Estudo sobre os padrões espaço-temporais de Autômatos Celulares em Redes Complexas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Joaquim, Daniel Torkomian
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/76/76134/tde-28012025-110218/
Resumo: Autômatos celulares e Redes Complexas são mecanismos e estratégias para o estudo dos chamados sistemas complexos, aqueles onde um grande número de agentes relativamente simples se organizam, sem a atuação de um comando central, em um todo coletivo que cria padrões, usa informações e em alguns casos pode até evoluir (1). Enquanto o primeiro é definido como uma idealização matemática de sistemas físicos, nos quais espaço e tempo são discretos, em que quantidades físicas podem assumir uma quantidade finita de valores, também discretos, o segundo pode ser definido como uma estrutura composta por um conjunto de nós (ou vértices) aos quais estão atrelados um conjunto de links (ou arestas). Consolidados como ferramentas desses sistemas, foram e são amplamente estudados. As redes complexas, por exemplo, na chamada Ciência das Redes (2). Ainda, outro objeto de estudo é a sua composição, nas chamadas Redes Autômatos, no qual autômatos celulares são evoluídos sobre a topologia de redes. Esse é o caso dos Life-Like Network Automata (LLNA), método proposto para o reconhecimento de padrões em redes complexas, no qual a estrutura para evolução dos autômatos celulares são redes, e sua evolução, ocorre através de regras da família Life-Like, produzindo padrões espaço-temporais que provêm as informações para a classificação das redes (3). Esse trabalho visa investigar e aprofundar os conhecimentos a respeito desses padrões a partir das seguintes perguntas. A evolução desses autômatos e, com isso, os padrões são sensíveis aos estados iniciais impostos a cada célula? Existe alguma ordenação desses padrões, ideal ou facilitadora para identificação e distinção dos padrões de diferentes modelos de redes? Utilizando-se uma base de redes formada pelos quatro modelos sintéticos (aleatório, mundo pequeno, livre de escala e geométrico), avaliou-se a ordenação por diferentes medidas estruturais e topológicas das redes, sendo a ordenação por grau que apresentou padrões formados por regiões distintas e delimitadas. Investigou-se o desempate dos nós da rede de acordo com o grau hierárquico, não resultando em diferenças significativas distintas de variações estocásticas. Ainda com relação a ordenação, avaliou-se esta com base nas medidas de entropia dos padrões e propôs-se uma variação da Entropia de Shannon para ordenação, que resultou em padrões formados por quatro regiões que diferem entre os modelos com relação ao seu tamanho. Dessa forma avaliou-se medidas de tamanho dessas regiões e seu comportamento na transição de redes regulares, de mundo pequeno e aleatórias, comparando com a medida Omega. Quanto aos estados iniciais, ou semente, os estudos desenvolvidos revelaram que os padrões podem ser sensíveis à posição de alocação do estado um em relação às características topológicas das redes, a depender do modelo dessas redes, além de potencial na manipulação das sementes para estudos de dinâmica e padrões como assinaturas das redes. Destaca-se que modelos como de Barabasi-Albert geram padrões similares, inclusive quando somente o nó de grau mais alto recebe o estado inicial um. Ainda, a manipulação das sementes demonstrou poder para melhorar a acurácia da classificação de redes do mundo real. Alçando aumento de, aproximadamente, dez pontos percentuais com relação às sementes aleatórias, no melhor caso. Considera-se o aprofundamento desses estudos no que diz respeito à tarefa de classificação quando aplicadas diferentes sementes com base nas demais medidas topológicas, além da avaliação do impacto da semente nos modelos tradicionais para diferentes regras de transição de estados e aprofundamento no estudo das medidas provindas dos tamanhos das regiões dos padrões.
