Eficácia da administração de lítio e TSH humano recombinante no tratamento de bócios multinodulares atóxicos com iodo radioativo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Alvarenga, Daniela Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-16042025-101207/
Resumo: O bócio multinodular (BMN) é prevalente na população idosa e sua história natural caracteriza-se por crescimento progressivo que pode levar à compressão de estruturas cervicais e ao hipertireoidismo subclínico ou declarado. O tratamento cirúrgico promove alívio imediato dos sintomas e permite a análise histopatológica do bócio, mas é muitas vezes contraindicado devido à comorbidades que elevam o risco do procedimento. A radioiodoterapia (131I) é uma alternativa eficaz de tratamento, mas a baixa captação de iodo, característica do BMN de longa duração com autonomia funcional, requer a administração de altas doses do isótopo gerando custos de internação e irradiação em outros tecidos. O TSH recombinante humano (rhTSH) é utilizado como adjuvante para aumentar a captação de 131I, permitindo a utilização de menor dose de 131I e maior eficácia na redução de volume do bócio. Outra droga, o lítio, é capaz de aumentar a retenção tireoidiana de iodo através do bloqueio da liberação dos hormônios tireoidianos. Com o objetivo de otimizar o tratamento actínico de pacientes com BMN, testamos a associação de rhTSH e 131I com o lítio. Foram selecionados 39 pacientes com BMN variando entre 30 e 265cm3, sem tratamento prévio e distribuídos em 4 grupos: o Grupo 1 (n=9, 7 mulheres/ 2 homens, idade 67,56 ± 9,62 anos, captação de 131I de 13 ± 5% e volume do bócio de 106,5 ± 45,31 cm3) (média± DP) recebeu 2 doses de 0,1mg de rhTSH, intramusculares, 48 e 24 horas antes do 131I; o Grupo 2 (n=10, todos do sexo feminino, idade 58,9 ± 10,61 anos, captação de 131I de 17 ± 7% e volume do bócio de 123,7 ± 65,55 cm3) recebeu 2 doses de 0,1mg de rhTSH, 48 e 24 horas antes do 131I, seguido de 900mg diários de carbonato de lítio por 21 dias; o Grupo 3 (n=10, 8 mulheres/ 2 homens, idade 55,5 ± 12,25 anos, captação de 131I de 19 ± 5% e volume do bócio de 132,91 ± 85,96 cm3) foi tratado apenas com 131I; o Grupo 4 (n= 10, 9 mulheres/ 1 homem, idade 67,2 ± 8,48 anos, captação de 131I de 18 ± 7% e volume do bócio de 133,36 ± 24,15 cm3) recebeu tratamento com 131I seguido de carbonato de lítio. Os grupos não apresentaram diferenças significantes quanto ao volume dos bócios e às dosagens hormonais no tempo basal. Todos os pacientes receberam dose fixa de 131I de 30mCi. O volume do bócio foi estimado por tomografia computadorizada na condição basal e após 6 e 12 meses. A dose de carbonato de lítio foi ajustada de acordo com a litemia após 2, 7 e 14 dias de uso e mantida entre 0,6 e 1,2mEq/l. A média da captação de 131I de 24 horas aumentou de 13 ± 5% para 54 ± 12% no Grupo 1 (p<0,0001) e de 17 ± 7% para 53 ± 11 % no Grupo 2 (p<0,0001), sem diferença entre os grupos. Amostras de sangue para dosagem de TSH, T4 e T3 livres, tireoglobulina, anticorpos anti-peroxidase da tireóide (anti-TPO), anti-tireoglobulina (anti-Tg) e anti-receptor de TSH (TRAb) foram coletadas em intervalos regulares durante 12 meses. As concentrações de TSH elevaram-se após 24 horas da administração do 131I com aumento médio de 36,3 e 34,3 vezes nos Grupos 1 e 2, respectivamente. Concomitantemente, ocorreram elevações nas concentrações de T4 livre, T3 livre e tireoglobulina, sem diferença nas concentrações séricas máximas destes hormônios entre os Grupos 1 e 2. Foram detectados anticorpos anti-TPO e anti-Tg após 3 meses em 8% e 15,4% dos pacientes estudados, respectivamente. Sessenta e sete por cento dos anticorpos ocorreram nos Grupos 1 e 2. Efeitos colaterais leves após a administração de 131I, como dor cervical, náuseas, epigastralgia, vômitos, palpitações e cefaléia, foram