A luta por território: a formação do Conselho Ribeirinho para a garantia de reprodução da vida no reservatório da UHE Belo Monte em Vitória do Xingu (PA)
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-11092025-102515/ |
Resumo: | O estudo das lutas de indígenas e camponeses ribeirinhos pela conquista de frações territoriais no médio Rio Xingu, em Vitória do Xingu, no Pará nos permite compreender acerca da reprodução camponesa na área da UHE Belo Monte. O estudo aqui apresentado tem como objetivo analisar o processo de organização e luta política desses sujeitos atingidos por esta hidrelétrica. Os impactos da UHE Belo Monte incidiram na reprodução e relações de mais de trezentas famílias de indígenas e camponeses ribeirinhos que não foram reconhecidos dentro dos estudos de impactos do empreendimento. Essas famílias que desde 2016 travam uma luta com a concessionária Norte Energia S/A para a garantia de reconhecimento e de seus direitos para reprodução na terra no \"Território Ribeirinho\" (TR) em torno do lago da UHE Belo Monte. Para a realização do estudo foi fundamental ter como base metodológica desse trabalho a dialética materialista, além da relevância dos diversos procedimentos metódicos, como a pesquisa em campo, desenvolvida com base na observação participante e na história de vida, entrevistas abertas e semiestruturadas e de vários registros fotográficos como forma de retratar as práticas sócio territoriais das famílias. Além das atividades de campo foram feitos os levantamentos bibliográficos e documentais no sistema do IBAMA (SEI). Como resultado das lutas e resistências desses sujeitos em 2016 teve-se a consolidação do Conselho Ribeirinho, instância coletiva e soberana que atuou no reconhecimento das famílias que deveriam ter seus direitos garantidos diante dos impactos da UHE Belo Monte. Este Conselho atualmente atua nas tratativas com a NESA, a (concessionária) para o cumprimento do reassentamento pleno das famílias no lago de Belo Monte, para a garantia aos camponeses de uma recomposição do seu modo de vida (igual ou melhor ao que viviam antes do cercamento do Rio Xingu), nas Áreas de Preservação Permanente (APP) nas áreas lindeiras e nas áreas de subsistências, previstas para que as famílias possam fazer a instalação de suas hortas, criação de animais, canteiros agroflorestais, etc., Assim, diante da complexidade que é realizar pesquisa na Amazônia, ( nos confins da Amazônia), priorizaremos nossos estudos aqui na Comunidade Paratizão (Território 1), no município de Vitória do Xingu |
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A luta por território: a formação do Conselho Ribeirinho para a garantia de reprodução da vida no reservatório da UHE Belo Monte em Vitória do Xingu (PA)The struggle for territory: the formation of the Riverside Council to guarantee the reproduction of life in the Belo Monte UHE reservoir in Vitória do Xingu (PA)CamponesesConselho RibeirinhoHidrelétrica Belo MonteLuta pelo territórioPeasantsRio Xingu (PA)Riverside CouncilStruggle for territoryUHE Belo MonteXingu River (PA)O estudo das lutas de indígenas e camponeses ribeirinhos pela conquista de frações territoriais no médio Rio Xingu, em Vitória do Xingu, no Pará nos permite compreender acerca da reprodução camponesa na área da UHE Belo Monte. O estudo aqui apresentado tem como objetivo analisar o processo de organização e luta política desses sujeitos atingidos por esta hidrelétrica. Os impactos da UHE Belo Monte incidiram na reprodução e relações de mais de trezentas famílias de indígenas e camponeses ribeirinhos que não foram reconhecidos dentro dos estudos de impactos do empreendimento. Essas famílias que desde 2016 travam uma luta com a concessionária Norte Energia S/A para a garantia de reconhecimento e de seus direitos para reprodução na terra no \"Território Ribeirinho\" (TR) em torno do lago da UHE Belo Monte. Para a realização do estudo foi fundamental ter como base metodológica desse trabalho a dialética materialista, além da relevância dos diversos procedimentos metódicos, como a pesquisa em campo, desenvolvida com base na observação participante e na história de vida, entrevistas abertas e semiestruturadas e de vários registros fotográficos como forma de retratar as práticas sócio territoriais das famílias. Além das atividades de campo foram feitos os levantamentos bibliográficos e documentais no sistema do IBAMA (SEI). Como resultado das lutas e resistências desses sujeitos em 2016 teve-se a consolidação do Conselho Ribeirinho, instância coletiva e soberana que atuou no reconhecimento das famílias que deveriam ter seus direitos garantidos diante dos impactos da UHE Belo Monte. Este Conselho atualmente atua nas tratativas com a NESA, a (concessionária) para o cumprimento do reassentamento pleno das famílias no lago de Belo Monte, para a garantia aos camponeses de uma recomposição do seu modo de vida (igual ou melhor ao que viviam antes do cercamento do Rio Xingu), nas Áreas de Preservação Permanente (APP) nas áreas lindeiras e nas áreas de subsistências, previstas para que as famílias possam fazer a instalação de suas hortas, criação de animais, canteiros agroflorestais, etc., Assim, diante da complexidade que é realizar pesquisa na Amazônia, ( nos confins da Amazônia), priorizaremos nossos estudos aqui na Comunidade Paratizão (Território 1), no município de Vitória do XinguThe study of the struggles of indigenous people and riverside peasants for territorial fractions in the middle Xingu River, in Vitória do Xingu, Pará, allows us to understand about peasant reproduction in the area affected by the Belo Monte (UHE). This study aims that, to analyze the organization and political struggle process of these individuals, who were affected by this hydroelectric project. The impacts of UHE Belo Monte have affected the reproductiom and relationships of more than three hundred families of indigenous people and riverside peasants who were not recognized in the impact studies of the enterprise project. These families have been fighting since 2016 with the concessionaire Norte Energia S/A to guarantee recognition and their rights to reproduce on the land in the \"Riverside Territory\" (RT) around the lake of Belo Monte reservoir. For the study,several methodological procedures were essential, such as field research based on participant observation and life histories, open and semi-structured interviews, and several photographic records to portray the socio territorial practices of the families. In addition to field activities, bibliographic and documentary surveys were made in the IBAMA (SEI) system. As a result of the struggles and resistance of these individuals, in 2016, there was the consolidation of the Riverside Council, a collective and Sovereign instance that acted in the recognition of the families that should have their rights guaranteed in the face of the impacts of UHE Belo Monte. Nowadays this Council works in negotiations with NESA (the concessionaire) for the fulfillment of the resettlement of families at the Belo Monte reservoir, guaranteeing the peasants a restoration of their way of life (equal or better than what they lived before the enclosure of the Xingu River), in the Permanent Preservation Areas (APP) in the borders areas, and in sustainable use areas, designated for families to establish their vegetable gardens, animals husbandry, agroforestry beds, etc. Thus, given the complexity of conducting research in the Amazon (in the confines of the Amazon), we will prioritize our studies here in the Paratizão Community (Territory 1), in Vitória do Xingu cityBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarcos, Valeria deLima, Josefa da Silva2024-12-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-11092025-102515/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-11T13:45:07Zoai:teses.usp.br:tde-11092025-102515Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-11T13:45:07Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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