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spelling Estudo sobre os padrões espaço-temporais de Autômatos Celulares em Redes ComplexasStudy on the Spatio-Temporal Patterns of Cellular Automata in Complex NetworksAutômatos celularesCellular automataClassificação de RedesComplex networksNetwork automataNetwork classificationRedes autômatosRedes complexasAutômatos celulares e Redes Complexas são mecanismos e estratégias para o estudo dos chamados sistemas complexos, aqueles onde um grande número de agentes relativamente simples se organizam, sem a atuação de um comando central, em um todo coletivo que cria padrões, usa informações e em alguns casos pode até evoluir (1). Enquanto o primeiro é definido como uma idealização matemática de sistemas físicos, nos quais espaço e tempo são discretos, em que quantidades físicas podem assumir uma quantidade finita de valores, também discretos, o segundo pode ser definido como uma estrutura composta por um conjunto de nós (ou vértices) aos quais estão atrelados um conjunto de links (ou arestas). Consolidados como ferramentas desses sistemas, foram e são amplamente estudados. As redes complexas, por exemplo, na chamada Ciência das Redes (2). Ainda, outro objeto de estudo é a sua composição, nas chamadas Redes Autômatos, no qual autômatos celulares são evoluídos sobre a topologia de redes. Esse é o caso dos Life-Like Network Automata (LLNA), método proposto para o reconhecimento de padrões em redes complexas, no qual a estrutura para evolução dos autômatos celulares são redes, e sua evolução, ocorre através de regras da família Life-Like, produzindo padrões espaço-temporais que provêm as informações para a classificação das redes (3). Esse trabalho visa investigar e aprofundar os conhecimentos a respeito desses padrões a partir das seguintes perguntas. A evolução desses autômatos e, com isso, os padrões são sensíveis aos estados iniciais impostos a cada célula? Existe alguma ordenação desses padrões, ideal ou facilitadora para identificação e distinção dos padrões de diferentes modelos de redes? Utilizando-se uma base de redes formada pelos quatro modelos sintéticos (aleatório, mundo pequeno, livre de escala e geométrico), avaliou-se a ordenação por diferentes medidas estruturais e topológicas das redes, sendo a ordenação por grau que apresentou padrões formados por regiões distintas e delimitadas. Investigou-se o desempate dos nós da rede de acordo com o grau hierárquico, não resultando em diferenças significativas distintas de variações estocásticas. Ainda com relação a ordenação, avaliou-se esta com base nas medidas de entropia dos padrões e propôs-se uma variação da Entropia de Shannon para ordenação, que resultou em padrões formados por quatro regiões que diferem entre os modelos com relação ao seu tamanho. Dessa forma avaliou-se medidas de tamanho dessas regiões e seu comportamento na transição de redes regulares, de mundo pequeno e aleatórias, comparando com a medida Omega. Quanto aos estados iniciais, ou semente, os estudos desenvolvidos revelaram que os padrões podem ser sensíveis à posição de alocação do estado um em relação às características topológicas das redes, a depender do modelo dessas redes, além de potencial na manipulação das sementes para estudos de dinâmica e padrões como assinaturas das redes. Destaca-se que modelos como de Barabasi-Albert geram padrões similares, inclusive quando somente o nó de grau mais alto recebe o estado inicial um. Ainda, a manipulação das sementes demonstrou poder para melhorar a acurácia da classificação de redes do mundo real. Alçando aumento de, aproximadamente, dez pontos percentuais com relação às sementes aleatórias, no melhor caso. Considera-se o aprofundamento desses estudos no que diz respeito à tarefa de classificação quando aplicadas diferentes sementes com base nas demais medidas topológicas, além da avaliação do impacto da semente nos modelos tradicionais para diferentes regras de transição de estados e aprofundamento no estudo das medidas provindas dos tamanhos das regiões dos padrões.Cellular Automata and Complex Networks are mechanisms and strategies used to study complex systems, where a large number of relatively simple agents organize themselves without the need for central control, forming a collective whole that creates patterns, processes information, and, in some cases, can even evolve (1). While Cellular Automata are defined as mathematical idealizations of physical systems in which space and time are discrete, and physical quantities can assume a finite set of discrete values, Complex Networks are defined as structures composed of a set of nodes (or vertices) connected by a set of links (or edges). Both have been extensively studied as tools for analyzing complex systems, with Complex Networks, in particular, being a central focus in Network Science (2). Furthermore, another area of interest is their combination in so-called Network Automata, where Cellular Automata evolve over network topologies. This is the case of Life-Like Network Automata (LLNA), a method proposed for pattern recognition in complex networks. In LLNA, the structure governing the evolution of Cellular Automata is based on networks, and their evolution is driven by rules from the Life-Like family, generating spatiotemporal patterns that provide information for network classification (3).This work aims to investigate and deepen the understanding of these patterns through the following research questions: Is the evolution of these automata, and, consequently, the resulting patterns, sensitive to the initial states assigned to each cell? Is there an optimal or facilitating arrangement of these patterns for identifying and distinguishing patterns across different network models? Using a dataset comprising four synthetic network models (random, small-world, scale-free, and geometric), the ordering was evaluated based on various structural and topological measures of the networks. Degree-based ordering revealed patterns characterized by distinct and well-defined regions. The study also investigated the tie-breaking of network nodes according to hierarchical degree, which did not result in significant differences beyond stochastic variations. Furthermore, the ordering was evaluated using entropy measures of the patterns, and a variation of Shannon Entropy was proposed, leading to the formation of four regions that differed in size between the network models.This study further evaluated the sizes of these regions and their behavior during the transition between regular, small-world, and random networks, comparing the results with the Omega measure. Regarding initial states (or seeds), the findings indicated that the resulting patterns are sensitive to the allocation of the \"one\" state with respect to the topological characteristics of the networks, depending on the network model. The study also highlighted the potential of seed manipulation in studying network dynamics and patterns as signatures of the networks. Notably, models such as Barabási-Albert produced similar patterns even when only the highest-degree node was assigned the initial \"one\" state. Additionally, manipulating the seeds improved the accuracy of network classification in real-world networks, with an increase of approximately ten percentage points compared to random seeds in the best cases. Future research will further explore the role of different seeds in the classification task, based on other topological measures, and evaluate the impact of seeds on traditional models using various state transition rules. Additionally, further investigation into the measures derived from the sizes of the pattern regions will be conducted.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBruno, Odemir MartinezJoaquim, Daniel Torkomian2024-11-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/76/76134/tde-28012025-110218/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-28T19:16:02Zoai:teses.usp.br:tde-28012025-110218Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-28T19:16:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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