A experiência do trabalho no ecossistema cooperativo de abastecimento de alimentos agroecológicos Terra e Liberdade a partir do olhar da psicodinâmica do trabalho.
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-21082025-103633/ |
Resumo: | Esta tese é um esforço para entender aspectos da vivência do trabalho em cooperativas autogeridas da Economia Solidária, numa tentativa que persigo desde o mestrado de aprofundar na experiência dos sujeitos que vivenciam esse trabalho. Para isso, parto do olhar da Psicodinâmica do Trabalho (PDT) sobre os sujeitos e a experiência do trabalhar. Busquei nesse referencial e na teoria psicanalítica uma compreensão do que seria um trabalho militante, entendendo que há nas lutas por autogestão da produção uma dimensão de ação política norteada por valores que estão em oposição aos da ordem do trabalho vigente. No entanto, procuro levar em conta as implicações da inserção dessas cooperativas no modo de produção capitalista para compreender a vivência do trabalho. Nesse sentido, a discussão sobre a Lei do Valor ajudou a destrinchar as relações de dominação abstrata com o tempo, influenciando a maneira como eu me apropriei da PDT. Busco discutir como essas formas de relação com o tempo afetam a psique também nas lutas por outras maneiras de trabalhar. Acredito que alguns aspectos da Economia Solidária podem ser fortalecidos pela abordagem da Economia da Funcionalidade e da Cooperação, bem como da Ecologia Organizacional, que foram incorporadas na análise. A partir de uma pesquisa-ação, com bastante implicação entre teoria e prática, e da escuta em espaços de circulação da palavra, direcionei o olhar para o ecossistema cooperativo da Terra e Liberdade, que conecta produtores agroecológicos organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a consumidores e grupos de consumo que se engajam de maneira militante no ecossistema. Caracterizei os principais atores do ecossistema, apresentando sua história e o contexto. Por fim, discuto como conflitos e potenciais permeiam a experiência desses sujeitos, heterogêneos, como as defesas psíquicas operam obstruindo a intercooperação, e quais mecanismos, como renda, sentido político, afeto e reconhecimento, fortalecem a obra comum construída coletivamente no ecossistema. |
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A experiência do trabalho no ecossistema cooperativo de abastecimento de alimentos agroecológicos Terra e Liberdade a partir do olhar da psicodinâmica do trabalho.Untitled in englishAgroecologiaAgroecologyEconomia da funcionalidade e da cooperaçãoEconomia solidáriaEconomics of functionality and cooperationOrganização do trabalhoPsicodinâmica do trabalhoPsychodynamics of workSolidarity economyWork organizationEsta tese é um esforço para entender aspectos da vivência do trabalho em cooperativas autogeridas da Economia Solidária, numa tentativa que persigo desde o mestrado de aprofundar na experiência dos sujeitos que vivenciam esse trabalho. Para isso, parto do olhar da Psicodinâmica do Trabalho (PDT) sobre os sujeitos e a experiência do trabalhar. Busquei nesse referencial e na teoria psicanalítica uma compreensão do que seria um trabalho militante, entendendo que há nas lutas por autogestão da produção uma dimensão de ação política norteada por valores que estão em oposição aos da ordem do trabalho vigente. No entanto, procuro levar em conta as implicações da inserção dessas cooperativas no modo de produção capitalista para compreender a vivência do trabalho. Nesse sentido, a discussão sobre a Lei do Valor ajudou a destrinchar as relações de dominação abstrata com o tempo, influenciando a maneira como eu me apropriei da PDT. Busco discutir como essas formas de relação com o tempo afetam a psique também nas lutas por outras maneiras de trabalhar. Acredito que alguns aspectos da Economia Solidária podem ser fortalecidos pela abordagem da Economia da Funcionalidade e da Cooperação, bem como da Ecologia Organizacional, que foram incorporadas na análise. A partir de uma pesquisa-ação, com bastante implicação entre teoria e prática, e da escuta em espaços de circulação da palavra, direcionei o olhar para o ecossistema cooperativo da Terra e Liberdade, que conecta produtores agroecológicos organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a consumidores e grupos de consumo que se engajam de maneira militante no ecossistema. Caracterizei os principais atores do ecossistema, apresentando sua história e o contexto. Por fim, discuto como conflitos e potenciais permeiam a experiência desses sujeitos, heterogêneos, como as defesas psíquicas operam obstruindo a intercooperação, e quais mecanismos, como renda, sentido político, afeto e reconhecimento, fortalecem a obra comum construída coletivamente no ecossistema.This thesis consists in an effort to understand aspects of the experience of work in selfmanaged cooperatives, in Solidarity Economy perspective. It is an attempt that I have pursued since my master\'s degree to delve deeper into the experience of the subjects who experience this work. To realize this, I start from the Psychodynamics of Work (PDT) perspective. I sought in this theory and in psychoanalytic theory a framework to understand what militant work would be, assuming that there is a specific political dimension in the struggles for self-management, and not just work in the economic sense of the term. However, I try to consider the implications of the insertion of cooperatives in the capitalist mode of production to understand the experience of work. In this sense, the discussion about the Law of Value helped to unravel the relationships of abstract domination over time, influencing the way that I mobilize PDT. I seek to discuss how these forms of relationship with time affect the psyche also in the struggles for other ways of working. I believe that some aspects of the Solidarity Economy can be strengthened by the Economic of Functionality and Cooperation approach, as well as Organizational Ecology, which were incorporated in the analysis. Based on action research, with a lot of implications between theory and practice, and focusing in what emerges as possibility to listen in spaces where words circulate, I directed my attention to the cooperative ecosystem of Terra e Liberdade, which connects agroecological producers organized by the Landless Rural Workers Movement (MST) to consumers and consumer groups that engage in a militant way in the ecosystem. I characterized the main actors in the ecosystem, presenting their history and context. Finally, I discuss how conflicts and potentials permeate the experience of these heterogeneous subjects, how psychic defenses operate obstructing intercooperation, and which mechanisms, such as income, political sense, affective relationships and recognition, strengthen the common work built collectively in the ecosystem.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSznelwar, Laerte IdalPompeu, Lucca Perez2024-06-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-21082025-103633/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-21T14:10:07Zoai:teses.usp.br:tde-21082025-103633Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-21T14:10:07Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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