O papel da laminação a frio e da rota de processamento na transformação de fases dos aços maraging 300 e 350.
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-11112024-112653/ |
Resumo: | Os aços maraging são aços de ultra alta resistência mecânica, cujo principal mecanismo de aumento de resistência mecânica é o endurecimento por precipitação, que ocorre durante o tratamento térmico de envelhecimento aplicado após a têmpera. Todavia, associada à precipitação, também pode ocorrer a transformação parcial de martensita em austenita, fenômeno metalúrgico conhecido como reversão da martensita. A formação da austenita revertida ocorre durante o envelhecimento em temperaturas mais altas que o envelhecimento tradicional, especialmente acima de 550 ºC. O estudo da austenita revertida nos aços maraging se faz importante, visto que essa fase tem forte influência nas propriedades mecânicas desses materiais, principalmente diminuindo dureza e resistência mecânica e aumentando ductilidade. Por isso, foram selecionados dois principais graus de aço maraging, 300 e 350, além do aço maraging 300 produzido por manufatura aditiva, para entender a influência da composição química e processo de fabricação na formação de austenita revertida. Além disso, sabendo-se que os aços maraging são frequentemente submetidos a tratamentos termomecânicos, o percentual de 50% de deformação via laminação a frio foi selecionado para investigar sua influência nas mudanças microestruturais neste estudo. A etapa de deformação foi realizada entre o tratamento de solubilização e envelhecimento. Visando entender a formação e o crescimento da austenita revertida, bem como sua relação com outras fases dos materiais, foram utilizadas técnicas de análise microestrutural, tais como: microscopia eletrônica de varredura, difração de elétrons retroespalhados e microscopia eletrônica de transmissão, revelando que o crescimento da austenita revertida apresentou-se entre ripas e com morfologia alongada na condição não-deformada, enquanto que, na condição deformada, essa fase apresentou-se equiaxial com característica recristalizada. Além disso, através de difração síncrotron de raios-X, a identificação das fases presentes e quantificação de austenita revertida in-situ ao longo dos tratamentos de superenvelhecimento mostrou que a cinética de reversão, tanto no material não-deformado quanto no material com deformação prévia, apresentou-se muito semelhante. Mas o material produzido por manufatura aditiva apresentou cinética de reversão diferente entre as condições de deformação. Finalmente, as medidas de tomografia por sonda atômica indicaram que os precipitados formados na condição deformada e não-deformada eram de mesma natureza, isto é, ambas condições de deformação apresentaram Ni3(Ti,Mo) e Fe2Mo, mas a condição deformada exibiu maior número de precipitados de tamanhos menores. Algumas das principais conclusões do presente trabalho são relacionadas à influência do processo de produção desses aços, visto que esse fator impactou de forma importante a cinética de crescimento de austenita revertida , enquanto a presença de deformação plástica prévia não influenciou tanto na evolução dessa fase. Porém, a deformação plástica teve papel importante na diminuição do percentual de austenita retida, principalmente no material manufaturado aditivamente. Além disso, a deformação prévia impactou a morfologia da austenita revertida ao longo da matriz martensítica. |
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O papel da laminação a frio e da rota de processamento na transformação de fases dos aços maraging 300 e 350.The role of cold rolling and processing route on the phase transformation of maraging 300 and 350 steels.Aço níquelAços maragingAPTAustenita revertidaMaraging steelMudança de fasePrecipitaçãoPrecipitationReverted austeniteTratamento térmicoTSAOs aços maraging são aços de ultra alta resistência mecânica, cujo principal mecanismo de aumento de resistência mecânica é o endurecimento por precipitação, que ocorre durante o tratamento térmico de envelhecimento aplicado após a têmpera. Todavia, associada à precipitação, também pode ocorrer a transformação parcial de martensita em austenita, fenômeno metalúrgico conhecido como reversão da martensita. A formação da austenita revertida ocorre durante o envelhecimento em temperaturas mais altas que o envelhecimento tradicional, especialmente acima de 550 ºC. O estudo da austenita revertida nos aços maraging se faz importante, visto que essa fase tem forte influência nas propriedades mecânicas desses materiais, principalmente diminuindo dureza e resistência mecânica e aumentando ductilidade. Por isso, foram selecionados dois principais graus de aço maraging, 300 e 350, além do aço maraging 300 produzido por manufatura aditiva, para entender a influência da composição química e processo de fabricação na formação de austenita revertida. Além disso, sabendo-se que os aços maraging são frequentemente submetidos a tratamentos termomecânicos, o percentual de 50% de deformação via laminação a frio foi selecionado para investigar sua influência nas mudanças microestruturais neste estudo. A etapa de deformação foi realizada entre o tratamento de solubilização e envelhecimento. Visando