Hormônios tireoidianos em recém-nascidos a termo com sepse neonatal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Silva, Maria Helena Baptista Nunes da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-02042008-140201/
Resumo: Recém-nascidos com sepse apresentam sintomas clínicos e alterações laboratoriais por tempo e gravidade variáveis. A sepse neonatal pode comprometer diversos tecidos e modificar a ação das enzimas, incluindo a desiodase tipo 1, responsável pela formação do T3 plasmático a partir do T4 nos tecidos periféricos. Além disso, em certos períodos da doença, pode haver uma ação reduzida do T4 em níveis teciduais. Estas alterações são identificadas como Doença Não Tireoidiana, e pouco se conhece sobre ela no período neonatal. Os objetivos deste estudo foram determinar os níveis séricos dos hormônios tireoidianos em recém-nascidos a termo durante a sepse e a convalescença, verificando a presença da Doença Não Tireoidiana e determinando seus padrões na sepse de curta duração, na sepse prolongada e no choque séptico. Foram estudados 28 recém-nascidos a termo com sepse, 12 com duração prolongada por mais de oito dias e 15 com choque séptico. Os recém-nascidos que tiveram sepse prolongada foram os que apresentaram maior perda de peso desde o nascimento até o início da doença, média de 21 dias, e que tiveram culturas positivas para fungos. Doença Não Tireoidiana foi encontrada em 60,7% dos casos, prevalente nos recém-nascidos com sepse de prolongada duração, dentre os quais a prevalência foi inversamente relacionada ao tempo do prolongamento da sepse. A Doença Não Tireoidiana não apresentou correlação com o choque séptico. A síndrome do T3 baixo, caracterizada por T3 baixo, TSH normal e T3 reverso geralmente aumentado, foi encontrada em 58,8% dos casos, sem diferença com a duração da sepse. O nível sérico de T3 foi mais baixo na sepse do que na convalescença sem diferença com o tempo de duração da doença. Não foi encontrada elevação de T3 reverso. A síndrome do T4 e T3 baixo, caracterizada por T4 e T3 baixo e TSH normal, foi encontrada em 29,5%, sem diferença com o tempo de duração da doença, apenas no choque séptico, retornando aos níveis normais na convalescença em ambos os grupos. A síndrome Mista que resulta da combinação de anormalidades foi encontrada em 11,7% dos casos, sem diferença com a duração da doença ou choque séptico. Doença Não Tireoidiana esteve presente nos recém-nascidos a termo com sepse, mais freqüente nos de prolongada duração. Síndrome do T3 baixo foi o padrão mais freqüente, porém sem elevação do T3 reverso; e a síndrome do T4 e T3 baixo só foi encontrada no choque séptico, embora sem relação com o mesmo.
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Os objetivos deste estudo foram determinar os níveis séricos dos hormônios tireoidianos em recém-nascidos a termo durante a sepse e a convalescença, verificando a presença da Doença Não Tireoidiana e determinando seus padrões na sepse de curta duração, na sepse prolongada e no choque séptico. Foram estudados 28 recém-nascidos a termo com sepse, 12 com duração prolongada por mais de oito dias e 15 com choque séptico. Os recém-nascidos que tiveram sepse prolongada foram os que apresentaram maior perda de peso desde o nascimento até o início da doença, média de 21 dias, e que tiveram culturas positivas para fungos. Doença Não Tireoidiana foi encontrada em 60,7% dos casos, prevalente nos recém-nascidos com sepse de prolongada duração, dentre os quais a prevalência foi inversamente relacionada ao tempo do prolongamento da sepse. A Doença Não Tireoidiana não apresentou correlação com o choque séptico. A síndrome do T3 baixo, caracterizada por T3 baixo, TSH normal e T3 reverso geralmente aumentado, foi encontrada em 58,8% dos casos, sem diferença com a duração da sepse. O nível sérico de T3 foi mais baixo na sepse do que na convalescença sem diferença com o tempo de duração da doença. Não foi encontrada elevação de T3 reverso. A síndrome do T4 e T3 baixo, caracterizada por T4 e T3 baixo e TSH normal, foi encontrada em 29,5%, sem diferença com o tempo de duração da doença, apenas no choque séptico, retornando aos níveis normais na convalescença em ambos os grupos. A síndrome Mista que resulta da combinação de anormalidades foi encontrada em 11,7% dos casos, sem diferença com a duração da doença ou choque séptico. Doença Não Tireoidiana esteve presente nos recém-nascidos a termo com sepse, mais freqüente nos de prolongada duração. Síndrome do T3 baixo foi o padrão mais freqüente, porém sem elevação do T3 reverso; e a síndrome do T4 e T3 baixo só foi encontrada no choque séptico, embora sem relação com o mesmo.Newborn infants with sepsis present clinical symptoms and laboratory alterations of varying lengths of time and degrees of severity. Neonatal sepsis may harm certain kinds of tissue and change the function of enzymes including Type 1 Deiodinase, which is responsible for the creation of Plasmatic T3 from T4 in peripheral tissues. Additionally, in certain periods of the illness there might be a reduced action of the T4 in tissue levels. These alterations are known as Nonthyroidal Illnesses. Little is known about Nonthyroidal Illnesses regarding these alterations during the neonatal period. The objective of this study was to determine the thyroidal hormone serum levels in full-term newborn infants during sepsis and convalescence, verifying the presence and determining the standards of the Nonthyroidal Illness in short-term sepsis, in prolonged sepsis and septic shock. 28 full-term newborn infants with sepsis were studied, along with 12 full-term newborn infants with prolonged sepsis in excess of eight days, and 15 with septic shock. The newborn infants who had prolonged sepsis were those who presented the greatest weight loss from birth through the start of the illness, 21 days on average, and whose cultures tested positive for bacteria. Nonthyroidal Illness was found in 60.7% of the cases; being most prevalent in newborn infants with prolonged sepsis, amongst whom the prevalence was inversely related to the prolonged time with sepsis. There was no correlation between Nonthyroidal Illness with septic shock. Low T3 syndrome, characterized by low T3, normal TSH and generally increased reverse T3, was found in 58.8% of the cases, with there being no difference in the length of the sepsis. The T3 serum level was lower in sepsis than in convalescence, with there being no difference in the duration of the illness. Elevated reverse T3 was not found. Low T4 and T3 syndrome, characterized by low T3 and T4, normal TSH was found in 29.5% of the cases, with there being no difference with the length of the illness duration and only found in septic shock, returning to normal levels in convalescence in both groups. The Mixed Syndrome, which results from the combination of abnormalities, was found in 11.7% of the cases, and there was no difference regarding length of illness or septic shock. Nonthyroidal Illness was present in full-term newborn infants with sepsis, and was most common in those of prolonged duration sepsis. Low T3 Syndrome was the most common standard. However, in the absence of elevated reverse T3 and T4 and T3 syndrome, it was only found during septic shock; even though it was unrelated to the same.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAraujo, Maria Cristina Korbage deSilva, Maria Helena Baptista Nunes da2008-01-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-02042008-140201/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:09:55Zoai:teses.usp.br:tde-02042008-140201Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:09:55Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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