Morfologia comparada de estruturas sensoriais em Mesembrinellidae e Tachinidae (Diptera) e suas relações com estratégias de oviposição.
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41133/tde-05122025-193242/ |
Resumo: | A superfamília Oestroidea, um grupo diverso dentro de Diptera, inclui linhagens de moscas com ampla variação ecológica, morfológica e comportamental, abrangendo famílias como Tachinidae e Mesembrinellidae. Enquanto Tachinidae é uma das maiores famílias da ordem, com mais de 8.500 espécies descritas e larvas parasitoides que atacam uma grande variedade de artrópodes, Mesembrinellidae representa uma linhagem neotropical basal e é particularmente relevante para inferências sobre a evolução morfológica do grupo por conta de sua posição na filogenia da família. Este trabalho apresenta uma análise da morfologia ultraestrutural de antenas e tarsos, com foco nas sensilas, estruturas sensoriais fundamentais para a percepção ambiental. O primeiro capítulo, dedicado às antenas de Mesembrinella bellardiana Aldrich (Mesembrinellidae), teve caráter piloto, servindo como base para testar e padronizar metodologias de preparação e análise por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados revelaram uma grande diversidade de sensilas no pós-pedicelo e a morfologia observada se mostrou amplamente conservada em relação a outras famílias de Oestroidea, sugerindo que estas estruturas foram mantidas na evolução do grupo. O segundo capítulo, com foco em Tachinidae, apresenta uma abordagem mais abrangente e comparativa, analisando seis espécies de diferentes tribos, incluindo representantes de linhagens basais e integrando com dados já existentes na literaturatura. A investigação por MEV revelou ampla diversidade de sensilas antenais e documentou variações morfológicas significativas, embora não tenha sido observada correlação direta entre os tipos de sensilas antenais e as estratégias reprodutivas das espécies. Essa ausência de padrão reforça a necessidade de análises multivariadas e integrativas que considerem comportamento e ecologia. Além das antenas, os tarsos em Tachinidae também foram examinados, com destaque para a presença de sensilas caéticas com poro apical na face ventral dos tarsos de Xanthozona scutellaris (Robineau-Desvoidy), sugerindo função quimiossensitiva associada à oviposição. O dimorfismo sexual observado nos tarsos indica um possível papel destas estruturas na seleção do local de postura de ovos pelas fêmeas. Em conjunto, os dois capítulos mostram como a morfologia sensorial antenal e tarsal pode fornecer informações relevantes sobre evolução funcional, taxonomia e comportamento em Oestroidea. O estudo com M. bellardiana oferece um ponto de partida confiável para análises futuras, enquanto os dados mais amplos de Tachinidae revelam a complexidade morfofuncional, destacando caminhos promissores para futuras investigações integrativas. |
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Morfologia comparada de estruturas sensoriais em Mesembrinellidae e Tachinidae (Diptera) e suas relações com estratégias de oviposição.Comparative morphology of sensory structures in Mesembrinellidae and Tachinidae (Diptera) and their association with oviposition strategies.DipteraDipteraMicroscopia eletrônica de varreduraMorfologia ultraestruturalScanning electron microscopySensilaSensillaTachinidaeTachinidaeUltrastructural morphologyA superfamília Oestroidea, um grupo diverso dentro de Diptera, inclui linhagens de moscas com ampla variação ecológica, morfológica e comportamental, abrangendo famílias como Tachinidae e Mesembrinellidae. Enquanto Tachinidae é uma das maiores famílias da ordem, com mais de 8.500 espécies descritas e larvas parasitoides que atacam uma grande variedade de artrópodes, Mesembrinellidae representa uma linhagem neotropical basal e é particularmente relevante para inferências sobre a evolução morfológica do grupo por conta de sua posição na filogenia da família. Este trabalho apresenta uma análise da morfologia ultraestrutural de antenas e tarsos, com foco nas sensilas, estruturas sensoriais fundamentais para a percepção ambiental. O primeiro capítulo, dedicado às antenas de Mesembrinella bellardiana Aldrich (Mesembrinellidae), teve caráter piloto, servindo como base para testar e padronizar metodologias de preparação e análise por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados revelaram uma grande diversidade de sensilas no pós-pedicelo e a morfologia observada se mostrou amplamente conservada em relação a outras famílias de Oestroidea, sugerindo que estas estruturas foram mantidas na evolução do grupo. O segundo capítulo, com foco em Tachinidae, apresenta uma abordagem mais abrangente e comparativa, analisando seis espécies de diferentes tribos, incluindo representantes de linhagens basais e integrando com dados já existentes na literaturatura. A investigação por MEV revelou ampla diversidade de sensilas antenais e documentou variações morfológicas significativas, embora não tenha sido observada correlação direta entre os tipos de sensilas antenais e as estratégias reprodutivas das espécies. Essa ausência de padrão reforça a necessidade de análises multivariadas e integrativas que considerem comportamento e ecologia. Além das antenas, os tarsos em Tachinidae também foram examinados, com destaque para a presença de sensilas caéticas com poro apical na face ventral dos tarsos de Xanthozona scutellaris (Robineau-Desvoidy), sugerindo função quimiossensitiva associada à oviposição. O dimorfismo sexual observado nos tarsos indica um possível papel destas estruturas na seleção do local de postura de ovos pelas fêmeas. Em conjunto, os dois capítulos mostram como a morfologia sensorial antenal e tarsal pode fornecer informações relevantes sobre evolução funcional, taxonomia e comportamento em Oestroidea. O estudo com M. bellardiana oferece um ponto de partida confiável para análises futuras, enquanto os dados mais amplos de Tachinidae