mais freqüentes nos grupos 1 e 2. O hipotireoidismo foi detectado em 44% dos pacientes do Grupo 1, 20% do Grupo 2, 10% do Grupo 3 e 10% do Grupo 4 após 12 meses. No Grupo 2, dois (20%) pacientes desenvolveram hipertireoidismo que permaneceu até os 12 meses, necessitando tratamento medicamentoso, um deles com valores positivos de TRAb. Ocorreu redução significativa do volume do bócio após 12 meses nos pacientes dos Grupos 1 (47,4 ± 19,1%), 2 (44,9 ± 17,4%), 3 (28,1 ± 12,8%) e 4 (17,5 ± 8,2%). A redução final de volume do bócio foi similar entre os Grupos 1 e 2 (p = 0,5381 ), e os Grupos 3 e 4 (p = 0,2305), mas foi significativamente maior nos Grupos 1 (p = 0,0095) e 2 (p = 0,0348) em relação ao Grupo 4, mas não ao Grupo 3. A análise conjunta do volume dos bócios dos Grupos que receberam rhTSH (G1+G2) e dos grupos que não receberam rhTSH (G3+G4) demonstrou uma redução significativamente maior nos Grupos que fizeram uso de rhTSH, após 6 (p = 0,0358) e 12 meses (p = 0,0152). Concluímos que, em que pese o número de pacientes estudados não seja grande, os dados sugerem um papel relevante do rhTSH no tratamento actínico do bócio multinodular, sem que haja um efeito adicional do carbonato de lítio na redução do volume do bócio após 12 meses.
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spelling Eficácia da administração de lítio e TSH humano recombinante no tratamento de bócios multinodulares atóxicos com iodo radioativoEffectiveness of administration of lithium and recombinant human TSH in the treatment of multinodular nontoxic goiter with radioactive iodineBócio multinodularLítioNão informado.TSH humano recombinanteO bócio multinodular (BMN) é prevalente na população idosa e sua história natural caracteriza-se por crescimento progressivo que pode levar à compressão de estruturas cervicais e ao hipertireoidismo subclínico ou declarado. O tratamento cirúrgico promove alívio imediato dos sintomas e permite a análise histopatológica do bócio, mas é muitas vezes contraindicado devido à comorbidades que elevam o risco do procedimento. A radioiodoterapia (131I) é uma alternativa eficaz de tratamento, mas a baixa captação de iodo, característica do BMN de longa duração com autonomia funcional, requer a administração de altas doses do isótopo gerando custos de internação e irradiação em outros tecidos. O TSH recombinante humano (rhTSH) é utilizado como adjuvante para aumentar a captação de 131I, permitindo a utilização de menor dose de 131I e maior eficácia na redução de volume do bócio. Outra droga, o lítio, é capaz de aumentar a retenção tireoidiana de iodo através do bloqueio da liberação dos hormônios tireoidianos. Com o objetivo de otimizar o tratamento actínico de pacientes com BMN, testamos a associação de rhTSH e 131I com o lítio. Foram selecionados 39 pacientes com BMN variando entre 30 e 265cm3, sem tratamento prévio e distribuídos em 4 grupos: o Grupo 1 (n=9, 7 mulheres/ 2 homens, idade 67,56 ± 9,62 anos, captação de 131I de 13 ± 5% e volume do bócio de 106,5 ± 45,31 cm3) (média± DP) recebeu 2 doses de 0,1mg de rhTSH, intramusculares, 48 e 24 horas antes do 131I; o Grupo 2 (n=10, todos do sexo feminino, idade 58,9 ± 10,61 anos, captação de 131I de 17 ± 7% e volume do bócio de 123,7 ± 65,55 cm3) recebeu 2 doses de 0,1mg de rhTSH, 48 e 24 horas antes do 131I, seguido de 900mg diários de carbonato de lítio por 21 dias; o Grupo 3 (n=10, 8 mulheres/ 2 homens, idade 55,5 ± 12,25 anos, captação de 131I de 19 ± 5% e volume do bócio de 132,91 ± 85,96 cm3) foi tratado apenas com 131I; o Grupo 4 (n= 10, 9 mulheres/ 1 homem, idade 67,2 ± 8,48 anos, captação de 131I de 18 ± 7% e volume do bócio de 133,36 ± 24,15 cm3) recebeu tratamento com 131I seguido de carbonato de lítio. Os grupos não apresentaram diferenças significantes quanto ao volume dos bócios e às dosagens hormonais no tempo