Da crise para a crise: a cafeicultura brasileira do século XIX ao século XXI
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-02032026-114819/ |
Resumo: | A presente tese tem como objetivo analisar a crise da cafeicultura brasileira, processo que se reitera a despeito dos esforços realizados com vistas ao seu solucionamento. Inserida na economia agroexportadora brasileira durante o século XIX, a produção cafeeira nacional logo se revelaria em crise, demandando suporte estatal para sua manutenção. Escorada no Estado, responsável por distribuir socialmente sua crise, a cafeicultura atravessara o século XX sob constante risco de se inviabilizar como ramo produtor de mercadorias. No entanto, ao ser alcançada pela modernização industrializante, trazida ao país por capitais estrangeiros, a cafeicultura brasileira adentraria ao século XXI como exemplar da moderna agricultura, baseada no uso de avançados meios de produção. Não obstante, a modernização não a colocaria à margem da crise, nem tampouco lhe permitira prescindir do suporte estatal. Responder porque esse processo se repõe intemporalmente, quais são seus fundamentos, bem como quais relações sociais permitem à cafeicultura continuar a se reproduzir, não obstante seu caráter crítico, são os objetivos precípuos da pesquisa que ora apresentamos. Os pressupostos teórico-metodológicos que a balizam se encontram na crítica marxiana do valor, desenvolvida por Marx e seus continuadores. Assim sendo, a cafeicultura é abordada como forma particular do capital, o que demanda o tensionamento de seus aspectos históricos com o seu sentido lógico para o processo de valorização do valor. Portanto, o desenvolvimento da cafeicultura brasileira surge, ao longo de nossa pesquisa, como momento do desenvolvimento geral do capital, o que pressupõe a relação entre o particular e o universal. Como desdobramento dessa relação, a crise da cafeicultura já não é processo estanque e contingente, e sim corolário das contradições que perpassam o capital em sua totalidade |
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Da crise para a crise: a cafeicultura brasileira do século XIX ao século XXIFrom crisis to crisis: from Brazilian coffee production in the 19th to the 21st centuryagrário brasileiroBrazilian agrarian systemcafeiculturacapitalist developmentcoffee growingcrisecrisisdesenvolvimento capitalistamodernizaçãomodernizationA presente tese tem como objetivo analisar a crise da cafeicultura brasileira, processo que se reitera a despeito dos esforços realizados com vistas ao seu solucionamento. Inserida na economia agroexportadora brasileira durante o século XIX, a produção cafeeira nacional logo se revelaria em crise, demandando suporte estatal para sua manutenção. Escorada no Estado, responsável por distribuir socialmente sua crise, a cafeicultura atravessara o século XX sob constante risco de se inviabilizar como ramo produtor de mercadorias. No entanto, ao ser alcançada pela modernização industrializante, trazida ao país por capitais estrangeiros, a cafeicultura brasileira adentraria ao século XXI como exemplar da moderna agricultura, baseada no uso de avançados meios de produção. Não obstante, a modernização não a colocaria à margem da crise, nem tampouco lhe permitira prescindir do suporte estatal. Responder porque esse processo se repõe intemporalmente, quais são seus fundamentos, bem como quais relações sociais permitem à cafeicultura continuar a se reproduzir, não obstante seu caráter crítico, são os objetivos precípuos da pesquisa que ora apresentamos. Os pressupostos teórico-metodológicos que a balizam se encontram na crítica marxiana do valor, desenvolvida por Marx e seus continuadores. Assim sendo, a cafeicultura é abordada como forma particular do capital, o que demanda o tensionamento de seus aspectos históricos com o seu sentido lógico para o processo de valorização do valor. Portanto, o desenvolvimento da cafeicultura brasileira surge, ao longo de nossa pesquisa, como momento do desenvolvimento geral do capital, o que pressupõe a relação entre o particular e o universal. Como desdobramento dessa relação, a crise da cafeicultura já não é processo estanque e contingente, e sim corolário das contradições que perpassam o capital em sua totalidadeThis thesis aims to analyze the crisis in Brazilian coffee farming, a process that recurs despite efforts to resolve it. Embedded in the Brazilian agro-export economy during the 19th century, national coffee production soon revealed itself to be in crisis, demanding state support for its maintenance. Supported by the State, responsible for socially distributing its crisis, coffee farming traversed the 20th century under constant risk of becoming unviable as a commodity-producing sector. However, upon being reached by industrial modernization, brought to the country by foreign capital, Brazilian coffee farming entered the 21st century as an example of modern agriculture, based on the use of advanced means of production. Nevertheless, modernization did not place it outside the crisis, nor did it allow it to dispense with state support. Answering why this process recurs timelessly, what its foundations are, as well as what social relations allow coffee farming to continue to reproduce itself, despite its critical nature, are the primary objectives of the research presented here. The theoretical and methodological assumptions that guide this study are found in the Marxian critique of value, developed by Marx and his followers. Therefore, coffee cultivation is approached as a particular form of capital, which demands a tension between its historical aspects and its logical meaning for the process of value creation. Thus, the development of Brazilian coffee cultivation emerges, throughout our research, as a moment in the general development of capital, which presupposes the relationship between the particular and the universal. As an unfolding of this relationship, the crisis in coffee cultivation is no longer a static and contingent process, but rather a corollary of the contradictions that permeate capital in its totalityBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAlfredo, AnselmoLima, Silvio2025-11-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-02032026-114819/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-02T14:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-02032026-114819Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-02T14:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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