Agriculturas na metrópole de São Paulo: das origens agrícolas às políticas públicas e aos territórios da Agricultura Urbana e Periurbana
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-16052025-163947/ |
Resumo: | A agricultura está presente desde as origens do município de São Paulo, tendo sido uma atividade econômica de destaque até meados do século XIX. Desde então, a cidade cresceu intensamente sob uma intensa especulação imobiliária, e antigas chácaras e fazendas foram loteadas e se tornaram bairros. A cidade avançou sobre a agricultura, empurrando-a para locais cada vez mais distantes do centro urbano. A cidade se tornou uma metrópole pujante e seu crescimento sem planejamento e criação de infraestrutura necessária, gerou uma cidade desigual e cheia de problemas. As periferias se ampliaram, sem um poder público atuante, levando a formação de bairros pobres e com uma população vulnerável social e economicamente. A metrópole do século XXI, que se tornou um importante centro de capitais, não cresceu sendo acessível a todos, e pode ser entendida frente à urbanização crítica. Nas décadas de 1980 e 1990, a fome emergiu como um grave problema, e políticas públicas surgiram na tentativa de, ao menos, diminuí-la. Nessas políticas, a agricultura na cidade ganha uma certa atenção. Ainda nessas mesmas décadas, em uma conjuntura de crise mundial em países denominados subdesenvolvidos devido à intensificação de políticas neoliberais, a agricultura nas cidades começou a ganhar mais atenção, sendo estudada por universidades e incentivada por instituições internacionais. Nos anos 2000, o Plano Diretor Estratégico (PDE) de 2002 do município de São Paulo incluiu a Agricultura Urbana (AU) como uma atividade com diversas potencialidades, entre elas geração de alimento, emprego e renda. Como consequência da inserção da AU no PDE, o município criou em 2004 o Programa de Agricultura Urbana e Periurbana (Proaurp), um marco para a atividade. Com o passar dos anos, diversas ações foram realizadas pela prefeitura, voltadas para a agricultura, levando à formação de territorialidades da Agricultura Urbana no município. Em 2014, o novo PDE trouxe avanços para o rural, delimitando uma zona rural e prevendo a criação de um plano e de um conselho voltado para o rural e a sustentabilidade. No fim de 2016, a prefeitura ganhou um prêmio com o projeto Ligue os Pontos, que realizou ações voltadas para a agricultura no extremo sul do município. Com o fim do programa, a prefeitura deu continuidade com as políticas voltadas para a atividade, ampliando-as para todo o município e inserindo a Agricultura Urbana e Periurbana de vez na agenda política. Neste trabalho, pretende-se mostrar como a agricultura no município de São Paulo está presente desde suas origens e mesmo com o processo de crescimento intenso da cidade, a atividade persistiu. A partir do início do século XXI a agricultura recebeu outro olhar, passando a ser reconhecida como uma atividade possível e com diversos benefícios, e a ser referida generalmente como Agricultura Urbana. Para traçar esse processo pelo qual a agricultura passou, além de pesquisa e levantamento bibliográfico, foram feitos trabalhos de campo diversos, indicando que é possível pensar a agricultura na cidade e como as políticas públicas têm importância para que esta atividade se fortaleça e se desenvolva |
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Agriculturas na metrópole de São Paulo: das origens agrícolas às políticas públicas e aos territórios da Agricultura Urbana e PeriurbanaAgriculture in the metropolis of São Paulo: from agricultural origins to public policies and the territories of Urban and Periurban AgricultureAgricultura periurbanaAgricultura urbanaPeri-urban agriculturePolíticas públicasPublic policiesSão PauloSão PauloTerritórioTerritoryUrban agricultureA agricultura está presente desde as origens do município de São Paulo, tendo sido uma atividade econômica de destaque até meados do século XIX. Desde então, a cidade cresceu intensamente sob uma intensa especulação imobiliária, e antigas chácaras e fazendas foram loteadas e se tornaram bairros. A cidade avançou sobre a agricultura, empurrando-a para locais cada vez mais distantes do centro urbano. A cidade se tornou uma metrópole pujante e seu crescimento sem planejamento e criação de infraestrutura necessária, gerou uma cidade desigual e cheia de problemas. As periferias se ampliaram, sem um poder público atuante, levando a formação de bairros pobres e com uma população vulnerável social e economicamente. A