Prevalência de prescrição de psicofármacos e fatores associados em pacientes hospitalizados em uso de sonda enteral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Gobbo, Ana Flóra Fogaça
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-21052025-101635/
Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo geral identificar a prevalência de prescrição de psicofármacos e fatores associados em pacientes hospitalizados em uso de sonda enteral de curta permanência. Ela consiste em parte de projeto maior intitulado \"Incidentes relacionados à sonda enteral em pacientes hospitalizados: estudo multicêntrico\". Trata-se de estudo com delineamento quantitativo, do tipo prospectivo e analítico. Foi realizado em enfermarias da clínica médica de sete hospitais das cinco regiões brasileiras, configurando-se em estudo multicêntrico. Os dados foram coletados a partir do primeiro dia de uso da sonda enteral na enfermaria (ou a partir do primeiro dia de internação, caso fosse admitido com a sonda na clínica médica) até a alta da enfermaria (por motivo de óbito ou não óbito). Foram consideradas as seguintes variáveis: demográficas, clínicas e terapêuticas. Na análise estatística, os dados foram descritos através de frequências absolutas e percentuais e por medidas de centralidade e de dispersão como média, desvio-padrão, mínimo, mediana e máximo. Também foi utilizado o modelo de regressão de Poisson, Razão de Prevalência e Risco Relativo. Para todas as análises adotou-se um nível de significância de 5%. Constatou-se que dos 447 pacientes incluídos na pesquisa, a maioria era homens (233; 52,4%), brancos (292; 67,4%), com ensino fundamental incompleto (164; 38,1%). A prevalência de uso de psicofármaco foi de 72,6% e 70,9%, na admissão hospitalar e alta, respectivamente. Os psicofármacos mais prescritos foram opioides, benzodiazepínicos e antipsicóticos e os diagnósticos mais frequentes foram os não psiquiátricos. Na admissão, constatou-se associação entre prescrição de psicofármacos e faixa etária e estado civil, como maior prevalência de prescrição destes medicamentos em pacientes de 50 a 60 anos comparados aos de 70 a 80 anos e com estado civil divorciados comparados aos casados, com companheiro ou união estável. Os pacientes classificados como inconscientes apresentaram menor prevalência de prescrição de psicofármacos comparados àqueles que apresentavam resposta à dor. Na alta hospitalar, constatou-se associação entre prescrição de psicofármacos e classificação do paciente como de cuidado intensivo em comparação com aqueles em cuidado intermediário, em cuidado mínimo e de alta dependência. Identificou-se que à medida que o número de medicamentos prescritos aumenta, há uma maior probabilidade de inclusão de psicofármacos. Não foi evidenciada associação entre o uso de psicofármacos na admissão e na alta com o desfecho óbito. Os achados reforçam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e individualizada na prescrição de psicofármacos, especialmente em pacientes em uso de sonda enteral, visando minimizar riscos associados à polifarmácia, eventos adversos e interações medicamentosas, além de garantir a segurança do paciente durante a internação e na transição para o cuidado domiciliar.
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Os dados foram coletados a partir do primeiro dia de uso da sonda enteral na enfermaria (ou a partir do primeiro dia de internação, caso fosse admitido com a sonda na clínica médica) até a alta da enfermaria (por motivo de óbito ou não óbito). Foram consideradas as seguintes variáveis: demográficas, clínicas e terapêuticas. Na análise estatística, os dados foram descritos através de frequências absolutas e percentuais e por medidas de centralidade e de dispersão como média, desvio-padrão, mínimo, mediana e máximo. Também foi utilizado o modelo de regressão de Poisson, Razão de Prevalência e Risco Relativo. Para todas as análises adotou-se um nível de significância de 5%. Constatou-se que dos 447 pacientes incluídos na pesquisa, a maioria era homens (233; 52,4%), brancos (292; 67,4%), com ensino fundamental incompleto (164; 38,1%). A prevalência de uso de psicofármaco foi de 72,6% e 70,9%, na admissão hospitalar e alta, respectivamente. Os psicofármacos mais prescritos foram opioides, benzodiazepínicos e antipsicóticos e os diagnósticos mais frequentes foram os não psiquiátricos. Na admissão, constatou-se associação entre prescrição de psicofármacos e faixa etária e estado civil, como maior prevalência de prescrição destes medicamentos em pacientes de 50 a 60 anos comparados aos de 70 a 80 anos e com estado civil divorciados comparados aos casados, com companheiro ou união estável. Os pacientes classificados como inconscientes apresentaram menor prevalência de prescrição de psicofármacos comparados àqueles que apresentavam resposta à dor. Na alta hospitalar, constatou-se associação entre prescrição de psicofármacos e classificação do paciente como de cuidado intensivo em comparação com aqueles em cuidado intermediário, em cuidado mínimo e de alta dependência. Identificou-se que à medida que o número de medicamentos prescritos aumenta, há uma maior probabilidade de inclusão de psicofármacos. Não foi evidenciada associação entre o uso de psicofármacos na admissão e na alta com o desfecho óbito. Os achados reforçam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e individualizada na prescrição de psicofármacos, especialmente em pacientes em uso de sonda enteral, visando minimizar riscos associados à polifarmácia, eventos adversos e interações medicamentosas, além de garantir a segurança do paciente durante a internação e na transição para o cuidado domiciliar.The general objective of this research was to identify the prevalence of psychotropic drug prescriptions and associated factors in hospitalized patients using short-term enteral feeding tubes. This study is part of a larger project entitled \"Incidents related to enteral tubes in hospitalized patients: a multicenter study\". It is a quantitative, prospective, and analytical study. The research was conducted in medical wards of seven hospitals across the five Brazilian regions, characterizing it as a multicenter study. Data were collected from the first day of enteral tube use in the ward (or from the first day of hospitalization, in cases where the patient was admitted with the tube in the medical clinic) until discharge from the ward (due to death or survival). The variables considered included demographic, clinical, and therapeutic factors. In the statistical analysis, the data were described using absolute and percentage frequencies, as well as measures of central tendency and dispersion, such as mean, standard deviation, minimum, median, and maximum. The Poisson regression model, Prevalence Ratio, and Relative Risk were also employed. A 5% significance level was adopted for all analyses. Of the 447 patients included in the study, most were men (233; 52.4%), white (292; 67.4%), and had incomplete elementary education (164; 38.1%). The prevalence of psychotropic drug use was 72.6% at hospital admission and 70.9% at discharge. The most frequently prescribed psychotropic drugs were opioids, benzodiazepines, and antipsychotics, and the most common diagnoses were non-psychiatric. At admission, an association was observed between psychotropic drug prescriptions and both age group and marital status. Patients aged 50 to 60 years had a higher prevalence of psychotropic prescriptions compared to those aged 70 to 80 years. Similarly, divorced patients showed a higher prevalence of these prescriptions compared to those who were married, in a stable union, or partnered. Patients classified as unconscious had a lower prevalence of psychotropic prescriptions compared to those who responded to pain stimuli.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMiasso, Adriana InocentiSousa, Fernanda Raphael Escobar Gimenes deGobbo, Ana Flóra Fogaça2025-02-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-21052025-101635/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-22T19:15:02Zoai:teses.usp.br:tde-21052025-101635Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-22T19:15:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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