Vegetarianismo, qualidade da dieta e sustentabilidade alimentar entre estudantes universitários

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Hanusch, Flávia Daysa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-10022025-160806/
Resumo: O sistema alimentar é caracterizado pela interconexão entre elementos e atividades que envolve a produção, o processamento, a distribuição, o consumo e a gestão dos resíduos de alimentos. Atualmente, o sistema alimentar global falha em não prover alimentação saudável e em quantidades adequadas para toda a população, e exerce forte pressão nos ecossistemas ambientais. O consumo excessivo de carnes e a participação crescente de alimentos ultraprocessados no padrão alimentar contemporâneo são fatores que corroboram para esta problemática. Diante do quadro atual, com a produção de alimentos exercendo pressão para além dos limites planetários, e do desafio de alimentar cerca de 10 bilhões de pessoas com alimentação saudável e sustentável até 2050, é urgente que o padrão alimentar atual seja revisto. O consumidor final possui potencial para desempenhar um papel importante na mudança para um sistema alimentar mais sustentável, entretanto, existe carência de conhecimento e compreensão do conceito de sustentabilidade alimentar entre a população. Assim, o presente trabalho visa caracterizar o padrão alimentar e a percepção sobre alimentação sustentável entre os estudantes de graduação da Universidade de São Paulo (USP). Participaram do estudo 3680 alunos, que responderam ao questionário de pesquisa on-line, o qual foi enviado por e-mail a todos os estudantes de graduação matriculados na USP no ano de 2022. A maioria da amostra foi composta por mulheres, com alunos matriculados em cursos da área de exatas e com idade entre 19 e 23 anos. Verificou-se uma prevalência de 11,9% de vegetarianos, 3,5% de veganos e 84,6% de onívoros. O padrão alimentar foi associado com significância estatística com o estado nutricional, com a qualidade da dieta e com a percepção e a prática da alimentação sustentável. Percebeu-se maior prevalência de sobrepeso e obesidade entre os onívoros, melhor qualidade da dieta entre os vegetarianos e veganos, bem como maior percepção de alimentação sustentável entre os alunos que não consumiam carne. Mais de 80% dos veganos possuíam boa qualidade da dieta comparados com cerca de 30% dos onívoros. Percebeu-se que a renda familiar influencia na qualidade da dieta, uma vez que cerca de 25% dos estudantes com menor renda familiar tinham boa qualidade da dieta, em comparação com quase 40% dos estudantes com renda familiar maior. Estudantes com pior qualidade da dieta tiveram maior prevalência de baixo peso, sobrepeso, obesidade e sedentarismo. Ao passo que estudantes com melhor qualidade da dieta tinham mais familiaridade com o conceito e a prática da alimentação sustentável. A partir dos dados, pode-se concluir que há uma discrepância entre a qualidade da dieta, hábitos de estilo de vida, gênero, estado nutricional e a familiaridade com o conceito e a prática da sustentabilidade alimentar entre os onívoros, vegetarianos e veganos.
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Diante do quadro atual, com a produção de alimentos exercendo pressão para além dos limites planetários, e do desafio de alimentar cerca de 10 bilhões de pessoas com alimentação saudável e sustentável até 2050, é urgente que o padrão alimentar atual seja revisto. O consumidor final possui potencial para desempenhar um papel importante na mudança para um sistema alimentar mais sustentável, entretanto, existe carência de conhecimento e compreensão do conceito de sustentabilidade alimentar entre a população. Assim, o presente trabalho visa caracterizar o padrão alimentar e a percepção sobre alimentação sustentável entre os estudantes de graduação da Universidade de São Paulo (USP). Participaram do estudo 3680 alunos, que responderam ao questionário de pesquisa on-line, o qual foi enviado por e-mail a todos os estudantes de graduação matriculados na USP no ano de 2022. A maioria da amostra foi composta por mulheres, com alunos matriculados em cursos da área de exatas e com idade entre 19 e 23 anos. Verificou-se uma prevalência de 11,9% de vegetarianos, 3,5% de veganos e 84,6% de onívoros. O padrão alimentar foi associado com significância estatística com o estado nutricional, com a qualidade da dieta e com a percepção e a prática da alimentação sustentável. Percebeu-se maior prevalência de sobrepeso e obesidade entre os onívoros, melhor qualidade da dieta entre os vegetarianos e veganos, bem como maior percepção de alimentação sustentável entre os alunos que não consumiam carne. Mais de 80% dos veganos possuíam boa qualidade da dieta comparados com cerca de 30% dos onívoros. Percebeu-se que a renda familiar influencia na qualidade da dieta, uma vez que cerca de 25% dos estudantes com menor renda familiar tinham boa qualidade da dieta, em comparação com quase 40% dos estudantes com renda familiar maior. Estudantes com pior qualidade da dieta tiveram maior prevalência de baixo peso, sobrepeso, obesidade e sedentarismo. Ao passo que estudantes com melhor qualidade da dieta tinham mais familiaridade com o conceito e a prática da alimentação sustentável. A partir dos dados, pode-se concluir que há uma discrepância entre a qualidade da dieta, hábitos de estilo de vida, gênero, estado nutricional e a familiaridade com o conceito e a prática da sustentabilidade alimentar entre os onívoros, vegetarianos e veganos.The food system is characterized by the interconnection between elements and activities involving food production, processing, distribution, consumption, and waste management. Currently, the global food system fails to provide healthy and adequate food for the entire population, exerting strong pressure on environmental ecosystems. Excessive meat consumption and the increasing presence of ultra-processed foods in the contemporary diet are factors contributing to this issue. Given the current scenario, with food production exceeding planetary boundaries and the challenge of feeding about 10 billion people with healthy and sustainable food by 2050, it is urgent that the current dietary pattern be revised. The end consumer has the potential to play an important role in transitioning to a more sustainable food system; however, there is a lack of knowledge and understanding of the concept of sustainable diet among the population. Therefore, this study aims to characterize the dietary pattern and perception of sustainable eating among undergraduate students at the University of São Paulo (USP). A total of 3680 students participated in the study, responding to an online survey questionnaire sent via email to all undergraduate students enrolled at USP in 2022. The majority of the sample consisted of female, with students enrolled in exact sciences courses and aged between 19 and 23 years. A prevalence of 11.9% vegetarians, 3.5% vegans, and 84.6% omnivores was observed. Dietary pattern was statistically associated with nutritional status, diet quality, and perception and practice of sustainable eating. A higher prevalence of overweight and obesity was observed among omnivores, better diet quality among vegetarians and vegans, and greater perception of sustainable eating among students who did not consume meat. Over 80% of vegans had good diet quality compared to around 30% of omnivores. It was observed that family income influences diet quality, as about 25% of students from lower-income families had good diet quality, compared to nearly 40% of students from higher-income families. Students with poorer diet quality had a higher prevalence of underweight, overweight, obesity, and sedentary lifestyle, while students with better diet quality were more familiar with the concept and practice of sustainable eating. From the data, it can be concluded that there is a discrepancy between diet quality, lifestyle habits, gender, nutritional status, and familiarity with the concept and practice of food sustainability among omnivores, vegetarians, and vegans.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarvalho, Aline Martins deHanusch, Flávia Daysa2024-09-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-10022025-160806/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-10T18:13:02Zoai:teses.usp.br:tde-10022025-160806Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-10T18:13:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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