basal. Todos os pacientes receberam dose fixa de 131I de 30mCi. O volume do bócio foi estimado por tomografia computadorizada na condição basal e após 6 e 12 meses. A dose de carbonato de lítio foi ajustada de acordo com a litemia após 2, 7 e 14 dias de uso e mantida entre 0,6 e 1,2mEq/l. A média da captação de 131I de 24 horas aumentou de 13 ± 5% para 54 ± 12% no Grupo 1 (p<0,0001) e de 17 ± 7% para 53 ± 11 % no Grupo 2 (p<0,0001), sem diferença entre os grupos. Amostras de sangue para dosagem de TSH, T4 e T3 livres, tireoglobulina, anticorpos anti-peroxidase da tireóide (anti-TPO), anti-tireoglobulina (anti-Tg) e anti-receptor de TSH (TRAb) foram coletadas em intervalos regulares durante 12 meses. As concentrações de TSH elevaram-se após 24 horas da administração do 131I com aumento médio de 36,3 e 34,3 vezes nos Grupos 1 e 2, respectivamente. Concomitantemente, ocorreram elevações nas concentrações de T4 livre, T3 livre e tireoglobulina, sem diferença nas concentrações séricas máximas destes hormônios entre os Grupos 1 e 2. Foram detectados anticorpos anti-TPO e anti-Tg após 3 meses em 8% e 15,4% dos pacientes estudados, respectivamente. Sessenta e sete por cento dos anticorpos ocorreram nos Grupos 1 e 2. Efeitos colaterais leves após a administração de 131I, como dor cervical, náuseas, epigastralgia, vômitos, palpitações e cefaléia, foram mais freqüentes nos grupos 1 e 2. O hipotireoidismo foi detectado em 44% dos pacientes do Grupo 1, 20% do Grupo 2, 10% do Grupo 3 e 10% do Grupo 4 após 12 meses. No Grupo 2, dois (20%) pacientes desenvolveram hipertireoidismo que permaneceu até os 12 meses, necessitando tratamento medicamentoso, um deles com valores positivos de TRAb. Ocorreu redução significativa do volume do bócio após 12 meses nos pacientes dos Grupos 1 (47,4 ± 19,1%), 2 (44,9 ± 17,4%), 3 (28,1 ± 12,8%) e 4 (17,5 ± 8,2%). A redução final de volume do bócio foi similar entre os Grupos 1 e 2 (p = 0,5381 ), e os Grupos 3 e 4 (p = 0,2305), mas foi significativamente maior nos Grupos 1 (p = 0,0095) e 2 (p = 0,0348) em relação ao Grupo 4, mas não ao Grupo 3. A análise conjunta do volume dos bócios dos Grupos que receberam rhTSH (G1+G2) e dos grupos que não receberam rhTSH (G3+G4) demonstrou uma redução significativamente maior nos Grupos que fizeram uso de rhTSH, após 6 (p = 0,0358) e 12 meses (p = 0,0152). Concluímos que, em que pese o número de pacientes estudados não seja grande, os dados sugerem um papel relevante do rhTSH no tratamento actínico do bócio multinodular, sem que haja um efeito adicional do carbonato de lítio na redução do volume do bócio após 12 meses.Multinodular goiter (MNG) is prevalent in the elderly population and its natural history is characterized by progressive growth that may lead to compression of cervical structures and to subclinical or overt hyperthyroidism. Surgical treatment promotes immediate relief of symptoms and permits the histopathological analysis of goiter, but is often contraindicated due to comorbidities that increase the risk of the procedure. Radiotherapy (131I) is an effective alternative treatment but the low iodine uptake characteristic of long-lasting MNG with functional autonomy requires the administration of high doses of the isotope, generating costs for hospitalization and irradiation of other tissues. Recombinant human TSH (rhTSH) is used as an adjuvant to increase 131I uptake, permitting the use of a lower 131I dose and greater effectiveness in the reduction of goiter volume. Another drug, lithium, can increase thyroid iodine retention by blocking the release of thyroid hormones. ln order to optimize the actinic treatment of patients with MNG, we tested the combination of rhTSH and 131I with lithium. Thirty-nine patients with MNG ranging in size from 30 to 265 cm3, with no previous treatment, were selected and divided