Perfil de ativação de astrócitos do núcleo do trato solitário pelo glutamato e durante desafio hipoglicêmico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Marina Malerba de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
NTS
TTX
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-24062025-111138/
Resumo: Os astrócitos desempenham funções essenciais em várias respostas fisiológicas do sistema nervoso central (SNC). Eles estão próximos aos elementos pré e póssinápticos e detectam os neurotransmissores liberados que modulam a função neuronal, além de liberarem gliotransmissores. O núcleo do trato solitário (NTS) é uma região do tronco cerebral que recebe informações da periferia via o Trato Solitário (TS) e integra várias funções fisiológicas como os reflexos cardiovasculares, respiratórios, digestivos e metabólicos, além de estar relacionado à homeostase da glicose. Diversas evidências sugerem que os astrócitos modulam muitas dessas respostas. Embora o papel dos astrócitos na modulação dessas funções seja relativamente conhecido, como os astrócitos individuais do NTS respondem à neurotransmissão e à desafios hipoglicêmicos é menos compreendido. Sendo assim, investigamos como os astrócitos individuais do NTS subpostremal respondem ao glutamato, o neurotransmissor liberado pelos terminais presentes no TS, em fatias do tronco cerebral de camundongos, utilizando marcação com Fluo-4-AM, uma sonda fluorescente para o cálcio. Analisamos, também, a resposta dos astrócitos à exposição a uma solução com baixa concentração de glicose (0,5 mM), em fatias contendo o NTS subpostremal. Surpreendentemente, descobrimos que apenas uma pequena fração de astrócitos do NTS respondeu ao glutamato (500 µM) através de um aumento no cálcio citoplasmático, e que essa resposta foi fortemente inibida pelo bloqueio dos receptores glutamatérgicos ionotrópicos, AMPA/cainato, com DNQX (10µM), e pelo bloqueio do potencial de ação pela tetrodotoxina (TTX - 0,5 µM), sugerindo que o glutamato atua por meio de receptores ionotrópicos e que sua ação é amplificada pelo glutamato liberado de neurônios e talvez em adição à liberação de outros neurotransmissores. A depleção de estoques internos de cálcio com ácido ciclopiazônico (CPA - 10 µM) diminuiu fortemente o aumento do cálcio citosólico pelo glutamato, mostrando que o cálcio vem dos estoques intracelulares. Ainda, descobrimos que uma população de astrócitos respondeu com uma diminuição no cálcio citoplasmático, mais evidente quando o glutamato foi aplicado na presença de DNQX ou TTX. Frente a um desafio hipoglicêmico, os astrócitos apresentam heterogeneidade em relação às oscilações de cálcio citoplasmático, mostrando que cada célula é capaz de responder ao desafio de forma distinta, umas mais rapidamente queoutras. Porém, não observamos alterações nas oscilações de cálcio. Concluímos que os astrócitos do NTS não respondem ao glutamato extracelular igualmente e formam uma população heterogênea de células com uma gama diversificada de respostas ao glutamato e à baixas concentrações de glicose.
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Diversas evidências sugerem que os astrócitos modulam muitas dessas respostas. Embora o papel dos astrócitos na modulação dessas funções seja relativamente conhecido, como os astrócitos individuais do NTS respondem à neurotransmissão e à desafios hipoglicêmicos é menos compreendido. Sendo assim, investigamos como os astrócitos individuais do NTS subpostremal respondem ao glutamato, o neurotransmissor liberado pelos terminais presentes no TS, em fatias do tronco cerebral de camundongos, utilizando marcação com Fluo-4-AM, uma sonda fluorescente para o cálcio. Analisamos, também, a resposta dos astrócitos à exposição a uma solução com baixa concentração de glicose (0,5 mM), em fatias contendo o NTS subpostremal. Surpreendentemente, descobrimos que apenas uma pequena fração de astrócitos do NTS respondeu ao glutamato (500 µM) através de um aumento no cálcio citoplasmático, e que essa resposta foi fortemente inibida pelo bloqueio dos receptores glutamatérgicos ionotrópicos, AMPA/cainato, com DNQX (10µM), e pelo bloqueio do potencial de ação pela tetrodotoxina (TTX - 0,5 µM), sugerindo que o glutamato atua por meio de receptores ionotrópicos e que sua ação é amplificada pelo glutamato liberado de neurônios e talvez em adição à liberação de outros neurotransmissores. A depleção de estoques internos de cálcio com ácido ciclopiazônico (CPA - 10 µM) diminuiu fortemente o aumento do cálcio citosólico pelo glutamato, mostrando que o cálcio vem dos estoques intracelulares. Ainda, descobrimos que uma população de astrócitos respondeu com uma diminuição no cálcio citoplasmático, mais evidente quando o glutamato foi aplicado na presença de DNQX ou TTX. Frente a um desafio hipoglicêmico, os astrócitos apresentam heterogeneidade em relação às oscilações de cálcio citoplasmático, mostrando que cada célula é capaz de responder ao desafio de forma distinta, umas mais rapidamente queoutras. Porém, não observamos alterações nas oscilações de cálcio. Concluímos que os astrócitos do NTS não respondem ao glutamato extracelular igualmente e formam uma população heterogênea de células com uma gama diversificada de respostas ao glutamato e à baixas concentrações de glicose.Astrocytes play essential roles in various physiological responses of the central nervous system (CNS). They are located near pre- and postsynaptic elements and detect released neurotransmitters that modulate neuronal function, in addition to releasing gliotransmitters. The nucleus of the solitary tract (NTS) is a brainstem region that receives information from the periphery via the Solitary Tract (ST) and integrates several physiological functions, such as cardiovascular, respiratory, digestive, and metabolic reflexes, as well as being related to glucose homeostasis. Several pieces of evidence suggest that astrocytes modulate many of these responses. Although the role of astrocytes in modulating these functions is relatively well-known, how individual astrocytes in the NTS respond to neurotransmission and hypoglycemic challenges is less understood. Therefore, we investigated how individual astrocytes in the subpostremal NTS respond to glutamate, the neurotransmitter released by terminals present in the ST, in brainstem slices from mice, using Fluo-4-AM labeling, a fluorescent calcium probe. We also analyzed the astrocytes\'s response to exposure to a low-glucose solution (0.5 mM) in slices containing the subpostremal NTS. Surprisingly, we found that only a small fraction of NTS astrocytes responded to glutamate (500 µM) with an increase in cytoplasmic calcium, and this response was strongly inhibited by blocking ionotropic glutamate receptors, AMPA/kainate, with DNQX (10 µM), and by blocking action potentials with tetrodotoxin (TTX - 0.5 µM), suggesting that glutamate acts through ionotropic receptors and that its action is amplified by glutamate released from neurons and possibly in addition to the release of other neurotransmitters. Depleting internal calcium stores with cyclopiazonic acid (CPA - 10 µM) strongly reduced the increase in cytosolic calcium by glutamate, showing that calcium originates from intracellular stores. Furthermore, we discovered that a population of astrocytes responded with a decrease in cytoplasmic calcium, more evident when glutamate was applied in the presence of DNQX or TTX. In response to a hypoglycemic challenge, astrocytes exhibited heterogeneity in cytoplasmic calcium waves, showing that each cell can respond to the challenge differently, some more rapidly than others. However, we did not observe alterations in calcium oscillations. We concluded that NTS astrocytes do not respond to extracellular glutamate equally and form a heterogeneous population of cells with a diverse range of responses to glutamate and low glucose concentrations.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLeão, Ricardo Mauricio XavierSouza, Marina Malerba de2025-03-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-24062025-111138/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-08T19:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-24062025-111138Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-08T19:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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