A disciplina jurídica dos cartéis de exportação no sistema antitruste norte-americano: um retrato da dicotomia entre a prática e o discurso
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2133/tde-16092022-110302/ |
Resumo: | A política de concorrência no Brasil sofreu e ainda sofre grande influência do quanto produzido e praticado nos Estados Unidos, incluindo as ferramentas de detecção e persecução de práticas colusivas, consideradas, em razão da atuação norte-americana nesse sentido, as mais perniciosas do universo antitruste. Dado esse papel relevante dos Estados Unidos na difusão do projeto de combate a cartéis, causa certo choque a constatação de que diplomas voltados à isenção específica de cartéis de exportação permanecem vigentes no arcabouço jurídico antitruste norte-americano. Tal estranheza se dá por dois motivos: (i) apesar de trazermos para a nossa realidade tantos institutos do antitruste norte-americano, discutimos muito pouco o papel, a importância e a utilidade de tal isenção; e (ii) porque tal imunidade, concedida a práticas diuturnamente demonizadas, parece ir de encontro ao discurso hegemônico propagado pelos Estados Unidos de proteção do livre mercado e, mais especificamente, de combate a cartéis. A verificação dessas aparentes contradições nos levou à formulação de duas principais perguntas: (i) qual seria o motivo de essa discussão chegar de forma tão esparsa até o universo antitruste brasileiro?; (ii) a despeito de parecer, à primeira vista, deslocada, essa isenção é de fato contraditória ou tem sentido no contexto em que se encontra? Assim, o presente estudo é baseado na análise dos diplomas jurídicos que organizam a isenção a cartéis de exportação no arcabouço jurídico norte-americano, cuja lógica é testada pelo quadro elaborado por meio da reconstrução do conceito de hegemonia, dentro dos limites especificados neste trabalho, utilizando-se, ao final, o Brasil como exemplo da concretização do tipo de circulação de ideias verificado. Esse caminho percorrido viabiliza a construção de respostas às perguntas colocadas. |
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A disciplina jurídica dos cartéis de exportação no sistema antitruste norte-americano: um retrato da dicotomia entre a prática e o discursoLegal basis for export cartels in the North American antitrust legal framework: a portrayal of the dichotomy between practice and speechAntitrust exemptionCartéis de exportaçãoDiscursoEstados UnidosExport cartelsHegemoniaHegemonyIsenção antitrusteSpeechUnited StatesA política de concorrência no Brasil sofreu e ainda sofre grande influência do quanto produzido e praticado nos Estados Unidos, incluindo as ferramentas de detecção e persecução de práticas colusivas, consideradas, em razão da atuação norte-americana nesse sentido, as mais perniciosas do universo antitruste. Dado esse papel relevante dos Estados Unidos na difusão do projeto de combate a cartéis, causa certo choque a constatação de que diplomas voltados à isenção específica de cartéis de exportação permanecem vigentes no arcabouço jurídico antitruste norte-americano. Tal estranheza se dá por dois motivos: (i) apesar de trazermos para a nossa realidade tantos institutos do antitruste norte-americano, discutimos muito pouco o papel, a importância e a utilidade de tal isenção; e (ii) porque tal imunidade, concedida a práticas diuturnamente demonizadas, parece ir de encontro ao discurso hegemônico propagado pelos Estados Unidos de proteção do livre mercado e, mais especificamente, de combate a cartéis. A verificação dessas aparentes contradições nos levou à formulação de duas principais perguntas: (i) qual seria o motivo de essa discussão chegar de forma tão esparsa até o universo antitruste brasileiro?; (ii) a despeito de parecer, à primeira vista, deslocada, essa isenção é de fato contraditória ou tem sentido no contexto em que se encontra? Assim, o presente estudo é baseado na análise dos diplomas jurídicos que organizam a isenção a cartéis de exportação no arcabouço jurídico norte-americano, cuja lógica é testada pelo quadro elaborado por meio da reconstrução do conceito de hegemonia, dentro dos limites especificados neste trabalho, utilizando-se, ao final, o Brasil como exemplo da concretização do tipo de circulação de ideias verificado. Esse caminho percorrido viabiliza a construção de respostas às perguntas colocadas.Brazilian Competition policy was and still is greatly influenced by what is produced and practiced in the United States, including the tools to detect and pursuit collusive behavior, regarded, due to North American efforts, as the most grievous anticompetitive conduct. By virtue of the critical role played by the United States in the dissemination of the program of fight against cartels, learning that acts exempting export cartels from antitrust persecution are still in force is rather appalling. Such surprise arises for two main reasons: (i) although we assimilate so many legal tools from the North American antitrust, we poorly discuss the role, importance and convenience of this exemption; and (ii) because this immunity, granted to a behavior that is so vilified, seems to conflict with the hegemonic speech diffused by the United States of protection of free market and, more specifically, of fight against cartels. These apparent contradictions led to two central questions: (i) why the discussion regarding this exemption reaches the Brazilian antitrust context in such a meagre manner and (ii) if the immunity, although apparently misplaced, is indeed contradictory or if it makes sense in the universe in which it is situated. Therefore, this essay is based on the analysis of the statutes that organize the antitrust exemption of export cartels in the North American legal system, which rationale is assessed against the framework drawn up by the reconstruction of the concept of hegemony, within the limits established in this essay, finally testing Brazil as an example of the materialization of the kind of dissemination of ideas herein verified. This path enables us to respond the posed questions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLuis, Alessandro Serafin OctavianiRocha, Camila Pires da2022-02-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2133/tde-16092022-110302/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-09-11T19:20:02Zoai:teses.usp.br:tde-16092022-110302Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-09-11T19:20:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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