revelam a complexidade morfofuncional, destacando caminhos promissores para futuras investigações integrativas.The superfamily Oestroidea, a diverse group within Diptera, includes lineages of flies with broad ecological, morphological, and behavioral variation, encompassing families such as Tachinidae and Mesembrinellidae. While Tachinidae is one of the largest families in the order, with over 8,500 described species and parasitoid larvae that attack a wide variety of arthropods, Mesembrinellidae represents a basal Neotropical lineage and is particularly relevant for inferences about the morphological evolution of the group due to its position in the family phylogeny. This study presents an analysis of the ultrastructural morphology of antennae and tarsi, focusing on sensilla, sensory structures fundamental to environmental perception. The first chapter, dedicated to the antennae of Mesembrinella bellardiana Aldrich (Mesembrinellidae), is derived from a pilot study, serving as a foundation to test and standardize methodologies for preparation and analysis using scanning electron microscopy (SEM). The results revealed a high diversity of sensilla on the postpedicel, and the observed morphology appeared to be largely conserved compared to other Oestroidea families, suggesting that these structures have been retained throughout the groups evolution. The second chapter, focusing on Tachinidae, presents a broader and more comparative approach, analyzing six species from different tribes, including representatives of basal lineages and integrating existing data from the literature. The SEM investigation revealed a wide diversity of antennal sensilla and documented relevant morphological variations, although no direct correlation was found between the types of antennal sensilla and the species reproductive strategies. This lack of a clear pattern reinforces the need for multivariate and integrative analyses that consider behavior and ecology. In addition to antennae, the tarsi in Tachinidae were also examined, with emphasis on the presence of chaetic sensilla with an apical pore on the ventral surface of the tarsi of Xanthozona scutellaris (Robineau-Desvoidy), suggesting a chemosensory function associated with oviposition. The observed sexual dimorphism in the tarsi indicates a possible role of these structures in female oviposition site selection. Taken together, the two chapters demonstrate how the antennal and tarsal sensory morphology can provide relevant insights into functional evolution, taxonomy, and behavior within Oestroidea. The study of M. bellardianai offers a reliable starting point for future analyses, while the broader dataset on Tachinidae reveals the morphofunctional complexity of the group, highlighting promising avenues for future integrative investigations.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGudin, Filipe MacedoNihei, Silvio ShigueoPassalacqua, Leonardo Breder2025-09-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41133/tde-05122025-193242/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-06T16:06:02Zoai:teses.usp.br:tde-05122025-193242Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-06T16:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A superfamília Oestroidea, um grupo diverso dentro de Diptera, inclui linhagens de moscas com ampla variação ecológica, morfológica e comportamental, abrangendo famílias como Tachinidae e Mesembrinellidae. Enquanto Tachinidae é uma das maiores famílias da ordem, com mais de 8.500 espécies descritas e larvas parasitoides que atacam uma grande variedade de artrópodes, Mesembrinellidae representa uma linhagem neotropical basal e é particularmente relevante para inferências sobre a evolução morfológica do grupo por conta de sua posição na filogenia da família. Este trabalho apresenta uma análise da morfologia ultraestrutural de antenas e tarsos, com foco nas sensilas, estruturas sensoriais fundamentais para a percepção ambiental. O primeiro capítulo, dedicado às antenas de Mesembrinella bellardiana Aldrich (Mesembrinellidae), teve caráter piloto, servindo como base para testar e padronizar metodologias de preparação e análise por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados revelaram uma grande diversidade de sensilas no pós-pedicelo e a morfologia observada se mostrou amplamente conservada em relação a outras famílias de Oestroidea, sugerindo que estas estruturas foram mantidas na evolução do grupo. O segundo capítulo, com foco em Tachinidae, apresenta uma abordagem mais abrangente e comparativa, analisando seis espécies de diferentes tribos, incluindo representantes de linhagens basais e integrando com dados já existentes na literaturatura. A investigação por MEV revelou ampla diversidade de sensilas antenais e documentou variações morfológicas significativas, embora não tenha sido observada correlação direta entre os tipos de sensilas antenais e as estratégias reprodutivas das espécies. Essa ausência de padrão reforça a necessidade de análises multivariadas e integrativas que considerem comportamento e ecologia. Além das antenas, os tarsos em Tachinidae também foram examinados, com destaque para a presença de sensilas caéticas com poro apical na face ventral dos tarsos de Xanthozona scutellaris (Robineau-Desvoidy), sugerindo função quimiossensitiva associada à oviposição. O dimorfismo sexual observado nos tarsos indica um possível papel destas estruturas na seleção do local de postura de ovos pelas fêmeas. Em conjunto, os dois capítulos mostram como a morfologia sensorial antenal e tarsal pode fornecer informações relevantes sobre evolução funcional, taxonomia e comportamento em Oestroidea. O estudo com M. bellardiana oferece um ponto de partida confiável para análises futuras, enquanto os dados mais amplos de Tachinidae revelam a complexidade morfofuncional, destacando caminhos promissores para futuras investigações integrativas. |
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