O uso dos verbos modais alemães na produção escrita de aprendizes brasileiros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1999
Autor(a) principal: Evangelista, Maria Cristina Reckziegel Guedes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8144/tde-07092022-122049/
Resumo: A presente dissertação analisa o uso dos verbos modais do alemão (dürfen, können, möchte, müssen, sollen, werden e wollen) num corpus constituído por redações escritas por aprendizes de escolas teuto brasileiras localizadas na cidade de SãoPaulo. As análises empíricas estão fundamentadas em considerações teóricas ligadas à semântica relacional da modalidade, à aquisição de línguas estrangeiras e a alguns aspectos da tipologia textual. A pesquisa engloba diferentes níveis deaprendizagem, desde a oitava série até o terceiro ano do ensino médio, bem como três populações de informantes (falantes nativos e não-nativos da língua alemã, além de turmas mistas que servem para fins de comparação). O trabalho divide-se emtrês partes principais. Primeiramente, verifica-se quais verbos modais são utilizados no corpus e com que freqüencia eles ocorrem. Em segundo lugar, determinam-se os tipos de modalidade que podem ser codificados pelos verbos modais equantificam-se suas ocorrências no corpus. Finalmente, observa-se a relação entre os verbos modais e os tipos de modalidade. A análise considera três fatores como possíveis determinantes de diferenças no uso dos verbos modais: a instruçàorecebida em sala de aula, a interferência da língua materna e/ou de outras línguas estrangeiras e a economia e/ou complexidade cognitiva. Partiu-se da hipótese inicial de que a frequência de uso dos diferentes verbos modais, bem como a dos tiposde modalidade, deveria distinguir-se quantitativae qualitativamente das séries escolares mais baixas para as séries mais altas. Verbos, como können e müssen, por exemplo, deveriam aparecer já nas redações de alunos de séries iniciais, enquantooutros, como sollen e dürfen, somente na produção das séries mais avançadas. No caso dos tipos de modalidade, esperava-se que a modalidade deôntica fosse utilizada primeiramente e a modalidade epistêmica em fases mais avançadas da aprendizagem. Entre os resultados mais significativos da análise, verifica-se que a porcentagem de ocorrência de verbos modais em relação ao total de palavras do corpus assemelha-se à freqüência de uso desse verbos por falantes nativos do alemãomostrada por outros estudos. Na população dos falantes não-nativos, os verbos modais são empregados numa porcentagem maior do que aquela encontrada na produção dos falantes nativos. Na população mista, essa freqüência é ainda maior. Osinformantes com alemão como língua materna apresentam um uso menor desses verbos, aproximando-se mais do padrão da língua alemã escrita
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Primeiramente, verifica-se quais verbos modais são utilizados no corpus e com que freqüencia eles ocorrem. Em segundo lugar, determinam-se os tipos de modalidade que podem ser codificados pelos verbos modais equantificam-se suas ocorrências no corpus. Finalmente, observa-se a relação entre os verbos modais e os tipos de modalidade. A análise considera três fatores como possíveis determinantes de diferenças no uso dos verbos modais: a instruçàorecebida em sala de aula, a interferência da língua materna e/ou de outras línguas estrangeiras e a economia e/ou complexidade cognitiva. Partiu-se da hipótese inicial de que a frequência de uso dos diferentes verbos modais, bem como a dos tiposde modalidade, deveria distinguir-se quantitativae qualitativamente das séries escolares mais baixas para as séries mais altas. 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Osinformantes com alemão como língua materna apresentam um uso menor desses verbos, aproximando-se mais do padrão da língua alemã escritaDie vorliegende Arbeit analysiert den Gebrauch der deutschen Modalverben (dürfen, können, möchten, müssen, sollen, werden und wollen) in einem Korpus von Aufsätzen, die von Schülern deutsch-brasilianischer Schulen in der Stadt São Paulo geschrieben wurden. Die empirischen Analysen stützen sich auf theoretische Überlegungen zur modalitätsrelationalen Semantik, zum Fremdsprachenerwerb und zu einigen Aspekten der Texttypologie. Die Untersuchung umfasst verschiedene Lernniveaus, von der achten Klasse bis zum dritten Jahr des Gymnasiums, sowie drei Populationen von Informanten (deutsche Muttersprachler und Nicht-Muttersprachler sowie gemischte Klassen zu Vergleichszwecken). Die Arbeit ist in drei Hauptteile gegliedert. Zunächst wird untersucht, welche Modalverben im Korpus verwendet werden und wie häufig sie vorkommen. Zweitens werden die Arten von Modalität, die durch Modalverben kodiert werden können, bestimmt und ihr Vorkommen im Korpus quantifiziert. Schließlich wird die Beziehung zwischen Modalverben und Modalitätstypen untersucht. In der Analyse werden drei Faktoren als mögliche Determinanten für Unterschiede im Gebrauch von Modalverben betrachtet: der Unterricht im Klassenzimmer, die Beeinflussung durch die Muttersprache und/oder andere Fremdsprachen sowie die kognitive Ökonomie und/oder Komplexität. Wir sind von der Ausgangshypothese ausgegangen, dass sich die Verwendungshäufigkeit der verschiedenen Modalverben sowie die der Modalitätstypen quantitativ und qualitativ von der Unter- zur Oberstufe unterscheiden sollte. Bei den Modalitätsarten sollte die Häufigkeit der verschiedenen Modalverben ebenso wie die Häufigkeit der Modalitätsarten quantitativ und qualitativ von den unteren zu den oberen Klassenstufen differenziert werden. Bei den Modalitätstypen wurde erwartet, dass die deontische Modalität zuerst verwendet wird und die epistemische Modalität infortgeschritteneren Lernphasen. Zu den wichtigsten Ergebnissen der Analyse gehört, dass der prozentuale Anteil der Modalverben an der Gesamtzahl der Wörter im Korpus der Häufigkeit der Verwendung dieser Verben durch deutsche Muttersprachler entspricht, die in anderen Studien ermittelt wurde. In der Gruppe der Nicht-Muttersprachler werden Modalverben zu einem höheren Prozentsatz verwendet als in der Produktion der Muttersprachler. In der gemischten Bevölkerung ist diese Häufigkeit noch höher. Die Muttersprachler verwenden diese Verben weniger, und stehen damit dem Muster der deutschen Schriftsprache näherBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBluhdorn, Hardarik Gerhard JuergenEvangelista, Maria Cristina Reckziegel Guedes1999-07-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8144/tde-07092022-122049/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2022-09-12T20:09:03Zoai:teses.usp.br:tde-07092022-122049Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212022-09-12T20:09:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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