Questão agrária e campesinato no Assentamento Tarumã Mirim, Manaus-AM
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-24062025-110735/ |
Resumo: | A pesquisa investiga a comunidade Pau Rosa no Assentamento Tarumã Mirim, localizado na área rural de Manaus, Amazonas, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em 1992. Este assentamento, planejado como parte de uma política de reforma agrária para promover a ocupação ordenada do território, atender às demandas do mercado local e consolidar práticas de produção familiar, enfrenta hoje uma série de desafios que comprometem sua sustentabilidade socioeconômica e ambiental. Com base em métodos qualitativos, a investigação combina entrevistas semiestruturadas, análises documentais e mapeamento geográfico, explorando as dinâmicas territoriais, socioeconômicas e culturais que moldam o uso do solo e as práticas camponesas no assentamento. O estudo detalha o processo histórico de formação do assentamento e a transformação do território em um espaço complexo, marcado por contradições no uso da terra. Inicialmente, a ocupação foi incentivada como solução para integrar trabalhadores ao mercado e gerar subsistência por meio da agricultura familiar. No entanto, a precariedade da infraestrutura, o acesso desigual às políticas públicas e a ausência de assistência técnica dificultaram a consolidação dos objetivos propostos. Muitos camponeses enfrentaram limitações na produção e comercialização, o que levou ao abandono de lotes, sujeitos que passaram a adotar práticas de venda ilegal de terras e à adoção de atividades que degradam o meio ambiente, como a produção de carvão vegetal. Outro aspecto central da pesquisa é a crescente presença de novos sujeitos sociais, como empresários, especuladores imobiliários e indivíduos de classes médias urbanas, que adquiriram lotes originalmente destinados à agricultura familiar. Esses sujeitos transformaram o território em sítios de lazer, empreendimentos comerciais ou áreas de especulação imobiliária, aprofundando as desigualdades e desvirtuando os objetivos iniciais da reforma agrária. Essa dinâmica expõe a fragilidade da governança territorial e a insuficiência do INCRA e de outros órgãos públicos em garantir o uso social da terra. A pesquisa também explora as práticas e os saberes camponeses que ainda resistem no assentamento, destacando o uso tradicional de recursos naturais, a produção familiar como alternativas ao modo capitalista de exploração da terra. Tais práticas não apenas reforçam a identidade camponesa, mas também configuram formas de resistência frente aos desafios impostos pelas lacunas de ausência do Estado e pela pressão do mercado. A comunidade Pau Rosa do Assentamento Tarumã Mirim é um reflexo das contradições inerentes às políticas de reforma agrária no Brasil, especialmente na Amazônia. A pesquisa contribui para a compreensão das dinâmicas territoriais e dos conflitos socioeconômicos que emergem da interação entre práticas tradicionais, políticas públicas insuficientes e interesses do capital. Além disso, evidencia a importância de fortalecer o papel do Estado na promoção da justiça social e ambiental nos territórios da reforma agrária, propondo diretrizes para uma gestão mais eficiente e inclusiva do espaço agrário |
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Com base em métodos qualitativos, a investigação combina entrevistas semiestruturadas, análises documentais e mapeamento geográfico, explorando as dinâmicas territoriais, socioeconômicas e culturais que moldam o uso do solo e as práticas camponesas no assentamento. O estudo detalha o processo histórico de formação do assentamento e a transformação do território em um espaço complexo, marcado por contradições no uso da terra. Inicialmente, a ocupação foi incentivada como solução para integrar trabalhadores ao mercado e gerar subsistência por meio da agricultura familiar. No entanto, a precariedade da infraestrutura, o acesso desigual às políticas públicas e a ausência de assistência técnica dificultaram a consolidação dos objetivos propostos. Muitos camponeses enfrentaram limitações na produção e comercialização, o que levou ao abandono de lotes, sujeitos que passaram a adotar práticas de venda ilegal de terras e à adoção de atividades que degradam o meio ambiente, como a produção de carvão vegetal. Outro aspecto central da pesquisa é a crescente presença de novos sujeitos sociais, como empresários, especuladores imobiliários e indivíduos de classes médias urbanas, que adquiriram lotes originalmente destinados à agricultura familiar. Esses sujeitos transformaram o território em sítios de lazer, empreendimentos comerciais ou áreas de especulação imobiliária, aprofundando as desigualdades e desvirtuando os objetivos iniciais da reforma agrária. Essa dinâmica expõe a fragilidade da governança territorial e a insuficiência do INCRA e de outros órgãos públicos em garantir o uso social da terra. A pesquisa também explora as práticas e os saberes camponeses que ainda resistem no assentamento, destacando o uso tradicional de recursos naturais, a produção familiar como alternativas ao modo capitalista de exploração da terra. Tais práticas não apenas reforçam a identidade camponesa, mas também configuram formas de resistência frente aos desafios impostos pelas lacunas de ausência do Estado e pela pressão do mercado. A comunidade Pau Rosa do Assentamento Tarumã Mirim é um reflexo das contradições inerentes às políticas de reforma agrária no Brasil, especialmente na Amazônia. A pesquisa contribui para a compreensão das dinâmicas territoriais e dos conflitos socioeconômicos que emergem da interação entre práticas tradicionais, políticas públicas insuficientes e interesses do capital. Além disso, evidencia a importância de fortalecer o papel do Estado na promoção da justiça social e ambiental nos territórios da reforma agrária, propondo diretrizes para uma gestão mais eficiente e inclusiva do espaço agrárioThe research investigates the Pau Rosa community in the Tarumã Mirim Settlement, located in the rural area of Manaus, Amazonas, created by the National Institute of Colonization and Agrarian Reform (INCRA) in 1992. This settlement, planned as part of an agrarian reform policy to promote the organized occupation of the territory, meet