entender a formação e o crescimento da austenita revertida, bem como sua relação com outras fases dos materiais, foram utilizadas técnicas de análise microestrutural, tais como: microscopia eletrônica de varredura, difração de elétrons retroespalhados e microscopia eletrônica de transmissão, revelando que o crescimento da austenita revertida apresentou-se entre ripas e com morfologia alongada na condição não-deformada, enquanto que, na condição deformada, essa fase apresentou-se equiaxial com característica recristalizada. Além disso, através de difração síncrotron de raios-X, a identificação das fases presentes e quantificação de austenita revertida in-situ ao longo dos tratamentos de superenvelhecimento mostrou que a cinética de reversão, tanto no material não-deformado quanto no material com deformação prévia, apresentou-se muito semelhante. Mas o material produzido por manufatura aditiva apresentou cinética de reversão diferente entre as condições de deformação. Finalmente, as medidas de tomografia por sonda atômica indicaram que os precipitados formados na condição deformada e não-deformada eram de mesma natureza, isto é, ambas condições de deformação apresentaram Ni3(Ti,Mo) e Fe2Mo, mas a condição deformada exibiu maior número de precipitados de tamanhos menores. Algumas das principais conclusões do presente trabalho são relacionadas à influência do processo de produção desses aços, visto que esse fator impactou de forma importante a cinética de crescimento de austenita revertida , enquanto a presença de deformação plástica prévia não influenciou tanto na evolução dessa fase. Porém, a deformação plástica teve papel importante na diminuição do percentual de austenita retida, principalmente no material manufaturado aditivamente. Além disso, a deformação prévia impactou a morfologia da austenita revertida ao longo da matriz martensítica.Maraging are ultra-high mechanical strength steels, whose main operating hardening mechanism is precipitation hardening, which occurs during the heat treatment of aging applied after quenching. However, in addition to the solid-state precipitation of intermetallic compounds, the partial reversion of martensite to austenite may also occur during aging. The formation of the reverted austenite occurs during aging at higher times and/or temperatures, especially above 550 °C. The study of reverted austenite in maraging steels is important since this phase plays a strong role in the mechanical properties of these materials, mainly decreasing the hardness and the tensile strength and increasing the ductility. Therefore, two main grades of maraging steels were selected, 300 and 350, as well as the maraging steel 300 produced by additive manufacture, to understand the chemical composition and fabrication process influence on the reverted austenite formation. Besides, knowing that maraging steels are submitted to thermomechanical treatments, a percentage of 50% deformation by cold rolling was selected to investigate its influence on the microstructural changes in this study. The deformation step was conducted after solution annealing and before aging treatment. To understand the reverted austenite formation, growth, and relation with the other present phases, several complementary microstructural analysis techniques were used, such as scanning electron microscopy with backscattered electron diffraction (EBSD) and transmission electron microscopy, which revealed that reverted austenite grew in an interlath elongated shape in the undeformed condition, while in a recrystallized equiaxed shape in the deformed condition. Besides, through synchrotron X-ray diffraction, reverted austenite volume fraction was identified and quantified in situ along the overaging heat treatments, showing that the undeformed and deformed conditions for both forged materials presented very similar kinetics of austenite reversion, but the additive manufactured maraging presented different kinetics of reversion between the undeformed and the deformed conditions. Finally, Atom Probe Tomography measurements indicated that the precipitates formed in the deformed condition have the same nature as the undeformed condition, i.e. both conditions presented Ni3(Ti,Mo) and Fe2Mo, but the former condition presented more precipitates in number and smaller in size. Some of the main conclusions are that the processing route played a particularly important role in the reverted austenite volume fraction evolution, while the presence of previous plastic deformation presented less impact in this phase evolution, having its influence more evidenced by the dimmish of the reverted austenite percentage, mainly in the additive manufactured maraging. The previous plastic deformation impacted the reverted austenite morphology along the martensite matrix.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPadilha, Angelo FernandoFeitosa, Ana Larissa Melo2024-06-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-11112024-112653/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-13T11:20:02Zoai:teses.usp.br:tde-11112024-112653Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-13T11:20:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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