metrópole do século XXI, que se tornou um importante centro de capitais, não cresceu sendo acessível a todos, e pode ser entendida frente à urbanização crítica. Nas décadas de 1980 e 1990, a fome emergiu como um grave problema, e políticas públicas surgiram na tentativa de, ao menos, diminuí-la. Nessas políticas, a agricultura na cidade ganha uma certa atenção. Ainda nessas mesmas décadas, em uma conjuntura de crise mundial em países denominados subdesenvolvidos devido à intensificação de políticas neoliberais, a agricultura nas cidades começou a ganhar mais atenção, sendo estudada por universidades e incentivada por instituições internacionais. Nos anos 2000, o Plano Diretor Estratégico (PDE) de 2002 do município de São Paulo incluiu a Agricultura Urbana (AU) como uma atividade com diversas potencialidades, entre elas geração de alimento, emprego e renda. Como consequência da inserção da AU no PDE, o município criou em 2004 o Programa de Agricultura Urbana e Periurbana (Proaurp), um marco para a atividade. Com o passar dos anos, diversas ações foram realizadas pela prefeitura, voltadas para a agricultura, levando à formação de territorialidades da Agricultura Urbana no município. Em 2014, o novo PDE trouxe avanços para o rural, delimitando uma zona rural e prevendo a criação de um plano e de um conselho voltado para o rural e a sustentabilidade. No fim de 2016, a prefeitura ganhou um prêmio com o projeto Ligue os Pontos, que realizou ações voltadas para a agricultura no extremo sul do município. Com o fim do programa, a prefeitura deu continuidade com as políticas voltadas para a atividade, ampliando-as para todo o município e inserindo a Agricultura Urbana e Periurbana de vez na agenda política. Neste trabalho, pretende-se mostrar como a agricultura no município de São Paulo está presente desde suas origens e mesmo com o processo de crescimento intenso da cidade, a atividade persistiu. A partir do início do século XXI a agricultura recebeu outro olhar, passando a ser reconhecida como uma atividade possível e com diversos benefícios, e a ser referida generalmente como Agricultura Urbana. Para traçar esse processo pelo qual a agricultura passou, além de pesquisa e levantamento bibliográfico, foram feitos trabalhos de campo diversos, indicando que é possível pensar a agricultura na cidade e como as políticas públicas têm importância para que esta atividade se fortaleça e se desenvolvaAgriculture has been present since the origins of the city of São Paulo, and it was a prominent economic activity until the mid-19th century. Since then, the city grew intensely due to intense real estate speculation, and old farms and ranches were subdivided and turned into neighborhoods. The city took over agriculture, pushing it to locations increasingly distant from the urban center. The city became a thriving metropolis and its growth without planning and creation of the necessary infrastructure produced an unequal city full of problems. The outskirts expanded, without an active public authority, leading to the formation of poor neighborhoods with a socially and economically vulnerable population. The metropolis of the 21st century, which became an important center of capitals, did not grow while being accessible to everyone, and can be understood in light of critical urbanization. In the 1980s and 1990s, hunger was emerged as a serious problem, and public policies emerged in an attempt to at least reduce it. In these policies, agriculture in the city received a certain amount of attention. In the same decades, in a context of global crisis in countries called as underdeveloped due to the intensification of neoliberal policies, agriculture in cities began to gain more attention, being studied by universities and encouraged by international institutions. In the 2000s, the 2002 Strategic Master Plan of the city of São Paulo included Urban Agriculture (UA) as an activity with several potentials, including food, employment and income generation. As a result of the inclusion of UA in the Master Plan, the city created the Urban and Peri-Urban Agriculture Program in 2004, a milestone for agriculture. Over the years, several actions were carried out by the city government focused on agriculture, leading to the formation of Urban Agriculture territories in the city. In 2014, the new Master Plan brought advances to the rural area, delimiting a rural zone and providing for the creation of a plan and a council focused on the rural area and sustainability. At the end of 2016, the city government won an award for the