symbolic marginalization, and the stigmatization of Afro-Brazilian religious practices. It also analyzes landmark Supreme Federal Court decisions, highlighting the contradiction between formal guarantees of religious freedom and their practical effectiveness for historically minoritized groups. Our findings suggest that Brazil comprehensively fails to ensure material religious freedom for African religions across all societal dimensions and governance levels, including the three branches of government and key civil society players. As references for addressing this problem, we examine international experiences such as the UN Istanbul Process and European Union guidelines, alongside innovative national initiatives like São Paulos Casas Afro and municipal observatories, which may inspire future strategies to combat religious violence and promote equitable religious freedom for Afro-Brazilian communities.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Direito de Ribeirão Preto2026-05-122026-05-12T13:33:03Z2025-11-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-08052026-075541/10.11606/D.107.2025.tde-08052026-075541tde-08052026-075541Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPMestradomastersUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-12T13:33:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-08052026-075541 |
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