local market demands, and consolidate family farming practices, now faces a series of challenges that compromise its socio-economic and environmental sustainability. Using qualitative methods, the investigation combines semi-structured interviews, documentary analyses, and geographic mapping to explore the territorial, socio-economic, and cultural dynamics shaping land use and peasant practices within the settlement. The study details the historical process of the settlement\'s formation and the transformation of the territory into a complex space marked by contradictions in land use. Initially, the occupation was encouraged as a solution to integrate workers into the market and generate subsistence through family farming. However, the precarious infrastructure, unequal access to public policies, and lack of technical assistance hindered the consolidation of the proposed objectives. Many peasants faced limitations in production and commercialization, which led to the abandonment of lots, individuals adopting illegal land sales practices, and engaging in environmentally degrading activities, such as charcoal production. Another central aspect of the research is the growing presence of new social actors, such as entrepreneurs, real estate speculators, and individuals from urban middle classes, who acquired lots originally intended for family farming. These actors transformed the territory into leisure sites, commercial enterprises, or areas for real estate speculation, deepening inequalities and diverting the initial goals of agrarian reform. This dynamic exposes the fragility of territorial governance and the insufficiency of INCRA and other public institutions in ensuring the social use of land. The research also explores the practices and knowledge of peasants that still resist within the settlement, emphasizing the traditional use of natural resources and family farming as alternatives to the capitalist mode of land exploitation. Such practices not only reinforce peasant identity but also represent forms of resistance against challenges posed by the absence of state support and market pressures. The Pau Rosa community in the Tarumã Mirim Settlement reflects the inherent contradictions of agrarian reform policies in Brazil, particularly in the Amazon. The research contributes to understanding the territorial dynamics and socio-economic conflicts arising from the interaction between traditional practices, insufficient public policies, and capital interests. Furthermore, it highlights the importance of strengthening the State\'s role in promoting social and environmental justice in agrarian reform territories, proposing guidelines for more efficient and inclusive management of agrarian spacesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarcos, Valeria deAmorim, Breno Campos2025-02-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-24062025-110735/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-24T14:11:02Zoai:teses.usp.br:tde-24062025-110735Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-24T14:11:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A pesquisa investiga a comunidade Pau Rosa no Assentamento Tarumã Mirim, localizado na área rural de Manaus, Amazonas, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em 1992. Este assentamento, planejado como parte de uma política de reforma agrária para promover a ocupação ordenada do território, atender às demandas do mercado local e consolidar práticas de produção familiar, enfrenta hoje uma série de desafios que comprometem sua sustentabilidade socioeconômica e ambiental. Com base em métodos qualitativos, a investigação combina entrevistas semiestruturadas, análises documentais e mapeamento geográfico, explorando as dinâmicas territoriais, socioeconômicas e culturais que moldam o uso do solo e as práticas camponesas no assentamento. O estudo detalha o processo histórico de formação do assentamento e a transformação do território em um espaço complexo, marcado por contradições no uso da terra. Inicialmente, a ocupação foi incentivada como solução para integrar trabalhadores ao mercado e gerar subsistência por meio da agricultura familiar. No entanto, a precariedade da infraestrutura, o acesso desigual às políticas públicas e a ausência de assistência técnica dificultaram a consolidação dos objetivos propostos. Muitos camponeses enfrentaram limitações na produção e comercialização, o que levou ao abandono de lotes, sujeitos que passaram a adotar práticas de venda ilegal de terras e à adoção de atividades que degradam o meio ambiente, como a produção de carvão vegetal. Outro aspecto central da pesquisa é a crescente presença de novos sujeitos sociais, como empresários, especuladores imobiliários e indivíduos de classes médias urbanas, que adquiriram lotes originalmente destinados à agricultura familiar. Esses sujeitos transformaram o território em sítios de lazer, empreendimentos comerciais ou áreas de especulação imobiliária, aprofundando as desigualdades e desvirtuando os objetivos iniciais da reforma agrária. Essa dinâmica expõe a fragilidade da governança territorial e a insuficiência do INCRA e de outros órgãos públicos em garantir o uso social da terra. A pesquisa também explora as práticas e os saberes camponeses que ainda resistem no assentamento, destacando o uso tradicional de recursos naturais, a produção familiar como alternativas ao modo capitalista de exploração da terra. Tais práticas não apenas reforçam a identidade camponesa, mas também configuram formas de resistência frente aos desafios impostos pelas lacunas de ausência do Estado e pela pressão do mercado. A comunidade Pau Rosa do Assentamento Tarumã Mirim é um reflexo das contradições inerentes às políticas de reforma agrária no Brasil, especialmente na Amazônia. A pesquisa contribui para a compreensão das dinâmicas territoriais e dos conflitos socioeconômicos que emergem da interação entre práticas tradicionais, políticas públicas insuficientes e interesses do capital. Além disso, evidencia a importância de fortalecer o papel do Estado na promoção da justiça social e ambiental nos territórios da reforma agrária, propondo diretrizes para uma gestão mais eficiente e inclusiva do espaço agrário |
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