O Mundo Aromático - dos PAHs no meio interestelar às condições bióticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Canelo, Carla Martinez
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14131/tde-15012021-152925/
Resumo: Uma fração considerável do carbono no meio interestelar (ISM, da siga em inglês) - 20% ou mais - está na forma de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAHs, na sigla em inglês), e as linhas de emissão do ISM no infravermelho médio são dominadas por bandas relacionadas a este tipo de moléculas (Joblin et al., 1992). Quando um PAH incorpora um ou mais átomos de nitrogênio, que substituem átomos de carbono, ele se torna um heterociclo policíclico aromático nitrogenado (PANH, da siga em inglês). Eles podem fornecer o elo perdido entre a química abundante dos PAHs no ISM e as nucleobases que compõem todos os seres vivos. A análise das características dos perfis de PAH, especialmente o de 6.2m, poderia indicar a presença do nitrogênio incorporado aos anéis. Peeters et al. (2002) sugeriu a divisão dos espectros de PAH em três classes - A, B e C - dependendo da interpretação da variação da posição do pico dos perfis. A identificação da classe da banda de 6.2m pode mostrar se PANHs estão presentes e quão importantes são para esta emissão. Neste trabalho, 206 galáxias (no geral, dominadas por starbursts), extraídas do projeto Spitzer/IRS ATLAS (Hernan-Caballero & Hatziminaoglou, 2011), tiveram seus perfis de 6.2m ajustados e distribuídos nas classes de Peeters. Um total de 124 (60%) galáxias foram classificadas como classe A, 42 (20%) galáxias como classe B e 3 (1.5%) galáxias como classe C. A classe A, correspondente a um comprimento de onda central perto de 6.22m, só foi explicada pela substituição de carbono por nitrogênio, apesar de outras tentativas de explanação (Hudgins et al., 2005). Além disso, a classe B pode representar uma mistura entre PAHs e PANHs. Logo, estes espectros sugerem a presença significativa de PANHs, o que pode indicar outro reservatório de nitrogênio no Universo, com condições de densidade e temperatura diferentes das fases gasosas e gelos.
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