into 4 groups: Group 1 (n=9, 7 women/ 2 men, age: 67.56 ± 9.62 years; 131I uptake of 13 ± 5% and goiter volume of 106.5 ± 45.31 cm3) (mean ± SD) received 2 doses of 0.1 mg rhTSH, IM, 48 and 24 hours before 131I; Group 2 (n=10, all women, age: 58.9 ± 10.61 years, 131I uptake of 17 ± 7% and goiter volume of 123.7 ± 65.55 cm3) received 2 doses of 0.1 mg rhTSH, 48 and 24 hours before 131I, followed by 900 mg/day lithium carbonate for 21 days; Group 3 (n=10, 8 women/ 2 men, age: 55.5 ± 12.25 years, 131I uptake of 19 ± 5% and goiter volume of 132.91 ± 85.96 cm3) was treated only with 131I; Group 4 (n=10, 9 women/ 1 man, age: 67.2 ± 8.48 years, 131I uptake of 18 ± 7% and goiter volume of 133.36 ± 24.15 cm3) received treatment with 131I followed by lithium carbonate. The groups did not differ significantly in goiter volume or in basal hormone levels. All patients received a fixed dose of 30 mCi 131I. Goiter volume was estimated by computed tomography in the basal condition and after 6 and 12 months of treatment. The lithium carbonate dose was adjusted according to lithemia after 2, 7 and 14 days of use and maintained between 0.6 and 1.2 mEq/l. Mean 24 hour 131I uptake increased from 13 ± 5% to 54 ± 12% in Group 1 (p<0.0001) and from 17 ± 7% to 53 ± 11% in Group 2 (p<0.0001), with no difference between groups. Blood samples were collected at regular intervals for the determination of TSH, free T4 and T3, thyroglobulin, anti-thyroid peroxidase (anti-TPO), anti-thyroglobulin (anti-Tg) and anti-TSH receptor (TRAb) antibodies. TSH concentrations increased 24 hours after 131I administration, with a mean 36.3 and 34.3-fold increase in Groups 1 and 2, respectively. Free T4, free T3 and thyroglobulin increased concomitantly, with no difference in the maximum serum concentrations of these hormones between Groups 1 and 2. Anti-TPO and anti-Tg antibodies were detected after 3 months in 8% and 15.4% of the patients studied, respectively, with 67% of the antibodies occurring in Groups 1 and 2. Mild side effects after 131I administration, such as cervical pain, nausea, epigastric pain, vomiting, palpitations and headache were more frequent in Groups 1 and 2. Hypothyroidism was detected in 44% of Group 1 patients, 20% of Group 2 patients, 10% of Group 3 patients and 10% of Group 4 patients after 12 months. ln Group 2, two (20%) patients developed hyperthyroidism that persisted up to 12 months, requiring drug treatment, one of them with positive TRAb values. There was a significant reduction of goiter volume after 12 months in Groups 1 (47.4 ± 19.1%), 2 (44.9 ± 17.4%), 3 (28.1 ± 12.8%) and 4 (17.5 ± 8.2%). The final reduction of goiter volume was similar for Groups 1 and 2 (p = 0.5381), and for Groups 3 and 4 (p = 0.2305), but was significantly greater in Groups 1 (p = 0.0095) and 2 (p = 0.0348) compared to Group 4, but not to Group 3. Joint analysis of goiter volume for the groups that received rhTHS (G1+G2) and for the groups that did not receive rhTSH (G3+G4) demonstrated a significantly greater reduction in the groups treated with rhTSH after 6 (p = 0.0358) and 12 months (p = 0.0152). We conclude that, even though the number of patients studied was not large, the data suggest a relevant role of rhTSH in the actinic treatment of MNG, without an additional effect of lithium carbonate on the reduction of goiter volume after 12 months.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMaciel, Lea Maria ZaniniAlvarenga, Daniela Souza2010-05-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-16042025-101207/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-16T13:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-16042025-101207Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-16T13:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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