A estigmatização em relação aos ciganos: as construções avaliativas por não ciganos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Spaziani, Lidia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-25102016-135228/
Resumo: Tratar de ciganos à luz do discurso de não-ciganos pede discussões sobre estigmatização e dos termos a ela associados. Esse caminho produzirá, como demonstramos na tese, a contribuição para a compreensão do (des)prestígio social de uma comunidade isolada. Historicamente, por séculos, a estigmatização negativa arraiga o preconceito que ecoa no imaginário social do não-cigano ao referir o cigano. Esse quadro ainda é constatado no século XXI, e ainda ocorre manifestando os mesmos traços peculiares observados em pesquisas das áreas de Antropologia, Sociologia e Educação as quais tomam como objeto de discussão esse povo, de cultura tão hermética. Esse isolamento dos ciganos, hipotetizamos, é observável no discurso do não-cigano por meio de informações localizadas em diversos pontos de uma sentença ou de um texto. Para lidar com esse fenômeno, recorremos às teorias givonianas (1990), em especial o princípio da iconicidade e seus subprincípios, quais sejam: de ordenação linear, de integração e de quantidade, os quais, ao se entrelaçarem, revelam a complexidade cognitiva. O reconhecimento desses ecos históricos por meios de vários tipos de documentos recolhidos de arquivos históricos e redes sociais. Ao final dessa análise, estabelecemos um contraponto com a opinião de paulistanos por meio de um questionário aleatoriamente distribuído a indivíduos de vários estratos sociais. A ideia era a de verificar se a estigmatização continuava ecoando nos discursos atuais. Concluída essa etapa da pesquisa, pudemos referendar que, a despeito do desenvolvimento humano (na concepção de Maturana e Varela, 2011), a estigmatização e o preconceito continuam andando de mãos quando o tópico é cigano.
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