Ligue os Pontos project, which carried out actions focused on agriculture in the extreme south of the municipality. After the end of the program, the city government continued with policies focused on the activity, expanding them to the entire city and including Urban and Peri-urban Agriculture on the political agenda. This thesis aims to show how agriculture has been present in the city of São Paulo since its origins and, despite the intense city growth, the activity has persisted. From the beginning of the 21st century, agriculture was given a new perspective, becoming recognized as a possible activity with several benefits, and being referred to as Urban Agriculture. In order to trace this process that agriculture has undergone, research, bibliographical surveys and several field studies were carried out, indicating that it is possible to think about agriculture in the city and how public policies are important for this activity to be strengthened and developedBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarcos, Valeria deNakamura, Angélica Campos2024-11-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-16052025-163947/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-16T19:46:03Zoai:teses.usp.br:tde-16052025-163947Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-16T19:46:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A agricultura está presente desde as origens do município de São Paulo, tendo sido uma atividade econômica de destaque até meados do século XIX. Desde então, a cidade cresceu intensamente sob uma intensa especulação imobiliária, e antigas chácaras e fazendas foram loteadas e se tornaram bairros. A cidade avançou sobre a agricultura, empurrando-a para locais cada vez mais distantes do centro urbano. A cidade se tornou uma metrópole pujante e seu crescimento sem planejamento e criação de infraestrutura necessária, gerou uma cidade desigual e cheia de problemas. As periferias se ampliaram, sem um poder público atuante, levando a formação de bairros pobres e com uma população vulnerável social e economicamente. A metrópole do século XXI, que se tornou um importante centro de capitais, não cresceu sendo acessível a todos, e pode ser entendida frente à urbanização crítica. Nas décadas de 1980 e 1990, a fome emergiu como um grave problema, e políticas públicas surgiram na tentativa de, ao menos, diminuí-la. Nessas políticas, a agricultura na cidade ganha uma certa atenção. Ainda nessas mesmas décadas, em uma conjuntura de crise mundial em países denominados subdesenvolvidos devido à intensificação de políticas neoliberais, a agricultura nas cidades começou a ganhar mais atenção, sendo estudada por universidades e incentivada por instituições internacionais. Nos anos 2000, o Plano Diretor Estratégico (PDE) de 2002 do município de São Paulo incluiu a Agricultura Urbana (AU) como uma atividade com diversas potencialidades, entre elas geração de alimento, emprego e renda. Como consequência da inserção da AU no PDE, o município criou em 2004 o Programa de Agricultura Urbana e Periurbana (Proaurp), um marco para a atividade. Com o passar dos anos, diversas ações foram realizadas pela prefeitura, voltadas para a agricultura, levando à formação de territorialidades da Agricultura Urbana no município. Em 2014, o novo PDE trouxe avanços para o rural, delimitando uma zona rural e prevendo a criação de um plano e de um conselho voltado para o rural e a sustentabilidade. No fim de 2016, a prefeitura ganhou um prêmio com o projeto Ligue os Pontos, que realizou ações voltadas para a agricultura no extremo sul do município. Com o fim do programa, a prefeitura deu continuidade com as políticas voltadas para a atividade, ampliando-as para todo o município e inserindo a Agricultura Urbana e Periurbana de vez na agenda política. Neste trabalho, pretende-se mostrar como a agricultura no município de São Paulo está presente desde suas origens e mesmo com o processo de crescimento intenso da cidade, a atividade persistiu. A partir do início do século XXI a agricultura recebeu outro olhar, passando a ser reconhecida como uma atividade possível e com diversos benefícios, e a ser referida generalmente como Agricultura Urbana. Para traçar esse processo pelo qual a agricultura passou, além de pesquisa e levantamento bibliográfico, foram feitos trabalhos de campo diversos, indicando que é possível pensar a agricultura na cidade e como as políticas públicas têm importância para que esta atividade se fortaleça e se desenvolva |
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