Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Renata Ferreira Sena Gonçalves
Orientador(a): Ana Luiza Vilela Borges
Banca de defesa: Christiane Borges do Nascimento Chofakian, Regina Maria Mac Dowell de Figueiredo, Elizabeth Fujimori
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Enfermagem
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Link de acesso: https://doi.org/10.11606/D.7.2019.tde-12122019-170714
Resumo: Introdução: A anticoncepção de emergência (pílula de levonorgestrel) é a única opção contraceptiva para prevenir a gravidez não desejada após relações sexuais desprotegidas, seja por falha ou não uso de métodos contraceptivos, ou em casos de violência sexual. Por essa razão, o acesso a este método é considerado parte dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e casais. Seu uso é relativamente frequente, principalmente no grupo mais favorecido socialmente. No entanto, pouco se sabe sobre o perfil de uso entre jovens e mulheres adultas, residentes em diferentes regiões do país, o que justifica a condução deste estudo. Objetivo: Analisar o uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de Unidades Básicas de Saúde dos municípios de São Paulo/SP, Aracaju/SE e Cuiabá/MT. Método: Estudo quantitativo, descritivo, do tipo transversal, com amostra probabilística de 2052 mulheres de 18 a 49 anos, usuárias das Unidades Básicas de Saúde de São Paulo/SP, Aracaju/SE e Cuiabá/MT, entrevistadas por meio de um instrumento estruturado com questões sobre características sóciodemográficas, história reprodutiva e uso da anticoncepção de emergência. As análises estatísticas foram realizadas por meio de números absolutos, proporções, teste de diferença entre duas proporções pelo qui-quadrado e regressão logística múltipla. Resultados: Pouco mais da metade das mulheres (56,8%) relatou ter usado anteriormente a anticoncepção de emergência. Os fatores associados ao uso anterior da anticoncepção de emergência foram a idade, entre 25 e 34 anos (OR=0,59; IC95%: 0,44-0,79), maior escolaridade (OR=2,63; IC95%: 1,76-3,94), mulheres que pertenciam ao grupo socioeconômico A e B (OR=1,92; IC95%: 1,27-2,90), que trabalhavam (OR=1,25; IC95%:1,00-1,57), e que tiveram mais parceiros sexuais (OR= 1,95; IC95%: 1,48-2,57). A maioria das mulheres que usava anteriormente pílula oral, injetável e preservativo masculino continuou usando o mesmo método após o uso da anticoncepção de emergência. Conclusão: O uso da anticoncepção de emergência foi frequente, mas não contribuiu para que as mulheres interrompessem ou trocassem o seu método contraceptivo regular.
id USP_cdb50e2a03e66f24335691a736b6f85b
oai_identifier_str oai:teses.usp.br:tde-12122019-170714
network_acronym_str USP
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository_id_str
spelling info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras Use of emergency contraception among women users of Basic Health Units in three brazilian capitals 2018-12-14Ana Luiza Vilela BorgesChristiane Borges do Nascimento ChofakianRegina Maria Mac Dowell de FigueiredoElizabeth FujimoriRenata Ferreira Sena GonçalvesUniversidade de São PauloEnfermagemUSPBR Anticoncepção pós-coital Enfermagem Family planning Nursing Planejamento familiar Postcoital contraception Saúde da Mulher Saúde Sexual e Reprodutiva Sexual and Reproductive Health Women\'s Health Introdução: A anticoncepção de emergência (pílula de levonorgestrel) é a única opção contraceptiva para prevenir a gravidez não desejada após relações sexuais desprotegidas, seja por falha ou não uso de métodos contraceptivos, ou em casos de violência sexual. Por essa razão, o acesso a este método é considerado parte dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e casais. Seu uso é relativamente frequente, principalmente no grupo mais favorecido socialmente. No entanto, pouco se sabe sobre o perfil de uso entre jovens e mulheres adultas, residentes em diferentes regiões do país, o que justifica a condução deste estudo. Objetivo: Analisar o uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de Unidades Básicas de Saúde dos municípios de São Paulo/SP, Aracaju/SE e Cuiabá/MT. Método: Estudo quantitativo, descritivo, do tipo transversal, com amostra probabilística de 2052 mulheres de 18 a 49 anos, usuárias das Unidades Básicas de Saúde de São Paulo/SP, Aracaju/SE e Cuiabá/MT, entrevistadas por meio de um instrumento estruturado com questões sobre características sóciodemográficas, história reprodutiva e uso da anticoncepção de emergência. As análises estatísticas foram realizadas por meio de números absolutos, proporções, teste de diferença entre duas proporções pelo qui-quadrado e regressão logística múltipla. Resultados: Pouco mais da metade das mulheres (56,8%) relatou ter usado anteriormente a anticoncepção de emergência. Os fatores associados ao uso anterior da anticoncepção de emergência foram a idade, entre 25 e 34 anos (OR=0,59; IC95%: 0,44-0,79), maior escolaridade (OR=2,63; IC95%: 1,76-3,94), mulheres que pertenciam ao grupo socioeconômico A e B (OR=1,92; IC95%: 1,27-2,90), que trabalhavam (OR=1,25; IC95%:1,00-1,57), e que tiveram mais parceiros sexuais (OR= 1,95; IC95%: 1,48-2,57). A maioria das mulheres que usava anteriormente pílula oral, injetável e preservativo masculino continuou usando o mesmo método após o uso da anticoncepção de emergência. Conclusão: O uso da anticoncepção de emergência foi frequente, mas não contribuiu para que as mulheres interrompessem ou trocassem o seu método contraceptivo regular. Introduction: Emergency contraception is considered the only existing contraceptive option to prevent unwanted pregnancies after having unprotected sex, due to failure to use contraceptive methods or sexual violence. For this reason, access to this method is considered part of the sexual and reproductive rights of women and couples. Its use is relatively frequent among young people and adolescents, especially in the most economic favorable group. However, little is known about the profile of contraception use among adult women from different regions of the country of Brazil Objective: To analyze the use of emergency contraception among women users of Basic Units of Health of three cities, São Paulo city, São Paulo state, Aracaju city, Sergipe state and Cuiabá city, Mato Grosso State. Methods: A quantitative study, descriptive, cross-sectional, with a random sample of 2052 women aged 18 to 49 years, users of basic health units in São Paulo, Aracaju and Cuiabá, interviewed through a structured document with questions about sociodemographic data and reproductive history and use of emergency contraception. Statistical analyzes were performed in the Stata 14.2, using absolute numbers, proportions, chi-square difference test and multiple logistic regression. Results: Just over half (56.8%) reported having used emergency contraception and 53.3% used some contraceptive method when they used it. In the multiple logistic regression analysis, the factors associated with the previous use of emergency contraception were: age (OR = 0.59, 95% CI: 0.44-0.79), schooling (OR = 1.75, 95% CI (OR = 1.26, 95% CI: 1.07-1.84), perform paid work (OR = 1.26, 95% CI: 1.01- (OR = 1.34, 95% CI: 1.00-1.80), the number of sexual partners (OR = 1.95, 95% CI: 1.48-2,57). The majority of women who previously used oral pill, injectable and male condom continued to the same method after using emergency contraception. Conclusion: The use of emergency contraception did not contribute to the interruption of women or their regular contraceptive method. https://doi.org/10.11606/D.7.2019.tde-12122019-170714info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2023-12-21T18:49:25Zoai:teses.usp.br:tde-12122019-170714Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-12-19T22:32:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
dc.title.pt.fl_str_mv Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Use of emergency contraception among women users of Basic Health Units in three brazilian capitals
title Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras
spellingShingle Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras
Renata Ferreira Sena Gonçalves
title_short Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras
title_full Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras
title_fullStr Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras
title_full_unstemmed Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras
title_sort Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras
author Renata Ferreira Sena Gonçalves
author_facet Renata Ferreira Sena Gonçalves
author_role author
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Ana Luiza Vilela Borges
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Christiane Borges do Nascimento Chofakian
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Regina Maria Mac Dowell de Figueiredo
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Elizabeth Fujimori
dc.contributor.author.fl_str_mv Renata Ferreira Sena Gonçalves
contributor_str_mv Ana Luiza Vilela Borges
Christiane Borges do Nascimento Chofakian
Regina Maria Mac Dowell de Figueiredo
Elizabeth Fujimori
description Introdução: A anticoncepção de emergência (pílula de levonorgestrel) é a única opção contraceptiva para prevenir a gravidez não desejada após relações sexuais desprotegidas, seja por falha ou não uso de métodos contraceptivos, ou em casos de violência sexual. Por essa razão, o acesso a este método é considerado parte dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e casais. Seu uso é relativamente frequente, principalmente no grupo mais favorecido socialmente. No entanto, pouco se sabe sobre o perfil de uso entre jovens e mulheres adultas, residentes em diferentes regiões do país, o que justifica a condução deste estudo. Objetivo: Analisar o uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de Unidades Básicas de Saúde dos municípios de São Paulo/SP, Aracaju/SE e Cuiabá/MT. Método: Estudo quantitativo, descritivo, do tipo transversal, com amostra probabilística de 2052 mulheres de 18 a 49 anos, usuárias das Unidades Básicas de Saúde de São Paulo/SP, Aracaju/SE e Cuiabá/MT, entrevistadas por meio de um instrumento estruturado com questões sobre características sóciodemográficas, história reprodutiva e uso da anticoncepção de emergência. As análises estatísticas foram realizadas por meio de números absolutos, proporções, teste de diferença entre duas proporções pelo qui-quadrado e regressão logística múltipla. Resultados: Pouco mais da metade das mulheres (56,8%) relatou ter usado anteriormente a anticoncepção de emergência. Os fatores associados ao uso anterior da anticoncepção de emergência foram a idade, entre 25 e 34 anos (OR=0,59; IC95%: 0,44-0,79), maior escolaridade (OR=2,63; IC95%: 1,76-3,94), mulheres que pertenciam ao grupo socioeconômico A e B (OR=1,92; IC95%: 1,27-2,90), que trabalhavam (OR=1,25; IC95%:1,00-1,57), e que tiveram mais parceiros sexuais (OR= 1,95; IC95%: 1,48-2,57). A maioria das mulheres que usava anteriormente pílula oral, injetável e preservativo masculino continuou usando o mesmo método após o uso da anticoncepção de emergência. Conclusão: O uso da anticoncepção de emergência foi frequente, mas não contribuiu para que as mulheres interrompessem ou trocassem o seu método contraceptivo regular.
publishDate 2018
dc.date.issued.fl_str_mv 2018-12-14
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://doi.org/10.11606/D.7.2019.tde-12122019-170714
url https://doi.org/10.11606/D.7.2019.tde-12122019-170714
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade de São Paulo
dc.publisher.program.fl_str_mv Enfermagem
dc.publisher.initials.fl_str_mv USP
dc.publisher.country.fl_str_mv BR
publisher.none.fl_str_mv Universidade de São Paulo
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
instname:Universidade de São Paulo (USP)
instacron:USP
instname_str Universidade de São Paulo (USP)
instacron_str USP
institution USP
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)
repository.mail.fl_str_mv virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br
_version_ 1786376785398595584